quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Nova viagem - Laguna Brava (Argentina)
Dentro de 6 dias, no dia 6 de fevereiro próximo, estarei partindo para mais uma aventura em terras sulamericanas. O destino final é o parque Laguna Brava, situado na província de La Rioja, Argentina, próximo à fronteira com o Chile, a mais de 4.000 m de altitude. As estradas (de rípio, obviamente) não aparecem na maioria dos mapas, e as paisagens são únicas e radicais. Para que os amigos e seguidores se situem no mapa anexo, a noroeste da cidade de La Rioja , existe a vila de San Jose de Vinchina, que é a última cidade antes de Laguna Brava. A partir deste ponto seguiremos por estradas de rípio subindo a cordilheira dos Andes, sem qualquer povoado ou recurso. Será necessário levar água, alguma comida e combustível. Há até uma passagem para o Chile, o Paso Pircas Negras, a 4.200 msnm, que só pode ser atravessado em janeiro e fevereiro, devido ao acúmulo de neve, que chega a 3 m de altura sobre o que pode ser considerado estrada.
Encontrarei com Júlio e Almir em Foz do Iguaçu, no dia 8 de fevereiro. Com eles irá também o Matheus, que não conheço pessoalmente, e que participará desta aventura conosco. Serão 4 motos. De minha parte, irei com a XT 660R.
Após chegarmos a Laguna Brava, há algumas opções de roteiros para o retorno. É provável que retornemos passando por Cafayate, Tafi del Valle e Salta, um circuito que já conheço, mas que meus companheiros têm vontade de conhecer também. Para mim, qualquer opção está ótima, meu desejo é viajar e conhecer novas terras, visuais exóticos e paisagens diferentes. Tudo em cima de 2 rodas, é claro!
Procurarei manter este blog atualizado durante a viagem para que os amigos e entusiastas possam nos acompanhar em tempo (quase) real. Até lá!
domingo, 27 de janeiro de 2013
SBS - Salão Bike Show 2013
Estive ontem no Salão Bike Show (SBS), no Riocentro, na
Barra da Tijuca.
Houve um aumento significativo de público em relação
aos salões dos 2 anos anteriores, mas
ainda falta muito para o evento ser algo significativo para o setor. Por ser o único evento do gênero no Rio, as pessoas comparecem por falta de opções.
Havia poucos stands oficiais de fabricantes e algumas lojas de acessórios
vendendo as mesmas bugigangas de sempre
(camisetas, bonés, bottons,, luvas e outros), porém com preços altos. No
ano passado comprei um par de alforjes que me acompanhou em diversas viagens ao
longo de 2012, até que se danificou no tombo que levei quando a corrente da XT
660R rompeu-se e travou a roda da moto a 130 km/h em dezembro de 2012 na BR
040. Paguei R$ 95,00 há um ano, e agora estavam sendo vendidos a R$ 250,00!
Destaque mesmo somente para o stand da Triumph, que planeja
reingressar de modo agressivo no mercado brasileiro. O público podia sentar e
mexer nas motos e havia pessoas qualificadas para tirar dúvidas e responder
sobre os modelos que o fabricante irá comercializar no país.
Gostei da Royal Enfield, uma moto anacrônica porém muita
bonita, parecendo saída diretamente dos anos 50, creio que fabricada na Índia.
Havia um modelo equipado com side car que causou sensação, pois o side car
tinha até capota conversível! Só não sei o que a marca pretende no Brasil, pois
aqui não há fábrica nem representação até o momento.
Muitos motoqueiros fantasiados com casacos apinhados de
broches circulavam pelo local.
Achei bacana, a exemplo dos anos anteriores, o
fato de as motos não pagarem estacionamento e disporem de uma área específica
para parar, assim como a existência de um guarda-capacetes na entrada. Aliás, a
diversidade e a quantidade de modelos de motos era muito maior e mais
interessante no estacionamento do que dentro do salão!
Algumas fotos:
sábado, 26 de janeiro de 2013
Estrada abandonada
Após o alargamento e pavimentação asfáltica de um antigo
leito de ferrovia que unia a cidade de Piraí ao distrito de Passa Três, no ano
2.000, um trecho da antiga Rio-São Paulo no estado do Rio de Janeiro ficou
totalmente abandonada, uma vez que todo o fluxo de veículos foi desviado e dirigido para a nova estrada, mais plana e mais curta. Este trecho liga o distrito de Passa Três à Via Dutra na
altura da represa de Ribeirão das Lages, cerca de 8 km antes da descida da
Serra das Araras em direção ao Rio.
A estrada foi muito utilizada até a abertura da Rio -
Santos nos anos 70, quando era a única ligação rodoviária do Rio de Janeiro com
Angra dos Reis. Utilizei-me muito dela para ir a Rio Claro, era o único caminho
asfaltado. (foto abaixo: Passa Três)
Diferente da ferrovia transformada em estrada, que é
totalmente plana e acompanha o rio Piraí, a estrada “antiga” atravessa alguns
trechos bem fechados de mata atlântica e possui 2 serras, o que a torna
agradável de ser percorrida, principalmente agora, quando não se cruza com
qualquer veículo ao longo dos seus 20 km. Ainda existem às margens da estrada
os antigos marcos de concreto dos anos 30 e 40 que indicam a quilometragem do local e as
distâncias às próximas cidades. Há também uma nascente com uma bica na beira da
estrada, onde as pessoas bebiam água (é limpíssima) ou abasteciam os radiadores
dos carros, que insistiam em ferver ao longo das serras e curvas. Há fazendas
em atividade e algumas fazendas abandonadas. O asfalto se consiste somente de
remendos, um sobre o outro, mas o interessante é que não há buracos.
Hoje, ao fazer o trecho Rio Claro – Rio, estava com o
horário folgado, e escolhi passar pelo referido trecho da RJ 139. Foi muito gostoso e
relaxante percorrer com calma suas curvas, serras, matas e pastagens.
Recomendo!
RJ 139 - antiga Rio São Paulo
Marco
Represa Ribeirão das Lajes
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Fim do mundo x passeio de moto
Hoje , 21 de dezembro de 2012, é o dia previsto no calendário Maia para
o fim do mundo. Não vou ficar esperando sentado: enquanto o mundo não acaba,
vou dar um passeio de moto e justamente apreciar as coisas que o mundo tem de
melhor: as matas, os pássaros, os animais, as montanhas e o mar, enfim, todas
as paisagens possíveis, obviamente sobre uma moto, o que é muito mais
prazeroso.
Saí de Rio Claro com a CB 500 Four com destino a Mangaratiba pela
estrada que desce para o litoral pela bela Serra do Piloto, hoje totalmente
asfaltada. Asfalto impecável, muitas curvas, montanhas por todos os lados e a
presença constante de rios tornam esse pequeno trecho de 39 km um colírio.
Muito verde, e, ao parar a moto, cantos e revoadas de pássaros, um paraíso a
apenas 140 km do Rio. Será uma pena se o mundo realmente acabar, pois
perderemos a chance de apreciar tanta beleza em um ambiente de paz total.
A descida da serra do Piloto possui em sua margem um muro de pedras que
foi construído ainda no tempo do império, quando D. Pedro I costumava passar
por essas paragens. Há também bebedouros para animais e cachoeiras na beira da
estrada. Já a meio caminho entre o topo da serra e a cidade de Mangaratiba,
tem-se uma belíssima vista da cidade, com o mar e montanhas servindo de
moldura. Muito bonito, é um passeio de menos de 1 hora que vale muito a pena,
ainda mais agora que a descida da serra foi também asfaltada. Vou incluir este
trecho nos passeios que faço com os amigos que me visitam de moto em Rio Claro.
Como hoje o dia amanheceu ensolarado e com céu azul, as cores ficaram mais vivas e tudo ganhou um
tom melhor, mais vibrante.
Ponte sobre o rio Piraí. Ao fundo, a ponte antiga.Bebedouro para animais, na estrada
Mangaratiba vista da serra do Piloto
Muro de pedras que margeia a descida da serra
A estrada, entre morros e montanhas. Muito verde!
O único senão é que eu não estava com minha máquina fotográfica, mas
isso não me impediu de conseguir algumas imagens, embora de baixa qualidade.
Prometo imagens melhores em um futuro breve!
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
2012
No início deste ano encerrei minhas atividades laborais, após
40 anos de trabalho. Achei que estava na hora de dedicar-me às coisas que gosto
de fazer, afinal, o tempo está correndo contra mim, e sempre me pergunto por
quanto tempo ainda poderei exercer as atividades que me dão prazer, mas que
exigem algum esforço físico.
Neste ano de 2012 procurei realizar mais viagens do que
normalmente fazia, tocar mais do que de costume, compor, visitar amigos e
estabelecer uma rotina de exercícios que me mantenha em forma sem sacrifícios
demais.
Alto da serra da Bocaina (sertão da Bocaina)
Sertão dos hortelãs
São João Marcos - ruínas
Caminho para as ruínas de São João Marcos
Tive alguns problemas de saúde que estão contornados, e,
olhando para trás, somente do ponto de vista de viagens, não há do que me
queixar. Além de pequenas viagens e passeios como Norte Fluminense, Quatis e
Passa Vinte (Sul Fluminense), Sertão dos Hortelãs, Serra da Bocaina, São Paulo,
Serra de Rio Claro e Ruínas de S.J. Marcos (algumas fotos acima), houve grandes viagens muito
interessantes e que me deram imenso prazer. Foram elas:
- Argentina e Chile (março), de Falcon;
Também realizei uma série de melhorias no sítio, como
pintura, cercas, corte e poda de árvores, instalações hidráulicas e pequenos
serviços de manutenção.
Enfim, apesar de não estar mais trabalhando em troca de
remuneração, foi um ano com muitas atividades. Tenho muitos planos de viagens para
2013, e peço a Deus que me dê saúde e disposição para realizá-los.
Boas festas e um promissor 2013 para todos os amigos e
seguidores deste blog!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
O último dia
Pernoitei em um hotel típico para representantes de firmas, e o meu
quarto ficava no 4º andar, sem elevador! Jantei no próprio hotel (comida
honesta por R$ 10,00), troquei o curativo do joelho para não manchar a cama de
sangue e tentei dormir. Foi um sono atormentado, acordei diversas vezes e
tentava me lembrar de que forma caí para não me machucar, mas até agora ainda
não cheguei a um conclusão. Resta a felicidade de saber que saí ileso quando
poderia nem ter saído, dadas as condições em que o travamento e o tombo
aconteceram. Imaginava se isto ocorresse durante uma ultrapassagem com
caminhões vindo no sentido oposto em
pista dupla: seria morte certa, e me arrepio só de pensar.
No café da manhã, somente homens, nem uma mulher sequer, e todos com
macacões, uniformes ou camisas com logomarcas. Um hotel para vendedores e
representantes, conforme eu supunha!
Hotel em Barbacena - fiquei no 4º andar, sem elevador
Ao sair da garagem do hotel, outra zebra: o pneu dianteiro estava vazio,
supostamente furado. Fui até um posto e o enchi, mas não quis arriscar pegar a
estrada, pois se estivesse furado, se esvaziaria e eu levaria outro tombo!
Dirigi-me então à Turinhos Motos (concessionária Yamaha) e solicitei que
desmontassem a roda dianteira, a fim de que eu a levasse a um borracheiro.
Constatado e consertado o furo, a roda foi remontada e acabei saindo de
Barbacena às 10:10 h, com bastante calor. Não confiava mais na moto, e não
sabia o que mais ela poderia me aprontar, assim, mantive velocidade em torno de
90 km/h. Não que isso evitasse algum problema mecânico, mas, se ocorresse, o
dano seria menor. A cada curva e a cada ultrapassagem que fazia, imaginava se a
roda travasse naquela situação. O joelho incomodou a viagem toda, mas o que
mais incomoda é o meu ombro esquerdo, que já estava muito dolorido antes do
tombo. Acho que fiz algum movimento brusco durante a queda ou para levantar a
moto, que não dá para levantar o braço. Para esticar o braço e pagar os
pedágios foi difícil. Isto é por conta da idade!
Almocei em Juiz de Fora, exatamente a 100 km de Barbacena, e cheguei ao
Rio com um calor terrível às 14:10 h, ou seja, mesmo andando devagar, a viagem
rendeu. A estrada estava vazia e as condições do asfalto eram boas, o que
ajudou. Somente na baixada fluminense, após descer a serra de Petrópolis, é que
o trânsito fica selvagem e o calor desumano.
Cheguei bem, agora é só curar o joelho, que dói e arde, pois está sem
pele. Considero a viagem um sucesso, boa em todos os sentidos: visitei meu
filho Thiago, andei por regiões que não costumo andar, conheci Rolim de Moura e
ainda de quebra percorri a serra da Canastra, uma experiência legal e que
apreciei muito.
Auto retrato: joelho esfolado
Precisarei fazer uma boa manutenção na moto: trocar óleo e filtros,
instalar novo protetor de corrente (que se quebrou), lubrificar a corrente,
inspecionar quanto a peças frouxas ou quebradas e, principalmente, dar uma boa
lavada, para retirar toda a lama e terra que se acumularam nesses dias de
viagem. Será que voltarei a confiar nela novamente a ponto de andar a mais de
100 km/h? Essa história de correntes que se desgastam e quebram me deixou
traumatizado!
Até a próxima viagem!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Um contratempo... que poderia ser pior
O hotel Stalo em Piumhi era excelente, e o café da manhã, então, era
digno de um 4 ou 5 estrelas.
Lubrifiquei a corrente antes de sair, e notei que estava bem frouxa, isso
é normal em correntes sem retentor, necessitam sempre de ajuste. Como eu já
estava com toda a bagagem amarrada e as ferramentas ficam no fundo dos
alforjes, decidi seguir assim mesmo, e talvez encontrar algum mecânico pelo
caminho para fazer o ajuste.
Hotel Stalo, em Piumhi
Passei por Formiga e Perdões e cheguei à Fernão Dias. Parei em um Graal
e fiz eu mesmo o ajuste da corrente, 150
km após sair de Piumhi, lubrificando-a novamente. Entrei na estrada que liga a
BR 381 à BR 040, que passa por São João del Rei e Tiradentes, alcançando a BR
040 em Barbacena. Algo me dizia que não deveria confiar em correntes com
emenda, e não abusei da velocidade nem das acelerações.
Almoço na estrada, próximo a S.J. del Rei
Estava na BR 040 a 130 km/h, a cerca de 20 km após Barbacena, já
pensando que iria chegar cedo em casa quando, em uma curva, a corrente arrebentou e
embolou-se na coroa, travando a moto imediatamente. Tentei controlar a
derrapagem com a roda traseira travada e até que consegui um grande feito, a
moto foi perdendo velocidade, mas o tombo acabou sendo inevitável, e a moto caiu
comigo junto e arrastamos no asfalto por uns 15 metros. Estava em uma curva,
levantei-me e rapidamente saí de perto da moto e sinalizei para os veículos que
vinham atrás. Aparentemente, não havia quebrado nada, apenas um joelho bem
ralado.
Não consegui levantar a moto sozinho, um rapaz parou sua Kombi e veio
ajudar-me. Foi difícil tirar a moto do meio da estrada, pois estava com a roda
traseira travada e pesava muito. Fomos dando trancos para levantar a roda traseira e conseguimos colocá-la no
acostamento do lado esquerdo.
O rapaz, que se chama Aldair, levou-me em sua Kombi a alguns mecânicos,
mas nenhum se dispôs a ir na estrada desmontar a roda, e também de nada
adiantaria. Passamos a procurar alguém que levasse a moto em uma caminhonete
até um mecânico. Fomos a 5 pessoas, mas
todas tinham problemas e não podiam fazer o frete. Incrível sempre haver gente
solidária nessas horas,o Aldair foi incansável e me conduziu até eu resolver o
problema. A moto ficou na beira da estrada, com toda a bagagem.
Estávamos tentando obter o frete com o filho de um morador das
proximidades, quando passou uma caminhonete Hilux por nós. Fizemos sinal para
ela parar e pedimos para levar a moto. A princípio, o condutor não queria levar, mas
conseguimos convencê-lo. Fizemos muita força para colocar a moto sobre a caminhonete,
e o rapaz me levou para a concessionária Yamaha em Barbacena (Turinhos Motos),
onde fizemos mais força para retirar a moto e colocá-la dentro da oficina.
Ponto para os caras da caminhonete também (eram 2 rapazes), que me tiraram da estrada e me
conduziram a um porto seguro onde eu poderia consertar a moto.
Corrente arrebentada, na BR 040
A corrente estava destroçada, e coroa
empenou devido ao tranco recebido. Fui a uma farmácia próxima e comprei
merthiolate, gaze e esparadrapo e fiz um curativo no joelho, pois a calça
roçando estava fazendo arder mais.
Devo agradecer a Deus por não ter sofrido sequer um arranhão (a menos do
joelho) e não haver algum caminhão atrás de mim na hora do acidente. Até agora
estou chocado com este milagre, desta vez meus anjos da guarda tiveram muito
trabalho para me livrar, o que só tenho a agradecer! Até a moto, que caiu a 130
km/h, não teve um arranhão sequer, os alforjes a protegeram (e me protegeram
também). Já pensou se fosse naquela solidão da Serra da Canastra ou em um
trecho de mão dupla? Ou em alguma ultrapassagem ousada (fiz tantas!) Eu não estaria relatando essa
história!
A moto só ficou pronta às 19:20 h, achei melhor não viajar à noite,
sendo assim, pernoitarei em Barbacena. Hospedei-me em um hotel frequentado por
representantes comerciais, próximo à saída da cidade, assim, amanhã estarei próximo
à rodovia BR 040, meu caminho. Estou a 280 km do Rio!
O mecânico Ronnie trocando a relação
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Um desvio - Serra da Canastra
Choveu a noite toda em Monte Alegre de Minas. Pela manhã, a chuva cessou, mas as ruas ainda estavam molhadas. Continuei na BR 365 até Uberlândia, um ótimo trecho duplicado. Chegando a Uberlândia há que se ficar atento para não entrar na cidade ou pegar alguma estrada errada, pois há 6 rodovias que convergem para aquela cidade, o que a torna um ponto logístico estratégico.
Tomei a estrada para Araxá. Contornei a cidade de Araxá e tive alguma dificuldade para encontrar a estrada que leva a Tapira, aliás esta estrada é estreita, tem bom asfalto e é margeada em boa parte por bougainvilles de diversas cores, o que a torna muito agradável de ser percorrida.
A partir de Tapira, meu rumo foi o da a serra da Canastra, que queria conhecer. O caminho é uma estrada de terra muito estreita, de 42 km que leva a São João Batista. Era minha intenção pernoitar em alguma pousada em S.J. Batista e no dia seguinte fazer incursões pela serra da Canastra. Levei duas horas para percorrer os 42 km, se bem que parei algumas vezes para apreciar o local e tirar fotos. A estrada corre pelo espigão dos morros, é um grande sobe e desce pelo topo das montanhas.
Ao chegar a S.J. Batista, deparei-me com uma cidade fantasma: o povoado é mínimo, e tem uma pousada, mas não havia ninguém nas ruas. A pousada estava fechada, assim como os bares e todas as casas, nem havia a quem perguntar algo. Já eram 15:10 h e estava ameaçando um temporal, e eu cercado de estradas de terra. Havia 2 opções: retornar a Tapira ou seguir, por dentro do parque da serra da Canastra, até a próxima cidade, São Roque de Minas. Eram mais 48 km de estrada de terra, em estado muito pior do que os 42 km que eu já houvera percorrido até ali. Resolvi ir em frente. Se a chuva me pegasse, é certo que eu levaria alguns tombos, se é que conseguiria passar em alguns trechos.
No caminho, conheci a nascente do rio São Francisco, um sonho antigo. Impressionante como aquele pequeno olho d'água se transforma em um dos maiores rios do Brasil e leva progresso desenvolvimento a centenas de municípios às suas margens.
Este segundo trecho da estrada é cheio de subidas e descidas com barro, pedras soltas (rípio), muitos seixos rolados e até trechos em subida sobre pedras. Fui seguindo, fugindo da chuva, e levei 1:45 h para percorrer os 48 km. A descida para São Roque de Minas é um absurdo: longa e muito íngreme, perigosíssima, qualquer vacilo resultaria em um tombo com graves consequências, e até poderia ser fatal. Uma freada seria um tombo, o piso estava forrado de seixos rolados e brita.
A cidade de São Roque é bonitinha e interessante. fica em uma ladeira. O hotel que fica na praça, estava com as portas fechadas, bati e ninguém atendeu. Já passava das 17:00 h, e ao longe via-se a chuva se formando. Como também não havia hotel, segui mais uma vez em frente até a próxima cidade, Piumhi.
São Roque de Minas
Peguei chuva no caminho, estava todo molhado e enlameado devido aos 90 km em estradas dadas de terra e à chuva do último trecho.
Entrei em Piumhi e hospedei-me no mais caro e melhor hotel de toda a viagem, mas eu estava merecendo
Peguei uma sauna para relaxar da pilotagem na travessia da serra da Canastra ( o hotel tem até sauna!). Jantei no restaurante do hotel.
Apesar de haver rodado em estradas asfaltadas de Monte Alegre até Tapira e de São Roque de Minas até Piumhi, o que marcou o dia de hoje foram os 90 km em estradas de terra precárias (quase trilhas) na Serra da Canastra. Apesar do cansaço de pilotar tanto tempo com muita atenção e cuidado, pois estava sozinho com a moto carregada e nada de errado poderia me acontecer (não encontrei nenhum carro em todo o percurso), valeu a pena pelas paisagens e por todo o visual do local.
Tomei a estrada para Araxá. Contornei a cidade de Araxá e tive alguma dificuldade para encontrar a estrada que leva a Tapira, aliás esta estrada é estreita, tem bom asfalto e é margeada em boa parte por bougainvilles de diversas cores, o que a torna muito agradável de ser percorrida.
A partir de Tapira, meu rumo foi o da a serra da Canastra, que queria conhecer. O caminho é uma estrada de terra muito estreita, de 42 km que leva a São João Batista. Era minha intenção pernoitar em alguma pousada em S.J. Batista e no dia seguinte fazer incursões pela serra da Canastra. Levei duas horas para percorrer os 42 km, se bem que parei algumas vezes para apreciar o local e tirar fotos. A estrada corre pelo espigão dos morros, é um grande sobe e desce pelo topo das montanhas.
Serra da Canastra
São João Batista
Ao chegar a S.J. Batista, deparei-me com uma cidade fantasma: o povoado é mínimo, e tem uma pousada, mas não havia ninguém nas ruas. A pousada estava fechada, assim como os bares e todas as casas, nem havia a quem perguntar algo. Já eram 15:10 h e estava ameaçando um temporal, e eu cercado de estradas de terra. Havia 2 opções: retornar a Tapira ou seguir, por dentro do parque da serra da Canastra, até a próxima cidade, São Roque de Minas. Eram mais 48 km de estrada de terra, em estado muito pior do que os 42 km que eu já houvera percorrido até ali. Resolvi ir em frente. Se a chuva me pegasse, é certo que eu levaria alguns tombos, se é que conseguiria passar em alguns trechos.
No caminho, conheci a nascente do rio São Francisco, um sonho antigo. Impressionante como aquele pequeno olho d'água se transforma em um dos maiores rios do Brasil e leva progresso desenvolvimento a centenas de municípios às suas margens.
Primeira ponte sobre o rio S. Francisco, 30 m após a nascente
A cidade de São Roque é bonitinha e interessante. fica em uma ladeira. O hotel que fica na praça, estava com as portas fechadas, bati e ninguém atendeu. Já passava das 17:00 h, e ao longe via-se a chuva se formando. Como também não havia hotel, segui mais uma vez em frente até a próxima cidade, Piumhi.
São Roque de Minas
Peguei chuva no caminho, estava todo molhado e enlameado devido aos 90 km em estradas dadas de terra e à chuva do último trecho.
Entrei em Piumhi e hospedei-me no mais caro e melhor hotel de toda a viagem, mas eu estava merecendo
Peguei uma sauna para relaxar da pilotagem na travessia da serra da Canastra ( o hotel tem até sauna!). Jantei no restaurante do hotel.
Apesar de haver rodado em estradas asfaltadas de Monte Alegre até Tapira e de São Roque de Minas até Piumhi, o que marcou o dia de hoje foram os 90 km em estradas de terra precárias (quase trilhas) na Serra da Canastra. Apesar do cansaço de pilotar tanto tempo com muita atenção e cuidado, pois estava sozinho com a moto carregada e nada de errado poderia me acontecer (não encontrei nenhum carro em todo o percurso), valeu a pena pelas paisagens e por todo o visual do local.
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