terça-feira, 8 de outubro de 2013

Guanambi a Correntina (BA) - 3º dia

Logo após tomar café na pousada fui a uma oficina de motos no centro de Guanambi para resolver um problema com o pedal de câmbio da moto, que estava frouxo e não aceitava mais aperto. A solução foi rápida, e às 8:10 h eu estava saindo da cidade rumo à estrada. Peguei um caminho alternativo, que se mostrou uma decisão super acertada: estradas vazias e asfalto zero km, o único inconveniente é que rodei o primeiro trecho na BR-030 (138 km), e depois mais 135 km na BA-161 sem encontrar qualquer povoado, posto de gasolina ou qualquer recurso, mas as estradas, recentemente asfaltadas, assemelhavam-se a tapetes, foi literalmente uma reta de mais de 260 km com asfalto impecável.
A paisagem se constituía de terras ressecadas, sem vegetação ou água, e animais esqueléticos e famintos. Havia muitos bois, cavalos e carneiros mortos às margens da estrada, um cenário triste e desolador, o sertão não é o local correto para a criação de gado. Havia também animais (vivos!) na pista, um perigo mortal para motociclistas. Cruzei o rio São Francisco em Carinhanha, continuei na BA-161 até a BR-349, passando nesta última rodovia por São Félix do Coribe (onde almocei) e Santa Maria da Vitória, separadas pelo rio Correntes (ou das Éguas) até chegar a Correntina, meu primeiro destino nesta viagem.
Hospedei-me na primeira pousada que encontrei (Pousada Ideal), por R$40,00 o quarto com ar condicionado, sem o ar seriam R$ 30,00! Depois vi que havia hotéis melhores na cidade, mas duvido que por um preço tão bom! Eram 13:30 h quando cheguei, e caminhei até as 15:30 h. Fui ao centro, andei pelas ruas, conheci o "Ranchão", uma ilha no rio Correntes situada no coração da cidade, onde acontecem shows e sessões de cinema. É o ""point" de Correntina. O rio Correntes tem águas cristalinas e limpas, sendo procurado por aqueles que desejam tomar um banho de rio. Saí da minha dieta rigorosa e tomei 2 sorvetes com 2 bolas cada!
Retornei ao hotel pois estava com as costas doendo, e dormi profundamente por 3 horas! Acho que fui acumulando o cansaço dos dias passados na estrada e das noites em que dormi pouco. Agora estou refeito! Saí apenas para jantar e retornei à pousada. Amanhã terei todo o dia para melhor explorar a cidade e seus arredores.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Paraopeba (MG) a Guanambi (BA) - 2º dia

Acordei antes das 6 h, mas só consegui sair do hotel com a moto pronta às 7:40 h. O dia inteiro foi passado nas estradas. Menos de 1 hora após a partida, peguei uma forte chuva próximo a Curvelo. O dia fez-se noite às 8:30 h, e o volume de água que caiu dos céus foi impressionante, e a chuva ainda veio acompanhada de raios e vento. Foram 30 km sob a chuva, mas a quantidade de água seria suficiente para o dia todo! Passei por muitas cidades e mudei de estrada algumas vezes, mas só parei para comer e abastecer. De uma maneira geral, o estado das rodovias é bom, com muitas obras de manutenção e restauração em andamento. Apenas em alguns trechos pontuais encontrei estradas em mau estado. O cenário no norte de Minas e no interior da Bahia é exatamente o que vemos nos noticiários da TV: a vegetação e o mato totalmente secos (quando existem), rios sem água e o gado magro sem comida e sem água. Muito triste. Passei por diversos rios totalmente secos, os leitos serviam como caminho para as pessoas e trilhas para motos.
Às 17:30 h começou a escurecer rapidamente, às 18 h já era noite e decidi parar. A estrada apresentava muitos buracos e os motoristas nordestinos, principalmente os de ônibus e caminhões só trafegam com os faróis altos acesos, provocando ofuscamento, eles não baixam os faróis ao cruzar com outros veículos, o que aumenta o perigo de rodar à noite em estradas nordestinas. É um problema sério de educação, que já vem desde os tempos em que morei em Aracaju, nos anos 70. Parei para pernoitar em Guanambi (BA). Consegui um muquifo barato e hospedei-me, só preciso de um banho e de uma cama, após 10 horas e meia na estrada. Jantei no restaurante anexo ao hotel.
Rodei hoje 701 km. Desde ontem, foram 1.263 km de moto, mais os 135 km de carro do trecho Rio-Rio Claro, o que dá um total de 1.398 km percorridos até agora. O consumo aumentou um pouco devido ao aumento da velocidade média, passando a 20 km/l. A viagem está transcorrendo de forma muito tranquila, sem qualquer imprevisto ou situação indesejável. Espero que assim continue! Estou procurando fazer a minha parte!

domingo, 6 de outubro de 2013

Rumo a Correntina - 1º dia

Ontem fui dormir muito tarde, depois da meia-noite, e hoje acordei às 6:00 h para sair em uma nova viagem de moto, conforme disse em postagem anterior. A moto estava em Rio Claro, o que me obrigou a ir de carro do Rio até lá, onde arrumei e fixei as bagagens, preparei a moto e parti com o primeiro destino definido: a cidade de Correntina, no oeste da Bahia, a 950 km de Salvador. Segui pela RJ-135, passando por Piraí e Barra do Piraí, com seus incontáveis e odiosos quebra-molas. Em Barra do Piraí cheguei à BR-393, a qual percorri até Três Rios, quando entrei na BR-040, estrada na qual fiquei até o fim do dia. As estradas estavam vazias, com poucos caminhões, o que tornou a viagem tranquila e mais segura.
Já estava anoitecendo quando contornei Belo Horizonte pelo anel rodoviário, pegando novamente a BR-040 em direção a Brasília.
Rodei 70 km à noite após BH, e cheguei em Paraopeba às 19:00 h, onde entrei e consegui um hotel bem simples para passar a noite. Jantei uma pizza no único restaurante aberto da cidade, vizinho ao hotel. Rodei hoje 695 km, sendo 130 km de carro (Rio a Rio Claro) e 565 km de moto, em estradas com pouco movimento. A moto fez uma média de 22 km/litro, sem precisar correr ou fazer ultrapassagens ousadas, uma viagem calma e agradável.

sábado, 28 de setembro de 2013

Espinhos, fogo, motos...

Os últimos três dias em Rio Claro foram intensos e movimentados. Cheguei na quarta-feira, 25 de setembro de 2013, de carro.
Dois dos cachorros que tenho haviam pegado um ouriço, e estavam com a boca, os beiços e o nariz cheios de espinhos. Consegui retirar alguns, mas como a retirada é muito dolorosa, logo os cachorros já não permitiram mais que eu continuasse, chegando até a rosnar e a tentar morder-me, caso eu insistisse. Como não poderia retirar os espinhos sem ajuda, aproveitei o tempo e fui ao banco, comprei algumas frutas e carne para os cachorros, lavei o carro e acendi o aquecedor de água a lenha, uma vez que não havia sol suficiente para aquecer a água através da placa do aquecedor solar. No dia seguinte, quinta-feira pela manhã, vi que o depósito de lenha do aquecedor houvera sido consumido pelo fogo e desabado durante a noite! Ainda bem que a baixa temperatura e a umidade do mato impediram que o fogo se alastrasse, mas, mesmo assim, alguns canos de água foram derretidos pelo calor. Troquei os trechos danificados por novos.
Por volta das 12:00 h, o colega de banda Hélio (grande baterista!) chegou de moto, e fomos almoçar. Ao chegar de volta ao sítio, o veterinário nos aguardava. Foi necessário anestesiar os dois cães para retirar os espinhos de ouriço de suas bocas. Havia espinhos até no céu da boca. Aproveitamos para retirar também alguns bernes.
Isso feito, fomos à oficina de moto para retirar alguns elos e esticar a corrente da Falcon do Hélio. Mais tarde o mecânico veio com uma carreta-reboque buscar a CB 500 Four para terminar de montá-la e limpar e ajustar os carburadores. Jantamos uma pizza e ficamos conversando até quase meia-noite, sobre música, motos e viagens de moto, nossas paixões. Na sexta-feira pela manhã, desmontamos 2 computadores do estúdio para tentar passar componentes de um para o outro mas não foi possível, os HDs não são compatíveis e não havia slots disponíveis e compatíveis com a placa de som.
Saímos de moto e fizemos um passeio até Bananal, é um trajeto sempre agradável, através das RJ 139 e SP 68, que nada mais são do que a antiga estrada Rio-São Paulo. Almoçamos uma deliciosa truta em Bananal, andamos um pouco pela cidade e retornamos. A quem interessar possa, a Pharmacia Popular, a mais antiga farmácia em atividade do Brasil, está fechada e sendo reformada, após a morte de seu proprietário, a quem tive o prazer e a honra de conhecer pessoalmente e trocar alguns minutos de prosa, em visita anterior à cidade.
Ao chegarmos de volta a Rio Claro, o Hélio recebeu um telefonema e decidiu retornar ao Rio por necessidades profissionais; pegou a valente Falcon e se lançou na estrada de volta. No dia seguinte pela manhã (sábado)foi minha vez de voltar ao Rio.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Uma viagem pelo Brasil

Dentro de uns 15 dias estarei partindo para mais uma aventura de moto, desta vez dentro do Brasil, afinal, não podemos deixar o motor esfriar! Partindo do Rio de Janeiro, meu primeiro destino será Correntina, cidade situada no noroeste do estado da Bahia, banhada pelo rio Correntes, a cerca de 970 km de Salvador. Em seguida, atravessarei o quente e seco sertão da Bahia, fazendo uma parada em Lençóis, uma das entradas para a Chapada Diamantina, a única das cidades principais que ainda não conheço. De Lençóis seguirei para Feira de Santana onde pretendo visitar ex-colegas de trabalho, e em seguida rumarei para Aracaju, onde farei nova parada para rever a cidade e algumas de suas atrações, retornando de lá para o Rio. Minha previsão são 14 dias de viagem e 5.000 km. Ainda não decidi, mas estou pensando em ir de XT 660R, que apesar de ser mais lenta que a Bandit 1200, é mais adequada para estradas esburacadas, que com certeza encontrarei pelo caminho. Seguem imagens de Correntina:

domingo, 15 de setembro de 2013

Adeus, Mercedes Benz!

Após mais de 8 anos de convivência harmoniosa, chegou o momento da separação: vendi o Mercedes Benz 280 E, que tanta satisfação me deu!
O bom é que o vendi para uma pessoa bacana que tenho certeza que cuidará bem dele, dando-lhe o que não pude dar!
Como forma de despedida, levei-o até Pará de Minas, uma viagem de 530 km, para entregá-lo ao seu novo proprietário. A viagem foi tranquila, apesar de longa; ocorreram alguns probleminhas, creio que devido aos 6 meses que ele ficou parado em Rio Claro.

                                              Na FASFBET, com Emerson 

Algo me diz que este não será o último Mercedes na minha vida! Por enquanto, vou dedicar-me aos demais veículos que possuo. Sequer terminei de montar a CB 500 Four!
Em Minas, boas conversas e muito queijo!


O retorno de Pará de Minas ao Rio foi de onibus, e levei ao todo 12 horas! Passei mal e enjoei muito no trecho BH - Rio.  Ao chegar em casa vomitei bastante, e olhe que não comi nada durante todo o dia.
Bem, já estou pronto para outra!
Até breve!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Parati


Estava com vontade de rever Parati; segui para lá a partir de Rio Claro na quinta feira, dia 22 de agosto, descendo a lindíssima serra da RJ 155 em direção a Angra dos Reis, e depois fui pela Rio-Santos  (BR 101) uma das estradas cênicas mais bonitas do Brasil, seguindo entre os contrafortes da Serra do Mar e o mar propriamente dito.
Cheguei em Parati à tarde, mas deu tempo  suficiente para sair e conhecer 2 fazendas com alambiques para produção de cachaça nos arredores, a cachoeira da Penha, o início da trilha do ouro e ainda dar um passeio pelas ruas calçadas com  pé-de-moleque  do centro histórico, jantar e dormir.






No dia seguinte, pela manhã, andei, desta vez com o céu azul e o sol a postos, por quase todas as ruas do centro histórico, observando igrejas e o preservado casario da época em que a  cidade era o principal porto de escoamento  do ouro que vinha das Minas Gerais.





Em seguida, fui para a vila da Trindade, localizada a pouco mais de 30 km de Parati, local que frequentei e onde acampei muitas vezes nos anos 70 e 80. A vila está desfigurada,  com construções sem estilo e de mau gosto, mas as praias ainda guardam seu maior encanto, que é o mar limpo cor de azul turquesa e as grandes montanhas da serra do mar com sua mata atlântica ao fundo. Já foi um paraíso, mas ainda vale a visita, principalmente fora de temporada, quando tudo fica mais vazio e o acesso é mais fácil. Caminhei, tomei banho de mar a almocei por lá.
                                           Trindade - praia dos ranchos


                                           Trindade - praia do meio

                                            Trindade - praia do cepilho

                                           Trindade - praia dos ranchos

Na volta a Parati, tentei  ir à vila histórica de Parati Mirim, mas o acesso em péssimas condições e alguns indígenas agressivos que me cercavam pedindo dinheiro fizeram-me desistir e rumar para Parati, onde cheguei ao cair da tarde.
Fui até a praia do Pontal e tomei  banho de mar, ficando sentado em uma cadeira observando o mar até o sol se por.



                                           Parati - praia do pontal


Ainda andei um pouco pela cidade (parte histórica) e vi que haveria um mega-show, com a presença de grandes nomes da música brasileira e do músico norteamericano Herbie Hancock. Não esperei o show começar, e fui dormir, acordando de madrugada com o som em volume estratosférico!
Ao acordar no sábado, 24 de agosto, levantei-me sem pressa, tomei café da manhã na pousada onde pernoitara e iniciei a viagem de volta para Rio Claro, através da Rio-Santos. Almocei em Angra dos Reis e subi a serra da RJ 155, terminando o agradável passeio no mesmo local onde o iniciei, em meu refúgio, em Rio Claro!