segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Viagem a Maceió - 9º dia - Aracaju

Acordar em Aracaju é sempre cedo, pois além de clarear cedo, a janela do meu quarto na pousada é voltada para o leste, assim, logo que o sol surge no horizonte, o quarto se ilumina.
Após o café da manhã dei uma caminhada de 1 hora pela orla. O sol ardia forte, e ainda eram 8:00 h!
Em seguida, peguei a moto e fui para o centro da cidade, um caminho agradável que percorri centenas de vezes. O centro é um congestionamento único, sem local para estacionar. Diversos trecho de ruas viraram calçadões, o que limitou o grande volume de veículos a poucas ruas ruas estreitas. Consegui estacionar a moto e saí caminhando pelo centro, aproveitando para fotografar os principais cartões postais da cidade. Observei as mudanças que vêm ocorrendo ao longo dos anos, tanto nos prédios, como no comércio e no trânsito. Apesar do progresso e suas consequências ruins, Aracaju ainda é uma cidade agradável e viável para se levar uma vida boa.
Retornei à pousada na hora do almoço, fiz o caminho pela Coroa do Meio, e peguei um bom congestionamento até chegar na ponte que acessa a Coroa. Parei em alguns pontos para observar o estrago que a foz do rio Sergipe fez às suas margens, mas parece que o problema foi resolvido. O sol não deu trégua, e o calor é grande, mas alguém prefere a chuva? Nem pensar, ainda mais passeando!
Seguem algumas fotos:
                                    Ponte do Imperador
                                           Praça Fausto Cardoso
                                  Uma das entradas do mercado municipal
                                   Mercado municipal. Ao fundo o prédio mais alto do estado.
                                             Na outra margem do rio Sergipe, Barra dos Coqueiros.
                                 No centro, na chamada "rua da Frente", na verdade av. Rio Branco
                                           Interior do mercado
                                            Farol da Atalaia
                                               Final da Atalaia, início da Coroa do Meio

                                 Coroa do meio
Para terminar bem o dia, encontrei com o amigo Ewerton no final da tarde e ficamos conversando e tomando cervejas no Cariri. Acabamos jantando por lá mesmo. Um fecho da viagem com chave de ouro!

domingo, 4 de outubro de 2015

Viagem a Maceió - 8º dia - Maceió a Aracaju

Hora de partir de Maceió. Tomei a estrada para Aracaju, e cheguei  ainda a tempo para o almoço! A BR 101 no estado de Alagoas está ótima, quase toda duplicada e com o asfalto e a sinalização em bom estado. Ao entrar em Sergipe, ainda na travessia da ponte sobre o rio São Francisco, a coisa piora, e muito. As obras de duplicação estão paralisadas,  quebra-molas em excesso, asfalto ruim, sinalização horizontal deficiente ou inexistente, pista sem acostamento, acostamento desnivelado (quando existente!) e desvios mal sinalizados. Apesar de todas essas mazelas, a viagem foi boa e rendeu, por ser um domingo, quando há menos caminhões rodando.
Em Aracaju fui direto para a pousada onde sempre fico hospedado. Almocei e dei uma caminhada pequena pela orla da praia de Atalaia, pois o sol estava a pino, um dia bonito e sem nuvens. Apesar da beleza da orla de Maceió, gosto mais de estar em Aracaju, acho a cidade mais gostosa e acolhedora, talvez por minha forte ligação com a cidade, onde morei por 5 anos no início de minha   vida profissional.
                                          Pousada em Aracaju, na Atalaia

                                           Orla de Atalaia - calçadão

                                          Praia de Atalaia

Calçadão de Atalaia
                                          

Mais tarde, mais uma caminhada de 1 hora e meia, também pelo calçadão, para ver o que mudou e sentir a brisa soprando do mar. A região da praia de Atalaia, em especial a orla e o calçadão estão bonitos e bem cuidados. Dá vontade de ficar por lá!

sábado, 3 de outubro de 2015

Viagem a Maceió - 7º dia - ainda Maceió

Os dias em Maceió têm sido de descanso, muitas caminhadas e praias. Hoje pela manhã estive nas praias de Jatiúca e Jacarecica. Em seguida, almoço às margens da lagoa de Mundaú e visita à região das rendeiras, onde se vendem diversos tipos de artesanatos têxteis.
                                          Praia de Jacarecica

                                           Praia de Jatiúca

                                            Rendeira, no Pontal da Barra

                                             Rua das rendeiras

Fui a Marechal Deodoro, terra natal do marechal de mesmo nome e antiga capital do estado às margens da lagoa de Mundaú. A cidade está decadente, e não vale sequer a visita, mas já que cheguei lá, tinha que percorrer ao menos o centro histórico, que é bastante acanhado e reduzido, sem muitas explicações sobre os prédios e sua história. Em resumo, não perca seu tempo! É melhor dar um mergulho na praia do Francês, que fica a 7 km.
                                           Marechal Deodoro

                                Marechal Deodoro - centro histórico

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Viagem a Maceió - 6º dia - Arredores de Maceió e Penedo novamente

No dia de hoje fui até Penedo e retornei pela AL-101, estrada litorânea, percorrendo as praias do sul do estado de Alagoas, desde a divisa com Sergipe até Maceió. Fiz mais um pequeno passeio por Penedo, pois achei que na passagem pela cidade durante a viagem  tive muito pouco tempo, e, por ter andado pelas ruas cedo, todas as igrejas e atrações estavam fechadas. Hoje peguei tudo aberto e com uma condição de luminosidade boa, o que conferiu à cidade um toque de cores e contrastes antes não evidenciado.

Rodei 340 km, ao longo de todo o dia. Passeio recomendável!

                                           AL-101 - Estrada litorânea


Penedo

                                             Penedo, com o rio São Francisco ao fundo

                                              Penedo

                                            Praia do Francês

                                            Praia do Francês

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Viagem a Maceió - 5º dia - Maceió



O dia de hoje foi dedicado a caminhar e apreciar a orla de Maceió. Pela manhã o tempo apresentava-se parcialmente nublado, mas permitiu uma boa caminhada, da praia de Pajuçara até a praia de Jatiúca pela orla, algo em torno de 7 a 8 km, considerando ida e volta.

                                          Ruínas do Iate Clube de Alagoas

                                             Ponta Verde

                                               Banco de areia no mar


Após o almoço, nova caminhada, desta vez de Pajuçara até o centro.

                                           Memorial Teotônio Vilela

                                   A caminho do centro da cidade

                                 Catedral de Maceió

Desta forma, vou revendo a cidade e explorando o que Maceió tem de bom. Houve uma pancada de chuva por volta da hora do almoço, mas isto não impediu as caminhadas.

Viagem a Maceió - 4º dia - Chegada a Maceió

Pela manhã fiz um tour a pé por Penedo, curtindo as igrejas, a história, o ambiente e a mistura de estilos das construções, foi muito bom e rendeu fotos interessantes.





Ao sair da pousada, antes de pegar a estrada, levei a moto a uma oficina multimarcas que também é concessionária Yamaha (Moto Point) para resolver o problema da caixa de direção. O pessoal da Moto Point foi muito bacana, tantos os gerentes Carlos e Felipe como o mecânico Marcelo, que com calma, precisão e competência resolveu o problema, e ainda apertou com o torque correto os parafusos da tampa lateral do motor, que estavam deixando vazar um pouco de óleo.
                           Felipe, gerente de serviços e Marcelo (mecânico), da Moto Point, em Penedo (AL)

Tudo resolvido, a chuva caiu na hora exata em que saí de Penedo! Segui pela AL-101, uma rodovia litorânea que vai até Maceió. Estrada boa, com asfalto impecável e vazia, a viagem foi um passeio, apesar da chuva que só cessou a 40 km de Maceió.
Almocei na Praia do Francês, hoje badalada e tumultuada e continuei até o meu destino final: Maceió. Não foi difícil achar o hotel, eu já houvera olhado o Google Maps, só precisei perguntar quando estava bem próximo.
                                 Chegada em Maceió

Cheguei às 14:00 h ao meu destino final. Uma viagem segura e agradável. As boas estradas de hoje compensaram o inferno que foi cruzar o estado de Sergipe pela BR-101 em estado deplorável.
Aproveitei a tarde para descansar da estrada e da moto, recuperando as energias sentindo a brisa que sopra na praia de Pajuçara.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Viagem a Maceió - 3º dia

Às 7:50 h saí da pousada em Km 100, com temperatura de 21 ºC, ideal para viajar, mas o sol logo mostraria sua cara e sua força! Passei pelo contorno de Feira de Santana e peguei a BR 101 sentido Norte. A estrada piorou sensivelmente a partir da divisa BA/SE, e continuei no meu ritmo, porém com mais cuidado.
                                           BR 116 na Bahia, próximo a Feira de Santana

Houve uma duplicação do trecho Estância-Aracaju, de 60 km, o que facilitou bastante, pois o trânsito naquele trecho é pesado. Continuei na BR 101 sem entrar em Aracaju, havia uma duplicação até a localidade de Pedra Branca, onde a estrada cruza o rio Sergipe; deu para andar bem, apesar de alguns radares (pardais) inexplicáveis de 40 km/h. A partir da travessia do rio Sergipe, a estrada ficou péssima, com pista simples, desvios, buracos, defeitos no asfalto e muito trânsito. Trecho bem difícil.
Viajando e observando nossas estradas, concluo, sem sombra de dúvida, que NUNCA teremos estradas de primeiro mundo. NUNCA! Alguma autoridade deveria fazer uma viagem do sul ao norte do país em um carro comum, utilizando estradas federais para constatar o que digo. Está lançado o desafio!


Cansado do estado deplorável da BR 101 em Sergipe, tomei a estrada para Neópolis, cidade situada às margens do rio São Francisco. Percorri Neópolis rapidamente e embarquei com a moto na balsa que atravessa o "Velho Chico" em direção a Penedo, cidade histórica situada no estado de Alagoas, também às margens do rio São Francisco.
                                           Neópolis (SE)

                                Travessia do rio São Francisco de balsa, em direção a Penedo (AL)

Consegui uma pousada simples no centro histórico de Penedo, mas já cheguei ao anoitecer, não sendo possível um giro e algumas fotos do local, o que farei amanhã pela manhã, antes de partir para Maceió. A cidade é charmosa e agradável, é como se fosse  Parati às margens do rio São Francisco, guardadas as devidas proporções.
                                           Pousada em Penedo


                                          Anoitecer em Penedo (em frente à pousada)

O dia de hoje foi marcado por estradas ruins. O calor estava forte, mas incomodou menos que nos dias anteriores, exceto nas travessias das cidades, com velocidade reduzida sob o sol, devido aos quebra-molas e pardais.
Amanhã chegarei a Maceió, se tudo correr bem. Estou precisando ajustar a caixa de direção da moto, que afrouxou devido aos buracos e quebra-molas do dia de hoje. É necessário achar um mecânico bom.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Viagem a Maceió - 1º e 2º dias

Saí do Rio no domingo, 27 de setembro às 8:00h, após uma noite de apenas 3 horas de sono, pois houvera tocado na véspera com a banda Clavius no Godofredo - Rio, por sinal, um show memorável!
Muito calor, porém as estradas estavam vazias, por ser domingo. Optei pela BR-116 por dois motivos: além de ser bem melhor do que a BR-101 em todos os sentidos, há menor possibilidade de chuva, conforme a previsão do tempo. Rodei até as 17:50 h, quando parei em Itambacuri - MG, cidade onde eu houvera pernoitado em uma viagem há alguns anos. Muito calor na estrada, mas a viagem foi boa e segura. Pernoitei em Itambacuri, em uma pousada legal, mas com o quarto infestado de mosquitos.
                                            Na estrada - próximo a Muriaé

                                           Chegada a Itambacuri, após 10 h de estrada            

                                            Itambacuri - MG

No dia seguinte (hoje), saí de Itambacuri às 8:00 h, após um bom café da manhã na pousada e rodei o dia todo sob um forte calor, o céu estava totalmente azul e o sol implacável. Se ontem as estradas estavam vazias e agradáveis de percorrer, hoje estavam apinhadas de caminhões. Como não há fiscalização, deu para aproveitar o torque descomunal da moto e fazer ultrapassagens mais ousadas, ganhando tempo, do contrário eu não chegaria até onde cheguei em 10 horas de viagem. Em compensação, veículos invadem a pista contrária e a velocidade é sempre acima da permitida. No trecho baiano da BR 116, a velocidade máxima é de ridículos 80 km/h! Ainda bem que não há fiscalização, ninguém, nem mesmo os caminhões, andam a menos de 100 km/h.
                                           BR 116

Parei às 18:20 h, entre Jequié e Feira de Santana, em um pequeno povoado chamado Km 100. Hospedei-me em uma pousada à beira da BR-116 e jantei na própria pousada. Viajei um trecho à noite, o que não gosto de fazer, pois já estava cansado e não enxergo bem. Não havia outro jeito, às 17:30 h escureceu e eu precisava achar uma cidade ou povoado onde houvesse um local para dormir. O primeiro local que encontrei, parei. Era o chamado Km 100!
Além do calor, que incomodou bastante, existe uma coisa que também incomoda muito nestas viagens: a travessia das cidades, principalmente as maiores. Como a estrada literalmente corta as cidades ao meio, há congestionamentos causados por quebra-molas, pardais em profusão; o trânsito flui em velocidade baixíssima devido ao volume de caminhões e aos obstáculos instalados (pardais, redutores, quebra-molas e lombadas eletrônicas), a velocidade é inferior a 15 km/h em média. Um verdadeiro inferno e teste de paciência! Cidades cuja travessia é especialmente
 complicada: Governador Valadares, Teófilo Otoni, Jequié e Vitória da Conquista, só para citar algumas.
A viagem está transcorrendo bem, sem qualquer problema. A moto tem feito a média de 18,5 km/l, mesmo nos trechos em que ando mais forte e acelero muito para fazer ultrapassagens. Uma boa marca, considerando o que ela oferece. O conforto e a suavidade de rodar na Triumph, além da tranquilidade nas acelerações e ultrapassagens me dão a certeza de que escolhi a moto certa! E sem contar que não preciso me preocupar em esticar e lubrificar correntes!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Novidades à vista!


Em breve teremos novidades, ou melhor novas viagens. No final deste mês de setembro devo empreender uma viagem de moto até Maceió, provavelmente com uma escala também em Aracaju. Serão 5.500 km, apenas para esquentar os motores!
Um pouco mais adiante, na segunda quinzena de outubro, estarei partindo, também de moto, para uma grande aventura: atravessarei a Argentina e chegarei ao Chile através do Paso de Jama, um caminho que conheço bem, mas nem por isso perco a oportunidade de percorrê-lo mais uma vez. A cidade inicial no Chile será San Pedro de Atacama, situada no deserto de mesmo nome.

Esta viagem se chamará  "Chile de Norte a Sul (dos desertos às geleiras)", pois percorrerei o Chile desde a região do Atacama, ao Norte, até o término (ou início) da Rodovia Panamericana, na Ilha Grande de Chilloé, no Sul. A Panamericana vai do Chile ao Alaska, cruzando as américas do Sul, Central e do Norte, passando por 14 países. Se tudo sair como planejado, a partir da Ilha de Chilloé atravessarei com a moto em um barco até Chaitén, na Carretera Austral, e percorrerei uma parte desta que é considerada uma das 10 estradas mais bonitas do mundo.
Ao todo serão 14.000 km emoldurados pelas mais diversas paisagens e geografias: altitudes, planícies, desertos, salares, lagos, vulcões, litoral, travessias de balsas, rios, cachoeiras, matas, fiordes e mais todas as belezas e diversidades que só uma viagem como esta permite apreciar. Haverá condições climáticas extremas, do calor e secura do deserto, passando pelo frio das cordilheiras até chegar ao gelo e à neve das regiões dos lagos e austral.
Não é fácil conseguir companhia para uma aventura como esta, então irei só, porém com bastante cautela, pois já sou um sexagenário, e não mais um jovem que nada teme, tenho algumas limitações. E as limitações têm aumentado com a idade!
Sei que contarei sempre com a força e energia das pessoas amigas que estarão lendo os relatos, vendo as fotos e torcendo por mim, para que tudo dê certo. Viajaremos juntos!
Aguardem!

                      O roteiro previsto (em preto) - 14.000 km!