quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Viagem a Maceió - 5º dia - Maceió



O dia de hoje foi dedicado a caminhar e apreciar a orla de Maceió. Pela manhã o tempo apresentava-se parcialmente nublado, mas permitiu uma boa caminhada, da praia de Pajuçara até a praia de Jatiúca pela orla, algo em torno de 7 a 8 km, considerando ida e volta.

                                          Ruínas do Iate Clube de Alagoas

                                             Ponta Verde

                                               Banco de areia no mar


Após o almoço, nova caminhada, desta vez de Pajuçara até o centro.

                                           Memorial Teotônio Vilela

                                   A caminho do centro da cidade

                                 Catedral de Maceió

Desta forma, vou revendo a cidade e explorando o que Maceió tem de bom. Houve uma pancada de chuva por volta da hora do almoço, mas isto não impediu as caminhadas.

Viagem a Maceió - 4º dia - Chegada a Maceió

Pela manhã fiz um tour a pé por Penedo, curtindo as igrejas, a história, o ambiente e a mistura de estilos das construções, foi muito bom e rendeu fotos interessantes.





Ao sair da pousada, antes de pegar a estrada, levei a moto a uma oficina multimarcas que também é concessionária Yamaha (Moto Point) para resolver o problema da caixa de direção. O pessoal da Moto Point foi muito bacana, tantos os gerentes Carlos e Felipe como o mecânico Marcelo, que com calma, precisão e competência resolveu o problema, e ainda apertou com o torque correto os parafusos da tampa lateral do motor, que estavam deixando vazar um pouco de óleo.
                           Felipe, gerente de serviços e Marcelo (mecânico), da Moto Point, em Penedo (AL)

Tudo resolvido, a chuva caiu na hora exata em que saí de Penedo! Segui pela AL-101, uma rodovia litorânea que vai até Maceió. Estrada boa, com asfalto impecável e vazia, a viagem foi um passeio, apesar da chuva que só cessou a 40 km de Maceió.
Almocei na Praia do Francês, hoje badalada e tumultuada e continuei até o meu destino final: Maceió. Não foi difícil achar o hotel, eu já houvera olhado o Google Maps, só precisei perguntar quando estava bem próximo.
                                 Chegada em Maceió

Cheguei às 14:00 h ao meu destino final. Uma viagem segura e agradável. As boas estradas de hoje compensaram o inferno que foi cruzar o estado de Sergipe pela BR-101 em estado deplorável.
Aproveitei a tarde para descansar da estrada e da moto, recuperando as energias sentindo a brisa que sopra na praia de Pajuçara.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Viagem a Maceió - 3º dia

Às 7:50 h saí da pousada em Km 100, com temperatura de 21 ºC, ideal para viajar, mas o sol logo mostraria sua cara e sua força! Passei pelo contorno de Feira de Santana e peguei a BR 101 sentido Norte. A estrada piorou sensivelmente a partir da divisa BA/SE, e continuei no meu ritmo, porém com mais cuidado.
                                           BR 116 na Bahia, próximo a Feira de Santana

Houve uma duplicação do trecho Estância-Aracaju, de 60 km, o que facilitou bastante, pois o trânsito naquele trecho é pesado. Continuei na BR 101 sem entrar em Aracaju, havia uma duplicação até a localidade de Pedra Branca, onde a estrada cruza o rio Sergipe; deu para andar bem, apesar de alguns radares (pardais) inexplicáveis de 40 km/h. A partir da travessia do rio Sergipe, a estrada ficou péssima, com pista simples, desvios, buracos, defeitos no asfalto e muito trânsito. Trecho bem difícil.
Viajando e observando nossas estradas, concluo, sem sombra de dúvida, que NUNCA teremos estradas de primeiro mundo. NUNCA! Alguma autoridade deveria fazer uma viagem do sul ao norte do país em um carro comum, utilizando estradas federais para constatar o que digo. Está lançado o desafio!


Cansado do estado deplorável da BR 101 em Sergipe, tomei a estrada para Neópolis, cidade situada às margens do rio São Francisco. Percorri Neópolis rapidamente e embarquei com a moto na balsa que atravessa o "Velho Chico" em direção a Penedo, cidade histórica situada no estado de Alagoas, também às margens do rio São Francisco.
                                           Neópolis (SE)

                                Travessia do rio São Francisco de balsa, em direção a Penedo (AL)

Consegui uma pousada simples no centro histórico de Penedo, mas já cheguei ao anoitecer, não sendo possível um giro e algumas fotos do local, o que farei amanhã pela manhã, antes de partir para Maceió. A cidade é charmosa e agradável, é como se fosse  Parati às margens do rio São Francisco, guardadas as devidas proporções.
                                           Pousada em Penedo


                                          Anoitecer em Penedo (em frente à pousada)

O dia de hoje foi marcado por estradas ruins. O calor estava forte, mas incomodou menos que nos dias anteriores, exceto nas travessias das cidades, com velocidade reduzida sob o sol, devido aos quebra-molas e pardais.
Amanhã chegarei a Maceió, se tudo correr bem. Estou precisando ajustar a caixa de direção da moto, que afrouxou devido aos buracos e quebra-molas do dia de hoje. É necessário achar um mecânico bom.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Viagem a Maceió - 1º e 2º dias

Saí do Rio no domingo, 27 de setembro às 8:00h, após uma noite de apenas 3 horas de sono, pois houvera tocado na véspera com a banda Clavius no Godofredo - Rio, por sinal, um show memorável!
Muito calor, porém as estradas estavam vazias, por ser domingo. Optei pela BR-116 por dois motivos: além de ser bem melhor do que a BR-101 em todos os sentidos, há menor possibilidade de chuva, conforme a previsão do tempo. Rodei até as 17:50 h, quando parei em Itambacuri - MG, cidade onde eu houvera pernoitado em uma viagem há alguns anos. Muito calor na estrada, mas a viagem foi boa e segura. Pernoitei em Itambacuri, em uma pousada legal, mas com o quarto infestado de mosquitos.
                                            Na estrada - próximo a Muriaé

                                           Chegada a Itambacuri, após 10 h de estrada            

                                            Itambacuri - MG

No dia seguinte (hoje), saí de Itambacuri às 8:00 h, após um bom café da manhã na pousada e rodei o dia todo sob um forte calor, o céu estava totalmente azul e o sol implacável. Se ontem as estradas estavam vazias e agradáveis de percorrer, hoje estavam apinhadas de caminhões. Como não há fiscalização, deu para aproveitar o torque descomunal da moto e fazer ultrapassagens mais ousadas, ganhando tempo, do contrário eu não chegaria até onde cheguei em 10 horas de viagem. Em compensação, veículos invadem a pista contrária e a velocidade é sempre acima da permitida. No trecho baiano da BR 116, a velocidade máxima é de ridículos 80 km/h! Ainda bem que não há fiscalização, ninguém, nem mesmo os caminhões, andam a menos de 100 km/h.
                                           BR 116

Parei às 18:20 h, entre Jequié e Feira de Santana, em um pequeno povoado chamado Km 100. Hospedei-me em uma pousada à beira da BR-116 e jantei na própria pousada. Viajei um trecho à noite, o que não gosto de fazer, pois já estava cansado e não enxergo bem. Não havia outro jeito, às 17:30 h escureceu e eu precisava achar uma cidade ou povoado onde houvesse um local para dormir. O primeiro local que encontrei, parei. Era o chamado Km 100!
Além do calor, que incomodou bastante, existe uma coisa que também incomoda muito nestas viagens: a travessia das cidades, principalmente as maiores. Como a estrada literalmente corta as cidades ao meio, há congestionamentos causados por quebra-molas, pardais em profusão; o trânsito flui em velocidade baixíssima devido ao volume de caminhões e aos obstáculos instalados (pardais, redutores, quebra-molas e lombadas eletrônicas), a velocidade é inferior a 15 km/h em média. Um verdadeiro inferno e teste de paciência! Cidades cuja travessia é especialmente
 complicada: Governador Valadares, Teófilo Otoni, Jequié e Vitória da Conquista, só para citar algumas.
A viagem está transcorrendo bem, sem qualquer problema. A moto tem feito a média de 18,5 km/l, mesmo nos trechos em que ando mais forte e acelero muito para fazer ultrapassagens. Uma boa marca, considerando o que ela oferece. O conforto e a suavidade de rodar na Triumph, além da tranquilidade nas acelerações e ultrapassagens me dão a certeza de que escolhi a moto certa! E sem contar que não preciso me preocupar em esticar e lubrificar correntes!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Novidades à vista!


Em breve teremos novidades, ou melhor novas viagens. No final deste mês de setembro devo empreender uma viagem de moto até Maceió, provavelmente com uma escala também em Aracaju. Serão 5.500 km, apenas para esquentar os motores!
Um pouco mais adiante, na segunda quinzena de outubro, estarei partindo, também de moto, para uma grande aventura: atravessarei a Argentina e chegarei ao Chile através do Paso de Jama, um caminho que conheço bem, mas nem por isso perco a oportunidade de percorrê-lo mais uma vez. A cidade inicial no Chile será San Pedro de Atacama, situada no deserto de mesmo nome.

Esta viagem se chamará  "Chile de Norte a Sul (dos desertos às geleiras)", pois percorrerei o Chile desde a região do Atacama, ao Norte, até o término (ou início) da Rodovia Panamericana, na Ilha Grande de Chilloé, no Sul. A Panamericana vai do Chile ao Alaska, cruzando as américas do Sul, Central e do Norte, passando por 14 países. Se tudo sair como planejado, a partir da Ilha de Chilloé atravessarei com a moto em um barco até Chaitén, na Carretera Austral, e percorrerei uma parte desta que é considerada uma das 10 estradas mais bonitas do mundo.
Ao todo serão 14.000 km emoldurados pelas mais diversas paisagens e geografias: altitudes, planícies, desertos, salares, lagos, vulcões, litoral, travessias de balsas, rios, cachoeiras, matas, fiordes e mais todas as belezas e diversidades que só uma viagem como esta permite apreciar. Haverá condições climáticas extremas, do calor e secura do deserto, passando pelo frio das cordilheiras até chegar ao gelo e à neve das regiões dos lagos e austral.
Não é fácil conseguir companhia para uma aventura como esta, então irei só, porém com bastante cautela, pois já sou um sexagenário, e não mais um jovem que nada teme, tenho algumas limitações. E as limitações têm aumentado com a idade!
Sei que contarei sempre com a força e energia das pessoas amigas que estarão lendo os relatos, vendo as fotos e torcendo por mim, para que tudo dê certo. Viajaremos juntos!
Aguardem!

                      O roteiro previsto (em preto) - 14.000 km!

sábado, 8 de agosto de 2015

Corrigindo o rumo


A partir de janeiro de 2015, com a viagem a Montevidéu, mudei um pouco o foco e a maneira de fazer as viagens de moto. Tenho procurado, desde então, não só curtir a estrada em si, mas também aproveitar e desbravar mais o destino final e alguns pontos de passagem intermediários. É claro que o importante é estar na estrada, mas ultimamente, ao atingir o destino, tenho deixado a moto parada e me utilizado de outros meios para explorar o local.
Uma coisa que também já venho praticando há algum tempo é procurar andar próximo à velocidade permitida, dentro do bom senso. Como a moto não perde tempo em ultrapassagens e retomadas de velocidade, podemos nos dar ao luxo de não correr demais e ainda assim chegar antes de todos os carros.
E assim, vamos viajando e conhecendo lugares e gente, coisas que dão prazer e enriquecem a experiência de viver.

sábado, 1 de agosto de 2015

Um passeio corrido... literalmente!

Combinamos, eu e Allan ontem à noite, de última hora, sair hoje para um passeio de moto. Iriam também, além de nós, mais 2 motociclistas, um amigo do Allan e um amigo do amigo. Marcamos encontro no posto Belvedere, na Dutra, que fica a 70 km da minha casa.
No Belvedere, encontrei com Allan, Piloto e Carlos Alberto, respectivamente com uma Tiger Explorer XC, uma BMW 1200 GS e uma Ducati Multistrada 1200. Estava formado o quarteto. Decidimos que iríamos pela Dutra até Lorena, e então subiríamos a serra da Mantiqueira em direção a Delfim Moreira.
Andamos forte na Dutra, em um ritmo muito acima daquele que gosto de andar e que me permite apreciar a estrada, as paisagens e relaxar, tanto que acabei ficando para trás.
Saímos da Dutra e pegamos uma estrada estreita, que passa por Piquete.
                                                       Abastecimento em Piquete

Após Piquete inicia-se a longa subida da serra, em uma estrada estreita e sinuosa, com curvas fechadas e sem acostamento. A temperatura caiu de 30ºC para 18ºC! A paisagem era muito bonita, mas não paramos para apreciá-la, continuamos subindo em alto giro e fiquei novamente para trás. Eu não queria correr, meu desejo era apreciar a beleza da serra. Os três me aguardavam na entrada de Delfim Moreira, de onde retornamos, ou seja, fomos em um pé e voltamos no outro! Na descida, apenas uma parada para apreciar as montanhas e vales. Novamente na Dutra, andamos em ritmo ainda mais forte, e, mais uma vez, fiquei para trás. Eles me aguardavam no pedágio de Itatiaia, devem ter andado na faixa de 180/200 km/h.
                                            Na estrada: GE, Allan, Carlos Alberto e Piloto

                                        Serra da Mantiqueira - Ducati, 2 Triumphs e BMW na paisagem!

Entramos em Penedo, mas não almoçamos, apenas "beliscamos" um filet com palmito assado, um gentil oferecimento do Piloto, por sinal, uma delícia.
                                           Parada em Penedo para um filet com palmito assado

Ao sairmos de Penedo, Piloto e Carlos Alberto desapareceram na estrada, eu e Allan voltamos em um ritmo mais suave até o Rio, onde nos despedimos na Linha Vermelha. Ele seguiu pela Linha Amarela para a Barra e eu continuei até em casa.
Cheguei muito cansado, rodamos 580 km, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Apesar dos integrantes do passeio serem gente muito boa, não posso dizer que foi uma viagem prazerosa. Eu gosto de andar mais devagar, curtindo cada quilômetro por onde passo, principalmente se forem estradas e locais que não conheço. O fato de nossas motos serem potentes e velozes, não significa que precisamos andar no limite ou próximo a ele. O que se aproveita de um passeio andando muito rápido?
Refleti e concluí que viajar sozinho, como tenho feito muitas vezes, dá muito prazer e representa a verdadeira liberdade: ando no ritmo que quero, paro onde dá vontade, almoço e janto onde quero e o que quero e estendo a jornada apenas dentro dos meus limites. O inconveniente é a solidão, mas a moto é um transporte solitário. Nada contra aqueles que gostam de ir para a estrada com o objetivo de acelerar a moto e curtir a adrenalina, mas essa não é a minha. Fico com minhas viagens tranquilas, relaxantes e ricas em experiências. Para mim, a moto é um meio de obter essas viagens, e não um fim. Gosto de estar na estrada, mas para curti-la e saboreá-la sobre uma moto. Deixo para os amantes da velocidade e das técnicas de pilotagem as ultrapassagens ousadas, as curvas roçando o joelho no chão, as altas rotações, o escapamento aberto e o rodar por rodar. No final das contas, todos podemos conviver em harmonia, cada um na sua.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

6º dia: a volta - Diamantina ao Rio de Janeiro

A volta geralmente é um mal necessário: já vimos o que queríamos, desbravamos o desconhecido e fizemos as necessárias visitas às atrações do local. Resta agora voltar, aquele monte de quilômetros sem graça e sem a emoção e ansiedade da ida. Diamantina fica a mais de 700 km do Rio (acho que são 760 km), e eu nem tinha intenção de fazer este trecho em um só dia, pensava em dormir pelo caminho.
Saí de Diamantina às 8:30 h, sob temperatura de 14 graus. Ao parar para abastecer em Curvelo , a 120 km de Diamantina, conheci o César que viajava em uma Tiger XC, e ficamos conversando por uma hora, sobre motos e viagens. A estrada entre Diamantina e Curvelo é uma delícia, com bom asfalto, curvas e poucos carros.
 Após Curvelo, minha próxima parada foi depois de contornar Belo Horizonte pelo anel rodoviário, já na altura de Congonhas do Campo, e almocei por lá.
Almoço em Congonhas

Ao retornar à estrada, peguei um enorme congestionamento na BR-040, entre Congonhas e Lafayete. Era impossível andar de moto no corredor, pois a estrada é estreita, tem 2 pistas com largura de 3 m sem acostamento, o que deixa os caminhões quase encostando lado a lado. Estava  tudo completamente parado por 20 km, o motivo era um acidente em um trecho de pista simples com um viaduto estreito em curva. Segui pela contra-mão junto aos carros, e assim fui avançando. Em 1 hora e meia andei apenas 12 km!
Passado o congestionamento, andei mais rápido para tentar recuperar o tempo perdido, mas o traçado da estrada, aliado ao elevado número de quebra-molas e "pardais" de até 30 km/h (pasmem, é isso mesmo em uma rodovia federal cuja velocidade permitida é 110 km/h) não ajudava.
A partir de Juiz de Fora, tudo muda: não há mais quebra-molas e a estrada melhora consideravelmente, graças à concessionária Concer, que administra o trecho. Aumentei a velocidade e parei em Três Rios para tomar um café, quando escureceu.
                                             Parada para um café ao anoitecer

Percorri os últimos 100 km que me separavam do Rio à noite, justamente o pior trecho, de traçado mais sinuoso, com uma serra e muitas obras devido à construção da nova pista de subida. Para piorar, houve um acidente na serra, com o tombamento de uma carreta "cegonha": alguns carros caíram no precipício e outros ficaram esparramados pela pista. Desnecessário dizer que formou-se mais um enorme congestionamento.
Após descer a serra, dei mais uma parada, na Casa do Alemão, para relaxar; estava cansado e tenso devido à pilotagem noturna acrescida de todos os obstáculos encontrados.
Novamente, na Linha Vermelha, mais um congestionamento de 5 km.
Acabei chegando em casa às 20:00h, ou seja, com todas as paradas, congestionamentos, acidentes e obras, levei 11 horas e meia viajando. Ainda bem que eu gosto, mas confesso que cheguei bem cansado!
A viagem toda foi muito boa: conheci estradas e lugares novos e tudo deu certo. A moto comportou-se exemplarmente e nada de mal ou ruim me aconteceu. Meus anjos continuam a me proteger. Acho que estou dando menos trabalho a eles, ando muito mais cauteloso!
Até a próxima!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

5º dia - Diamantina e arredores


Dia dedicado a percorrer e curtir as ruas, cantos e arredores de Diamantina.
Pela manhã, perambulei pelas ruas da cidade sem destino definido, apenas observando e aproveitando a harmonia do conjunto arquitetônico. Subi, desci, entrei em becos, atravessei vielas e escadarias, apreciei e visitei igrejas e fui ao museu da Casa de Juscelino.


                                                     Santa Casa de Diamantina



                                              Em primeiro plano, o Mercado dos Tropeiros





O museu foi uma visita interessante, mesmo depois de já haver visitado em Brasília o Memorial JK e o Catetinho. A casa mostra sua origem simples e sua trajetória até tornar-se um dos presidentes mais populares do Brasil. Além de objetos pessoais, há um rico acervo de livros, revistas, cartas e fotos. Uma aula de história por R$ 5,00!
                                            Quarto de JK: simplicidade

Após o almoço, peguei a moto e fui conhecer o parque de Biribiri. Uma estrada de terra de 15 km separa Diamantina da Vila Biribiri. A estrada tem "costelas" em toda a sua extensão, e é cheia de trechos com seixos rolados sobre a pista e alguns trechos com areião fofo. Para motos, é um convite ao tombo, mas, novamente, percorri os 30 km de ida e volta sem qualquer ocorrência. Há pontes com 2 tábuas para a passagem das rodas dos carros, nas quais a moto precisa se equilibrar.
Há algumas cachoeiras dentro do parque, visitei apenas a Cachoeira Sentinela e segui para a Vila Biribiri.
                                             Estrada de terra, que leva à Vila Biribiri

                                       Cachoeira Sentinela, dentro do parque estadual Biribiri

A vila foi uma agradável surpresa: trata-se de uma antiga fábrica de tecidos desativada, com todas as construções, inclusive uma igrejinha, restauradas. Era uma mini-cidade, um povoado bem organizado, pois os funcionários residiam no local. Funcionam hoje nas construções alguns restaurantes, a comida é servida ao ar livre em um ambiente bucólico e tranquilizador. O conjunto formado pelos prédios e pelas casa é harmonioso, mas não é possível captar tudo em apenas uma foto. Todas as casas ficam ao redor de um imenso pátio gramado, onde são colocadas mesas para as pessoas fazerem as refeições ou comerem petiscos. Tudo isso circundado por um rio que forma diversas praias e quedas d'água. Um pedacinho do paraíso!
                               Igrejinha de Vila Biribiri




Os sistemas de captação de água para fazer a fábrica funcionar ainda existem, com canais, córregos e barragens. Um belo passeio, vale a estrada de terra! Se eu soubesse como era, teria almoçado por lá.
A Tiger comportou-se impecavelmente na estrada de terra com pedras soltas, mas, se já estava imunda devido ao trecho entre Conceição do Mato Dentro e Serro, ficou muito pior! Poeira para todo lado, em todos os cantos.
                                    Retornando de Vila Biribiri

                                   Estrada de terra com pedras soltas

Ao chegar de volta a Diamantina mandei lavá-la, e agora está novamente reluzente!