O dia de hoje foi dedicado a andar pelas ruas e praças de Montevidéu e também a visitar diversos museus, coisa que gosto de fazer. Nas vezes anteriores em Montevidéu os museus acabavam sendo relegados a segundo plano, mas, desta vez, como eu houvera reservado mais tempo para que o Hélcio pudesse conhecer a cidade, sobrou-me tempo para as visitas, uma vez que ele não veio.
Com toda a calma, fui aos seguintes:
- Museu Pedagógico José Pedro Varela;
- Museu Histórico Nacional;
- Museu de Artes Decorativas;
- Museu Torres Garcia.
Museu Pedagógico José Pedro Varela
Museu Torres Garcia
Museu Histórico Nacional
Museu de Artes Decorativas
No interior do Museu de Artes Decorativas
Não vou discorrer sobre o que vi e aprendi nestes museus, mas fiquei muito bem impressionado com o museu pedagógico, que mostra a importância e a seriedade que os uruguaios sempre deram à educação, desde épocas remotas, nos anos 1800, após a proclamação da república. Foi um passeio pela educação e cultura do país. No Brasil, jamais poderíamos ter um museu deste tipo, porque a educação com seriedade como política de governo simplesmente não existe e nunca existiu.
Além dos museus, visitei diversas galerias de arte e antiquários, aliás, a quantidade de livrarias, bibliotecas, galerias e exposições existente na região central da cidade é impressionante, o que mostra a importância que o povo dá à cultura. Até exposição de fotos na rua, próximo ao Mercado do Porto, tive a oportunidade de ver.
Mercado do Porto - vejam meu prato e chopp´, aguardando a carne!
Almocei no Mercado do Porto, um ponto turístico imperdível. Não é muito barato, mas vale. Andei bastante pela cidade, sentei em praças e fui até a rambla. Às 17 horas estava um sol muito forte, com gente tomando sol e banho de mar (ou rio?). Ventava forte, o que faz o sol queimar sem que sintamos.
Na rambla
Tentei ir ao Museu do Automóvel, mas o mesmo está fechado, só reabrirá no dia 26 de janeiro. Fiquei frustrado, pois irei embora no dia 25 de janeiro, e era um dos museus que eu fazia questão de visitar, pelo acervo de raridades. Ficará para a próxima vez, que, espero, não irá demorar!
O gostoso mesmo de Montevidéu é curtir suas ruas arborizadas, praças amplas e o conjunto arquitetônico.
Livraria
Igreja Matriz, atrás das árvores - Plaza Constitucion
Curiosa mistura de brechó e antiquário
Tenho visto muitos prédios em construção, o que é uma preocupação, pois a cidade soube manter a população estável com uma quantidade ainda razoável de carros nas ruas. Não vejo com bons olhos o aumento no número de edifícios na região central, provavelmente dentro de alguns anos a cidade estará insuportável como as grandes cidades brasileiras, com quantidade de carros que não cabem nas ruas e gente saindo pelo ladrão. Tomara que eu esteja enganado! Montevidéu precisa de um metrô urgente, a quantidade de ônibus já é muito grande, mas este é o único transporte coletivo disponível. Ainda funciona, mas, até quando?
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
5º dia - Chegada a Montevidéu!
Edifício Salvo, um dos símbolos de Montevidéu
O dia amanheceu com o céu totalmente azul, sem uma nuvem
sequer, em nada lembrava o céu nublado e ameaçador do dia anterior.
Cruzei a fronteira,
fiz os trâmites na imigração uruguaia e às 9 h entrei na estrada para
Montevidéu. Puxa, que diferença das estradas brasileiras, sobrecarregadas de
veículos: as estradas uruguaias são vazias, tranquilas e quase sempre retas. O
percurso de pouco mais de 400 km entre Jaguarão/Rio Branco e Montevidéu é
sempre um prazer, chego a andar devagar para não acabar logo! A estrada
atravessa diversas propriedades rurais, até o visual é tranquilizador. Apesar
de não haver qualquer fiscalização, em raras ocasiões excedi os 115 km/h, é
tudo tão calmo que nem dá vontade de andar rápido.
Um pouco antes da cidade de Minas, há uma placa indicando
“Salto do Penitente”. Em uma viagem de Bandit, há cerca de 6 anos, entrei nessa
estrada para conhecer o tal salto, mas a estrada era de terra e desisti depois
de percorrer apenas 2 km. Desta vez a estrada estava capeada com um tratamento
superficial, mas havia tanta brita solta que seria melhor e mais segura (para
motos) se fosse de terra batida. São 8 km nessa estradinha muito sinuosa que
sobe e desce colinas com curvas de 90 graus cheias de brita solta, um convite a
uma derrapagem e a um tombo, que eu não posso levar de maneira alguma! Fui com
muito cuidado e muito inseguro, pois não tenho firmeza na perna esquerda para
apoiar a moto em caso de necessidade.
Na estradinha para o Salto do Penitente
Bem, matei minha curiosidade quanto à queda d’água. O
Uruguai é um país todo plano, seu ponto culminante possui 300 m, é mais baixo
que o Pão de Açúcar! As elevações são chamadas de serras. Eu queria saber como
pode haver um salto de água em um local plano. Não me perguntem de onde surgiu
o rio, mas o Salto do Penitente tem 60 m de altura e forma um bom poço no seu
final, embora o volume de água seja pequeno. Há no local a prática de
rapel e também uma tirolesa. Nem antes
nem depois da cachoeira se vê algum rio, o salto é no meio do nada.
Poço ao fim da cachoeira
Salto do Penitente
Retornei pelos 8 km
da estradinha e tomei novamente o caminho de Montevidéu. Almocei em Minas, e às
15:45 h cheguei na porta do hotel
Lafayette, sem errar o caminho. Coloquei o GPS na moto só para chegar ao
hotel, mas conheço bem mais o Uruguai do que ele, segui o caminho que me lembrava, se fosse me guiar
pelo GPS nem sei onde iria parar. Retirei o aparelho, não serve para coisa
alguma.
Dei uma volta pelas principais ruas do centro da cidade,
parei na praça Cagancha para comer um sanduíche no Subway e depois tomei um
sorvete em outra praça. Na volta para o
hotel comprei pão, salame, queijo e
vinho, que serão meu jantar. É muito agradável estar em Montevidéu, é uma
capital sem pressa, muito arborizada, bonita e com clima bom. O céu está
totalmente limpo e o sol bate forte, mas está ventando bem, tanto que na sombra
chega a fazer frio! No auge do verão!
Detalhe da praça Cagancha, na av. 18 de julioPraça Independência - ampla e espaçosa
Teatro Solis, também um ícone de Montevidéu
Mercado da Abundância - diversos restaurantes, artesanato e arte
A população é noturna, mas eu sou diurno. Enquanto eles se
divertem, eu durmo e descanso para o dia seguinte. Dou por encerrado o dia de
hoje, foi muito proveitoso e agradável.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
4º dia - Jaguarão
Vista da ponte rodo-ferroviária internacional
Choveu forte durante toda a noite passada. Pela manhã, ao sair de Camaquã, a estrada ainda estava bem molhada, mas caía apenas uma garoa. Após 25 km, no município de Cristal, a chuva veio forte, com grandes nuvens negras. Toda a viagem foi foi feita sob chuva, que alternava fortes pancadas com precipitações menores, mas em nenhum instante parou. Segui sem pressa, em torno de 120 km/h e cheguei em Jaguarão às 11:10 h. Esta é a última cidade do Brasil no meu roteiro, faz fronteira com o Uruguai. É uma cidade histórica, com a quase totalidade do casario preservada.Ponte rodo-ferroviária que liga o Brasil ao Uruguai
Logo ao chegar fiz o seguro carta verde e hospedei-me no hotel Py, de ótima localização, onde já houvera ficado em alguma viagem anterior. Após almoçar, andei por 3 horas nas ruas de Jaguarão, esquadrinhei toda a parte realmente importante da cidade, e tirei mais de 100 fotos. Dá vontade de ficar fotografando casa por casa e depois montar um álbum, mas vamos deixar isto para os fotógrafos profissionais. Fica lançada a idéia, há ótimos ângulos das diversas edificações que renderiam um bonito trabalho.
À beira rio, do outro lado é Uruguai
Figueiras
Compras
Encontrei uma casa de câmbio e troquei alguns reais por pesos uruguaios, a uma cotação de 1 R$ = 9,10 UY$. Os uruguaios vêm em massa abastecer no Brasil, enchem o tanque do carro, vasilhames e até sacos plásticos, pois a gasolina lá custa R$ 4,50 o litro. E nós reclamamos de R$ 3,00 o litro! E eles fazem compras de supermercado por aqui, sinal de que as coisas por lá não estão baratas, aliás, o Uruguai nunca foi um país barato para nós.
Comprei algumas camisetas, meias e cuecas que irei descartando ao longo da viagem, à medida em que ficarem sujos. Uma coisa que detesto é carregar roupa suja, ainda mais com o pouco espaço disponível na moto.
Amanhã atravessarei a fronteira e chegarei a Montevidéu, meu destino final nesta viagem. Mais uma vez, me rendo à qualidade da Triumph, a viagem tem sido muito prazerosa sobre ela. O banco é um pouco duro, mas é possível acostumar-se. A moto impõe respeito onde passa, e onde pára desperta comentários e admiração, o que rende boas conversas durante as paradas para abastecer.
Ao cair da tarde, atravessei a ponte internacional a pé e fui até o free shop na cidade uruguaia de Rio Branco. Não era minha intenção comprar coisa alguma, apenas passear e olhar os produtos em oferta. Com exceção das bebidas, não vi nada mais barato que no Brasil. Pode ser que artigos de lã e couro estejam mais em conta (não pesquisei), mas as lojas que vendem o que os turistas gostam de comprar não apresentavam nenhuma pechincha.
O tempo está ameaçando chuva. Tomara que fique nublado, porém sem chuva, o que atrapalharia bastante a viagem, tirando a graça de observar campos, pastos e pampas. Ainda é preferível o calor extremo à chuva!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
3º dia - Cambará, canions e estrada!
Canion Fortaleza
Pela manhã não chovia, e o céu se apresentava azul. Dei uma volta em Cambará para encontrar uma excursão para visitar o canion Fortaleza, já que é uma segunda feira e o canion Itambezinho está fechado. Todas as agências já haviam partido com seus respectivos grupos, mas consegui o sr. Elodir para me levar, uma pessoa atenciosa e conhecedora da região.
Para chegar ao canion Fortaleza, percorre-se 15 km em uma estrada estreita e sinuosa com bom asfalto e mais 10 km em uma estrada sem pavimentação e cheia de pedras onde até os veículos 4x4 andam devagar.
O canion é majestoso, só vendo para avaliar a grandeza do local. São paredões de 700 m de altura com um rio ao fundo e densa vegetação, e o mais interessante é que chegamos na borda, sem qualquer proteção! Muito lindo!
Rio que forma cachoeira no topo do canion
Retornei a Cambará e parti às 14:00 h. Meu caminho foi a RS-20, chamada de rota romântica, passa por S. F. de Paula e outras cidades da serra gaúcha, sinuosa e sem acostamento, não dava para andar muito rápido, mas o visual compensa. Cheguei à Freeway, passei por Porto Alegre, cruzei o rio Guaíba e peguei a BR 116 em direção a Pelotas (sentido sul). O sol estava de lascar, era um desconforto grande pilotar com tanto calor e o sol em cima, mas... viajar é preciso!
RS 20 - sinuosa e sem acostamento
Parei em Camaquã às 19:00 h, e hospedei-me em um hotel de 2ª categoria sem ar condicionado. O hotel de Cambará foi caro e eu precisava compensar o gasto da noite anterior! A cidade é sem graça, não tem qualquer atrativo. Não encontrei restaurantes abertos, o jeito foi fazer um lanche em uma loja de conveniência de um posto de combustível. Ao chegar de volta ao hotel, o tempo mudou repentinamente e a chuva desabou. A moto está com os alforjes e com a minha mala de roupas amarada, estacionada em área descoberta. Amanhã verei o "estrago" que a chuva causou na bagagem!
Pela manhã não chovia, e o céu se apresentava azul. Dei uma volta em Cambará para encontrar uma excursão para visitar o canion Fortaleza, já que é uma segunda feira e o canion Itambezinho está fechado. Todas as agências já haviam partido com seus respectivos grupos, mas consegui o sr. Elodir para me levar, uma pessoa atenciosa e conhecedora da região.
Para chegar ao canion Fortaleza, percorre-se 15 km em uma estrada estreita e sinuosa com bom asfalto e mais 10 km em uma estrada sem pavimentação e cheia de pedras onde até os veículos 4x4 andam devagar.
O canion é majestoso, só vendo para avaliar a grandeza do local. São paredões de 700 m de altura com um rio ao fundo e densa vegetação, e o mais interessante é que chegamos na borda, sem qualquer proteção! Muito lindo!
Canion Fortaleza
Em seguida tentei ir à Pedra do Segredo. Percorri um trecho da trilha, mas quando tive que atravessar um rio que formava uma cachoeira que se precipitava dentro do canion, não consegui. Minha perna doía e eu sentia que não teria a firmeza necessária para saltar sobre as pedras. Tentei de 2 maneiras, mas acabei respeitando meus limites e recuando. Pena! Não sou mais o mesmo!Rio que forma cachoeira no topo do canion
Retornei a Cambará e parti às 14:00 h. Meu caminho foi a RS-20, chamada de rota romântica, passa por S. F. de Paula e outras cidades da serra gaúcha, sinuosa e sem acostamento, não dava para andar muito rápido, mas o visual compensa. Cheguei à Freeway, passei por Porto Alegre, cruzei o rio Guaíba e peguei a BR 116 em direção a Pelotas (sentido sul). O sol estava de lascar, era um desconforto grande pilotar com tanto calor e o sol em cima, mas... viajar é preciso!
RS 20 - sinuosa e sem acostamento
Parei em Camaquã às 19:00 h, e hospedei-me em um hotel de 2ª categoria sem ar condicionado. O hotel de Cambará foi caro e eu precisava compensar o gasto da noite anterior! A cidade é sem graça, não tem qualquer atrativo. Não encontrei restaurantes abertos, o jeito foi fazer um lanche em uma loja de conveniência de um posto de combustível. Ao chegar de volta ao hotel, o tempo mudou repentinamente e a chuva desabou. A moto está com os alforjes e com a minha mala de roupas amarada, estacionada em área descoberta. Amanhã verei o "estrago" que a chuva causou na bagagem!
2º dia - Curitiba a Cambará do Sul
Cambará do Sul com chuva
Saí do hotel às 19:50 h, mas já estava às margens da Régis Bittencourt. Passei pelo contorno de Curitiba e desci a bela serra, chegando a Joinville 100 km depois da partida. Segui pela BR 101 com bastante calor e estrada sobrecarregada de veículos, o que exigia cautela. Passei por Florianópolis e diversos balneários. Após Floripa a estrada ficou mais vazia, creio que 50 % dos veículos entraram na ilha.
Muita chuva na estrada (BR 101)
A chuva me alcançou na altura de Tubarão, por volta das 12:30 h, e não me deixou mais o dia todo, alternando pancadas fortes e chuva fina. Meu destino final era Cambará do Sul, pois minha intenção é visitar os canions da região do parque de Aparados da Serra. Duas das estradas que levam a Cambará têm trecho de serra sem asfalto, e com a chuva, a lama formada é sinônimo de tombos e problemas, ainda mais que estou sozinho. Continuei então na BR 101 até a altura de Terra de Areia (RS), onde peguei a RS 453. Antes de subir a serra, conheci e conversei com o Daniel, motociclista com uma Harley que me guiou serra acima. A subida da serra é um show, essa estrada vale a pena: muitas curvas, paisagens bonitas, montanhas e vegetação típica de climas frios. Há dois túneis, um deles com uma curva reversa dentro. No topo, ele seguiu para Canela e eu entrei em uma estradinha até Cambará. Novamente a chuva veio com vontade, e eu houvera retirado a calça impermeável. A pequena e sinuosa estrada não tinha acostamento e o asfalto estava muito escorregadio. Com a chuva, veio também o frio! Incrível, há pouco eu reclamava do calor infernal e logo depois peguei um bom frio.
Cheguei em Cambará do Sul e hospedei-me em um flat enorme e muito bacana. Foi caro, mas eu estava merecendo! Ao ser questionada sobre o frio, a recepcionista do hotel disse que no inverno as temperatura são da ordem de - 8 graus C! Se ontem eu queria um hotel com ar condicionado ou ventilador, hoje quis um com calefação! Muito louco esse nosso país e esse nosso clima!
Em Cambará encontrei um restaurante muito charmoso, onde tomei uma sopa acompanhada de vinho. Bem integrado ao clima local!
Cambará do Sul
Restaurante em Cambará do Sul - sopa e vinho
Saí do hotel às 19:50 h, mas já estava às margens da Régis Bittencourt. Passei pelo contorno de Curitiba e desci a bela serra, chegando a Joinville 100 km depois da partida. Segui pela BR 101 com bastante calor e estrada sobrecarregada de veículos, o que exigia cautela. Passei por Florianópolis e diversos balneários. Após Floripa a estrada ficou mais vazia, creio que 50 % dos veículos entraram na ilha.
Muita chuva na estrada (BR 101)
A chuva me alcançou na altura de Tubarão, por volta das 12:30 h, e não me deixou mais o dia todo, alternando pancadas fortes e chuva fina. Meu destino final era Cambará do Sul, pois minha intenção é visitar os canions da região do parque de Aparados da Serra. Duas das estradas que levam a Cambará têm trecho de serra sem asfalto, e com a chuva, a lama formada é sinônimo de tombos e problemas, ainda mais que estou sozinho. Continuei então na BR 101 até a altura de Terra de Areia (RS), onde peguei a RS 453. Antes de subir a serra, conheci e conversei com o Daniel, motociclista com uma Harley que me guiou serra acima. A subida da serra é um show, essa estrada vale a pena: muitas curvas, paisagens bonitas, montanhas e vegetação típica de climas frios. Há dois túneis, um deles com uma curva reversa dentro. No topo, ele seguiu para Canela e eu entrei em uma estradinha até Cambará. Novamente a chuva veio com vontade, e eu houvera retirado a calça impermeável. A pequena e sinuosa estrada não tinha acostamento e o asfalto estava muito escorregadio. Com a chuva, veio também o frio! Incrível, há pouco eu reclamava do calor infernal e logo depois peguei um bom frio.
Cheguei em Cambará do Sul e hospedei-me em um flat enorme e muito bacana. Foi caro, mas eu estava merecendo! Ao ser questionada sobre o frio, a recepcionista do hotel disse que no inverno as temperatura são da ordem de - 8 graus C! Se ontem eu queria um hotel com ar condicionado ou ventilador, hoje quis um com calefação! Muito louco esse nosso país e esse nosso clima!
Em Cambará encontrei um restaurante muito charmoso, onde tomei uma sopa acompanhada de vinho. Bem integrado ao clima local!
Cambará do Sul
Restaurante em Cambará do Sul - sopa e vinho
domingo, 18 de janeiro de 2015
1º dia - Rio Claro a Curitiba
Saí de Rio Claro às 6:20 h. Muita neblina até chegar à
Dutra. A primeira parada foi em Itatiaia para tomar café, pois houvera partido
em jejum.
Em Taubaté entrei na Carvalho Pinto e parei novamente, desta
vez para abastecer a moto; tive que tirar a jaqueta e seguir apenas de
camiseta, pois o sol e o calor estavam implacáveis.
Hidratação na Carvalho Pinto!
Saída da Trabalhadores para Mogi das Cruzes
Para evitar cruzar São Paulo e também fugir da Serra do
Cafezal na Régis Bittencourt, fiz um caminho alternativo, descendo a Mogi –
Bertioga e depois seguindo pela Rio – Santos através da baixada Santista até
chegar na Régis Bittencourt na altura de Miracatu, após, portanto, a descida da
Serra do Cafezal. Não foi uma boa idéia: além de ter que atravessar a cidade de
Mogi das Cruzes, todos os paulistas estavam descendo para o litoral, pois era
um sábado. Foi um congestionamento de 50 km, onde andei somente em 1ª e 2ª
marchas, passando por acostamentos, pela pista oposta e nos corredores. Tudo
isto em meio a um sol causticante e a mais de 40 graus de temperatura. Foram
mais 2 horas neste congestionamento, mal deu para curtir as belezas da descida
da Serra do Mar, tamanho era o calor e o stress.
A Rio – Santos também estava bastante carregada de carros,
mas ao menos o trânsito fluía. Passei por Cubatão, Praia Grande, Mongaguá,
Itanhaém, Peruibe, Itariri e Pedro de Toledo antes de chegar à Régis, em
Miracatu.
Na Regis Bittencourt andei mais forte, para tentar compensar
em parte o atraso sofrido no trecho Mogi – Bertioga.
Abastecimento na Régis Bittencourt: 39,5 graus C!
Parei para pernoitar no posto O Cupim, quase chegando a
Curitiba. Já eram 19:00h, eu havia pilotado por 13 horas e estava bastante
cansado devido ao calor na estrada. O termômetro da moto marcava 39,5 graus C à
sombra, quando parava para abastecer! Tudo o que queria era um banho e repouso.
Tomei uma cerveja gelada, jantei no restaurante do posto e
fui dormir, dando por encerrado o primeiro dia da viagem.
Esta é minha primeira viagem na Triumph, estou gostando muito da moto: potente, confortável, suspensões macias e boa posição de pilotagem. A big trail é a moto adequada para grandes viagens, e a Triumph Explorer encontra-se entre as melhores big trail existentes. A média de consumo do dia foi de 18 km/litro.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Uruguai 2015 - Tudo pronto!
Moto pronta, bagagem fixada, malas laterais e top case
instalados. Só falta partir. Amanhã pela manhã a estrada me aguarda!
BagagemBagagem na moto
Moto pronta!
Uruguai 2015 - Etapa zero
Cumpri o que costumo chamar de etapa zero da viagem: o
trajeto Rio – Rio Claro, para que a verdadeira partida se dê a partir do sítio.
Apesar de “ganhar” apenas 70 km em relação à partida do Rio de Janeiro, a
diferença é como água para o vinho: estou praticamente às margens da RJ-155,
que desemboca na via Dutra após 40 km. Com isto, evito o trânsito caótico do
Rio, a Linha Vermelha e os primeiros 35 km da Dutra, que são terríveis,
principalmente para mim, que me sinto inseguro com a perna remendada e com uma
moto alta pesando mais de 220 kg.
O calor que peguei neste trecho de 130 km foi uma amostra do
que me aguarda ao longo dos dias que passarei na estrada: foi impossível usar a
jaqueta, o sol estava implacável, a temperatura do ar na estrada acusava 38
graus C às 9:00 h, imaginem o que
passarei durante cerca de 12 horas pilotando sob o sol dos trópicos!
Toda a minha bagagem já estava em Rio Claro, de modo que só
precisei otimizar o espaço e fixar tudo
na Triumph, que fará seu début nas estradas!
A bagagem acondicionada: malas laterais, mala, baú e mochila
A previsão é rodar cerca de 6.000
km, entre ida, volta e alguns eventuais desvios e passeios.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Alone again!
Uma pequena alteração ocorreu no projeto da viagem ao Uruguai: o colega Hélcio, que iria junto, desistiu a uma semana da viagem, deixando-me só nesta aventura. Já fiz inúmeras viagens solo, mas desta vez, devido ao fato de eu ainda estar me recuperando da cirurgia na perna, não tenho a desenvoltura e a segurança das vezes anteriores, além da moto ser maior e mais pesada, assim, uma companhia seria muito bem vinda.
Eu já houvera feito o roteiro, reservado hotel em Montevidéu e tomado outras providências, mas ele simplesmente desistiu.
Não adianta chorar sobre o leite derramado, agora é seguir em frente e lançar-me na estrada. Anteciparei a saída em um dia, para poder visitar o Parque Nacional de Aparados da Serra e seus canions, o que não fazia parte do roteiro anterior. Vejo que os estados de São Paulo e os do Sul têm sido fortemente castigados por chuvas e ventos diariamente, espero que as forças da natureza dêem uma trégua enquanto cruzo a região!
A nova data da partida será 17 de janeiro, sábado. Até lá!
Eu já houvera feito o roteiro, reservado hotel em Montevidéu e tomado outras providências, mas ele simplesmente desistiu.
Não adianta chorar sobre o leite derramado, agora é seguir em frente e lançar-me na estrada. Anteciparei a saída em um dia, para poder visitar o Parque Nacional de Aparados da Serra e seus canions, o que não fazia parte do roteiro anterior. Vejo que os estados de São Paulo e os do Sul têm sido fortemente castigados por chuvas e ventos diariamente, espero que as forças da natureza dêem uma trégua enquanto cruzo a região!
A nova data da partida será 17 de janeiro, sábado. Até lá!
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Rumo ao Uruguai!
Chegou a hora de voltar às estradas! Nem sei se tenho condições de conduzir uma moto alta e pesada e ainda por cima caminhar nos locais de parada e no destino, mas não estou mais aguentando esperar!
Tracei um roteiro bem tranquilo, através do Sul do Brasil e do Uruguai, com uma parada em Montevidéu para rever e curtir a cidade que gosto tanto. Provavelmente terei como companheiro de viagem o colega Hélcio, que se aposentou no início de janeiro e comprou uma BMW GS 800. Será uma viagem de 6.000 km, o suficiente para eu avaliar se tenho condições de empreender expedições mais longínquas.
Procurarei manter atualizado este blog durante a viagem, na medida do possível.
Que os anjos e santos me protejam, e os pensamentos positivos das pessoas queridas não permitam que nada de ruim aconteça neste nosso tour através de estradas e cidades!
A previsão de partida é no dia 18 de janeiro, um domingo, para aproveitar o trânsito mais tranquilo nas estradas e na travessia da cidade de São Paulo. Vamos juntos!
Tracei um roteiro bem tranquilo, através do Sul do Brasil e do Uruguai, com uma parada em Montevidéu para rever e curtir a cidade que gosto tanto. Provavelmente terei como companheiro de viagem o colega Hélcio, que se aposentou no início de janeiro e comprou uma BMW GS 800. Será uma viagem de 6.000 km, o suficiente para eu avaliar se tenho condições de empreender expedições mais longínquas.
Procurarei manter atualizado este blog durante a viagem, na medida do possível.
Que os anjos e santos me protejam, e os pensamentos positivos das pessoas queridas não permitam que nada de ruim aconteça neste nosso tour através de estradas e cidades!
A previsão de partida é no dia 18 de janeiro, um domingo, para aproveitar o trânsito mais tranquilo nas estradas e na travessia da cidade de São Paulo. Vamos juntos!
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