segunda-feira, 11 de junho de 2018

Argentina 2018 II Explorando Salta

Saímos pelas ruas de manhã com céu azul e um pouco de frio. Andamos pela praça principal, apreciamos as igrejas e os prédios históricos preservados. A cidade é dita colonial, sendo a mais conservada da Argentina nesse estilo.
                                        Rua de pedestres, no centro
                                        Igreja da Candelaria. A parte de trás tem linhas orientais

Após circular pelo centro, contratamos para amanhã um passeio a Cachi, pequeno povoado de 2.000 habitantes. Já fiz este passeio em viagem anterior, mas achei que o Tiago gostaria, e, além do mais, é uma visita quase obriatória para quem vem a Salta.Tomara que o tempo esteja bom, pois o caminho e as paisagens valem o passeio.


Almoçamos uma comida muito boa e continuamos o passeio pelas, ruas, pois hoje, uma segunda-feira, todos os museus estão fechados.
                                    Convento San Bernardo

O ponto mais alto da cidade é o cerro San Bernardo, com 300 m de altitude. O Tiago subiu a pé e eu fui pegar o teleférico, mas o mesmo não estava funcionando devido ao forte vento e à tempestade que se aproxima. No final das contas ele subiu pela escadaria sozinho e eu voltei para o hotel.
Após o Tiago retornar, saímos novamente e escureceu. Aproveitei para registrar algumas imagens de Salta à noite, com seus prédios iluminados. A cidade à noite também é um espetáculo, com igrejas e prédios iluminados.
Jantamos uma pizza deliciosa regada a vinho argentino, obviamente! Vinho da província de Salta!
Imagens de Salta à noite:




domingo, 10 de junho de 2018

Argentina 2018 II Noroeste - Cheguei em Salta!


Às 7:00 h estava pronto para tomar café e meter o pé na estrada, mas ainda estava escuro, foi quando fiquei sabendo que o sol nasce às 8 h nesta região nesta época do ano.
Saí do hotel em Machagai às 8 h, junto com os primeiros raios de sol. A estrada (ruta 16) estava totalmente encharcada, achei que havia chovido à noite.
                                 Ruta 16 pela manhã
Passei por Presidencia Roque Saenz Peña, e, de repente baixou um nevoeiro muito denso e úmido, reduzindo a visibilidade para apenas alguns metros à frente. Tudo ficou molhado pela névoa: eu, a moto e a estrada, então compreendi que a estrada molhada se devia ao nevoeiro que deve tê-la coberto durante a noite e que se dissipou ao amanhecer. Andei mais de uma hora dentro do nevoeiro, mas como a estrada é reta, foi relativamente fácil.
                                  Nevoeiro denso na ruta 16

                                  Abastecimento em Pampa del Infierno

A ruta 16 corta uma parte da província de Santiago del Estero, e naquele trecho há 110 km de buracos, sendo que durante 50 km a estrada literalmente desapareceu, com buracos enormes, acostamento detonado pela passagem de caminhões e alguns pedaços do que sobrou do asfalto. Foi um trecho lento e tenso, não dava para andar a mais de 50 km/h. Levei 1:10 h para percorrer os 50 km, e um motorista de caminhão me falou que levava 2 horas e meia, devido à velocidade baixíssima e aos constantes desvios das crateras.
Passado o trecho crítico, voltei a andar bem, e parei para almoçar já as 14:30 h, em Joaquim V. González.
                                    Almoço em Joaquin V. González

Comi rápido e voltei à estrada, pois queria chegar em Salta com dia claro.
Após o término da ruta 16 entrei na autopista e mais adiante na estrada de acesso a Salta, onde cheguei às 17 h. Entrei na cidade e encontrei o hotel usando com o meu GPS verbal (perguntando), foi bastante fácil.

                                Final da ruta 16 - 707 km a partir de Resistência


O Tiago havia chegado de avião às 10 h e estava na rua. Tomei banho e saí às ruas para apreciar as belezas desta cidade colonial. Andei pela praça, olhei igrejas e prédios históricos e retornei ao hotel. Tiago chegou em seguida e saímos para jantar. Ainda caminhamos pelas ruas até as 22:40 h.
A cidade é bonita e imponente, amanhã vamos explorá-la mais!
                                  Catedral de Salta: imponente

                                 Arcos característicos das praças de cidades de origem espanhola

                                    Cabildo

sábado, 9 de junho de 2018

Argentina 2018 II Noroeste - Foz do Iguaçu a Machagai (Chaco)

Fazia 10 graus de temperatura quando levantei em Foz. Coloquei algumas coisas na moto antes de tomar café e chegaram 3 ônibus de turismo no hotel, com passageiros vorazes, que viajaram toda a noite e foram tomar café. Conclusão:  o enorme salão do café da manhã, que estava vazio e tranquilo foi invadido por mais de 120 pessoas ao mesmo tempo, o que me atrasou a partida, pois foi difícil servir-me no meio de toda aquela gente. Eram ônibus que vinham do Paraguai, mas as pessoas, diga-se de passagem, eram  educadas, o que atenuou o problema.
Consegui sair do hotel às 8:15 h, com temperatura de 12 graus. Parei em um posto, abasteci a moto e segui para a fronteira. Às 8:50 h já rodava em terras argentinas, ingressando na ruta 12. Ah, a ruta 12... esse seu trecho inicial, de 300 km até Posadas, é uma delícia de ser percorrido!
O céu apresentava algumas nuvens que foram se dissipando à medida que me afastava da fronteira com o Brasil. Apenas uma parada para abastecimento em Puerto Rico e voltei à estrada. Os brasileiros reclamam de barriga cheia, pois a gasolina é mais cara que no Brasil (R$ 6 o litro), e o país encontra-se em situação mais delicada que a nossa. Nem por isso se pára o país, prejudicando toda a população e todos os setores.
Abastecimento em Puerto Rico
Ruta 12

Só fui parar novamente em Ituzaingó, após Posadas, às 14 h, para fazer uma refeição leve e abastecer novamente. Continuei na ruta 12, que já não é mais tão interessante quanto seu primeiro trecho. A partir de Posadas a estrada é reta e plana, com pouca vegetação ao redor, assemelhando-se ao Chaco, apesar de estarmos na província de Corrientes.
                                                            Ruta 12 

Grandes retas na ruta 12
A travessia da cidade de Corrientes é sempre caótica e lenta. São 12 km da ruta 12
 cruzando a cidade, mas motos não podem circular na pista central, então temos que andar junto aos ônibus, aos veículos que transitam localmente e às centenas de motos ziguezagueando em nossa frente. Há mais de 30 semáforos fora de sincronismo, um horror. Leva-se quase 40 min para percorrer os 12 km!
Cruzei a ponte Gral. Belgrano sobre o rio Paraná e ingressei na província do Chaco.
Já estava escurecendo e minha meta era rodar mais 160 km, até Quitilipi, onde pernoitaria.
Entrei na ruta 16 e tentei andar o máximo possível antes da noite cair, mas não houve jeito, eu já havia rodado 100 km e escureceu.
Parei para abastecer e comer um sanduíche em um posto em Presidencia de la Plaza. Estava degustando meu sanduíche de presunto cru e queijo, quando um senhor distinto perguntou-me se eu viajava só. Respondi que sim, e ele perguntou-me se eu poderia conversar com ele, ao que respondi afirmativamente. Ficamos conversando por 45 min, antes sobre motos e viagens, depois sobre assuntos gerais, economia e política e até sobre asfalto e pavimentação, foi uma ótima conversa, eu teria ficado mais tempo se não tivesse que seguir em frente e ainda conseguir acomodação. Ele se chama Raul, tem a mesma idade que eu e também tem 4 filhos, mas o que me impressionou foi a educação e a cultura de uma pessoa que vive em uma província pobre como o Chaco. Indicou-me um hotel simples em Machagai, 22 km adiante.
                                  Lanche e boa conversa em Presidencia de la Plaza, à noite, ruta 16

                                   Abastecimento em Presidencia de la Plaza, na ruta 16

Novamente na estrada, noite escura, segui pela ruta 16 com os faróis da Triumph clareando o asfalto à frente. Parei para ver o hotel em Machagai e resolvi ficar por lá mesmo, pois já era noite e eu não queria rodar mais 20 km até Quitilipi e ainda arriscar, teria que encontrar uma vaga no único hotel da localidade.
Eram 8:15 h quando parei no hotel. Foram exatamente 12 horas viajando de moto e 765 km rodados hoje, incluindo as paradas. Média de 17,6 km/l no dia de hoje.
                                  Hotel em Machagal
Obs.: Através de contatos diários tenho notícias dos amigos Gomes e Adir. Estão fazendo uma viagem maravilhosa pelo sul do Brasil, percorrendo diversas serras. E sentindo frio!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Argentina 2018 II 3º dia - Irati (PR) a Foz do Iguaçu (PR)


Se o dia ontem foi de chuva, hoje foi de frio!
Acordei às 6:00 h e a temperatura externa era de 1 grau! Aguardei até as 7:30 h para tomar café e criar coragem de encarar a estrada com temperatura tão baixa! Em compensação, havia uma névoa densa no ar, anunciando que o dia seria de sol.
Coloquei as coisas na moto e parti às 8:30 h com temperatura de 4 graus. Frio demais, havia uma camada de gelo sobre a moto!
                                 Partida de Irati, com sol e 4 graus!

Fui seguindo pela BR-277; uma hora após minha saída, a temperatura já era de 6 graus, e foi subindo muito lentamente ao longo da manhã. O céu apresentava-se azul sem uma nuvem sequer, mas as mãos congelavam, e não havia como retirá-las do guidão. Não há luva que dê jeito, quando o ar está gelado. Até para respirar os pulmões reclamavam!


Parei para almoçar em Laranjeiras do Sul, a temperatura já era de 10 graus. Após o almoço esquentou um pouco mais, chegando a civilizados 18 graus.
                                            Almoço em Laranjeiras do Sul
Muitas paradas em pedágios e a estrada extremamente sinuosa vão diminuindo o ritmo da viagem, mas só o fato de não estar chovendo já foi uma coisa maravilhosa! Os pedágios do Paraná são muitos e caros demais, não valem o que é cobrado, pois a estrada, apesar de apresentar bom asfalto e sinalização, é de pista simples e com traçado antigo, muito sinuosa com curvas perigosas. Há muitos radares nos cruzamentos e travessia de cidades e povoados, o que também contribui para o ritmo lento. É inadmissível uma estrada com a importância e o movimento da BR-277 não ser totalmente duplicada, pois é a rota principal, senão a única, entre o Paraguai e a Argentina e o porto de Paranaguá. É um baita gargalo!
Fui seguindo, passei por Cascavel, um nó rodoviário de respeito, complicado e sobrecarregado. Parei antes de Céu Azul (nome sugestivo para um dia como o de hoje) para comer salada de frutas com sorvete, um “must” em todas as minhas viagens a Foz, há mais de 20 anos!
Abastecimento em Cascavel
Última parada: salada de frutas com sorvete

Cheguei em Foz do Iguaçu e instalei-me no hotel que houvera reservado, no centro. Um hotel antigo e muito amplo, gostei das instalações. Tive que tomar um banho quente para tirar o frio de um dia de estrada.
Amanhã ingressarei na Argentina.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Argentina 2018 II - Registro (SP) a Irati (PR)

Este segundo dia de viagem foi marcado pela chuva, uma chuva impertinente que incomodou a todos e fez cair muito o rendimento da viagem.
Tomamos o café da manhã com muita calma, conversamos bastante e partimos às 9:30 h, sob chuva. A temperatura era de 15 graus e assim permaneceu por todo o dia. Com o vento produzido pela velocidade de 110 km/h, estes 15 graus tornam-se bem menos...
                                 Preparando para partir de Registro

Seguimos juntos durante toda a manhã, até que às 12:30 h Adir e Gomes entraram na serra da Graciosa para percorrê-la e eu continuei na Régis Bittencourt (BR 116) em direção a Curitiba. Praticamente no acesso à cidade, parei para almoçar no posto Cupim, sempre com a chuva incomodando e encharcando as pistas.
                                 Parada para um café quente!

                                  Despedida na estrada, antes de cada um tomar seu rumo

Após o almoço contornei Curitiba e peguei a BR-277, que leva a Foz do Iguaçu. A chuva não dava trégua, e cada parada em posto de pedágio era uma dificuldade para tirar as luvas e pegar o dinheiro.
A estrada tornou-se de pista simples e fui seguindo entre muitos caminhões e com muita água caindo e escorrendo pelo asfalto, até que por volta das 15:30 h avistei no horizonte sinais de que o tempo iria melhorar. A chuva cessou, mas o frio permaneceu, porém ficou mais fácil, mais agradável e mais seguro rodar.
Ao abastecer em um posto nas proximidades de Irati, vi que o mesmo possuía um hotel e um restaurante. Já eram pouco mais de 16 h, e achei que poderia parar, restando-me cerca de 500 km para percorrer amanhã até Foz do Iguaçu.
O hotel é novo e muito charmoso, com instalações impecavelmente limpas, como é o padrão do Sul, e acabei me hospedando, apesar de o preço ser um pouco alto para um viajante solitário que deseja apenas uma cama e um banho. Em compensação, a cama e o banho foram maravilhosos!
No restaurante não há jantar, mas sim um café colonial completo e mais uma opção de sopa. Perfeito!
Nada como um banho quente e um bom abrigo após o frio de um dia de estrada.
                                   Hotel Anila, em Irati, às margens da BR-277

                                  Descarregando a bagagem. O sol querendo aparecer após muita chuva!

                                             Distância a percorrer amanhã: 500 km


Hotel e restaurante na BR-277, em Irati

                                 Vista da varanda do quarto

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Argentina 2018 - II Rio a Registro (SP)


Esperei a chuva estiar e parti de Rio Claro às 8:15 h com a Triumph carregada: malas laterais e top case. Na preocupação de não ocupar espaço demais, pois o Tiago embarcará com sua bagagem em Salta, acabei esquecendo coisas básicas e importantes, como um par de óculos confortável sob o capacete, alguns pares de meias de cano longo e um casaco, só para exemplificar.
Temperatura amena, na casa dos 23 graus, segui sem pressa, pois essa é a primeira vez que programei fazer o trecho Rio - Foz do Iguaçu em 3 dias. Em todas as vezes anteriores (e foram mais de 20!) fiz em dois dias. Não excedi a velocidade máxima permitida.

Ao entrar no rodoanel de São Paulo o tempo fechou e baixou uma neblina muito densa. A visibilidade ficou muito reduzida e a temperatura caiu para 17 graus, mas continuei seguindo no meu ritmo, entre carros e caminhões em profusão.
O início da Régis Bittencourt estava muito sobrecarregado de veículos, e a serra do Cafezal estava com obras de pavimentação na pista de descida, o que causou um enorme congestionamento de mais de 10 km. De moto, sempre se dá um jeito de andar, mas as malas laterais são uma enorme limitação para passar entre carros e em locais estreitos.
Após a descida da serra parei no restaurante "O Fazendeiro" para abastecer e tomar um café; nesta parada conheci Gomes e Adir (Shadow 600 e V-Strom 650), que vinham de Paraíba do Sul. Aliás, nós nos cruzamos diversas vezes desde a Dutra, no Rodoanel e na Régis, mas só nos conhecemos no restaurante. Eles estão iniciando uma viagem pelo sul, passando por diversos locais.
Seguimos juntos até Registro, onde paramos para pernoitar. Indiquei o Hotel Régis, onde já me hospedei em viagens anteriores, eles gostaram e acabamos todos ficando neste hotel por esta noite.
                                  GE, Adir e Gomes no jantar, em Registro

A moto fez a média de 18,4 km/l; apesar das velocidades mantidas não terem sido altas, o grande arrasto devido às malas laterais foi o responsável pelo consumo não ter chegado aos 20 km/l.


terça-feira, 5 de junho de 2018

Nova viagem: Argentina - noroeste andino

Uma nova viagem se iniciará amanhã. Novamente para a Argentina, mas desta vez percorrerei o noroeste andino e a região de Salta.
Já fiz uma viagem como esta em 2010, de Bandit, estou repetindo por ser aquela uma região instigante, cheia de belezas e muita história, inclusive a história do país, pois as cidades mais antigas da Argentina localizam-se no noroeste, até a  independência foi declarada lá (Tucumán) pela primeira vez.
Ao chegar a Salta, encontrarei meu genro Tiago, que chegará de avião. A partir deste ponto, exploraremos juntos, de moto, a cidade e os arredores de Salta, a Quebrada de Humahuaca, os vales Calchaquíes e o que mais o tempo e nossa determinação permitirem.
Encontraremos bastante frio pela frente, mas também encontraremos paisagens únicas e inesquecíveis.
Planejamos passar por Cafayate e pela Quebrada de las Conchas no caminho de retorno ao Brasil.
Venham conosco!

sábado, 2 de junho de 2018

Pico da Tijuca


Em compasso de espera para a viagem ao Noroeste Argentino que se iniciará na próxima semana, acordei em um sábado ensolarado de céu azul e temperatura amena. Decidi verificar como anda meu preparo físico, pois uma viagem longa a locais frios exige bastante do corpo.
Fui até o Pico da Tijuca, ponto culminante da cidade do Rio de Janeiro, localizado dentro do Parque Nacional da tijuca, na floresta de mesmo nome.
Após deixar o carro no Bom Retiro, onde acaba o asfalto, segui a pé pela trilha de cerca de 2.600 m. Subida cansativa porém fácil, pois o caminho está bem cuidado e sinalizado.
O topo é sempre um espetáculo, principalmente em dias claros e sem névoa: uma vista de 360 graus da cidade do Rio de Janeiro, com seus morros, praias, lagoas e baía!
Após um breve descanso, empreendi a descida e cheguei de volta na hora do almoço, a tempo de fazer uma refeição no restaurante do meu amigo Sylvio, regado a um bom papo sobre motos e viagens.
Com certeza, foi uma ótima manhã de sábado!
                                           Subindo!

                                             Trecho final: escada na pedra

No topo!

                                    Iniciando a descida. Trecho na pedra

                                            Quati: um habitante da mata, bastante comum ao longo da trilha