Fui tomar café em uma padaria próxima, pois nem isso o hotel tinha. Batia um vento gelado, se eu não olhasse em volta, diria que estava viajando pelo sul do país, bem poderia ser Joinville. Claro, sem olhar em volta, bem entendido!
Peguei a estrada às 7:15 h. O trecho entre Vitória da Conquista e Anagé é interessante: vence uma pequena serra com morros de pedra, o traçado é sinuoso, mas dá para manter boa velocidade. Logo após Anagé, entra-se em uma estrada estreita, sem acostamento, toda em tratamento superficial, mas em bom estado, sem buracos. Este trecho atravessa uma região de caatinga, com a pouca vegetação queimada pelo sol e as árvores secas e retorcidas. Muitas cabeças de gado mortas, vítimas da estiagem e da falta de água e alimento, e os bois que restavam no rebanho estavam magros de fazer pena.
A caatinga
Parei na pequena cidade de Ituaçu, é muito bem cuidada, possui um casario preservado em seu centro. De Ituaçu a Barra da Estiva, novamente pequenas serras com morros e vegetação mais verde. Bonito trecho, curti muito a paisagem.
A Chapada, imponente
Após o cruzamento caótico de Barra da Estiva pelo meio da cidade, a estrada fica reta e já se vê, bem ao longe, as formações que fazem parte da Chapada Diamantina.
Finalmente, pouco antes de chegar a Mucugê, sobe-se uma serra com morros em rocha, uma paisagem incomum pelo nordeste, que é praticamente todo plano, sem relevo marcante.
A cidade de Mucugê tem clima ameno devido à altitude, quase 1.000 msnm, e fica localizada no alto da chapada, em meio a morros. Seu centro é muito bacana, com casario histórico preservado e bem cuidado.
Está difícil conseguir vaga nas pousadas devido ao feriado de 12 de outubro no próximo fim de semana, mas após procurar, encontrei uma pousada bem no centro, com internet e café da anhã por um preço razoável, só não tem garagem, mas acho que isso não é problema, a cidade parece ser tranquila.
Almocei em um restaurante onde a comida é servida na própria cozinha, dentro das panelas. Comida caseira e honesta.
Imagens de Mugugê
Andei pelas ruas da cidade apreciando as casas, prédios e arquitetura em geral. Subi em um morro que fica dentro de uma propriedade privada para observar a cidade do alto. Ninguém me importunou.
Há diversas agências que promovem passeios, caminhadas em trilhas e visitas a cachoeiras. Vou ver o que há de interessante para fazer, mas somente amanhã. Hoje quero curtir a cidade.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
2º dia na estrada - Cheguei a Vitória da Conquista
Dormi bem no hotel de R$ 25,00. Ainda tive direito a café da manhã e
internet gratuita.
Abasteci a moto e às 7:40 h saí do posto de gasolina de Santa Rita de
Minas com o tanque cheio. O dia alternou mormaço com pancadas de chuva, peguei
6 dessas pancadas; como não viajei com a roupa de chuva, molhei-me e a roupa
secou no corpo diversas vezes durante a jornada de hoje.
Houve, porém, uma chuvarada muito forte e que durou cerca de 20 min.
Resultado: acabei encharcado, com calça, meias e até cueca totalmente
ensopados.
Parei para almoçar e coloquei meias secas, mas continuei com a calça
molhada por todo o dia.
Passei por 3 acidentes na estrada, e fotografei 2 deles. Todos envolviam
caminhões, e, no mais grave, uma carreta bateu de frente em um Renault Clio,
matando seus 5 ocupantes. O choque foi tão violento que eu só consegui ver as
portas do carro, que se soltaram e estavam amarrotadas no acostamento. O
restante do automóvel era uma massa de ferragens irreconhecível. Em todos os
acidentes, os outros motoristas e moradores das proximidades saem garimpando
objetos e coisas de valor dos veículos e de seus ocupantes. Um verdadeiro mundo
cão. Só soube que o carro era um Clio porque um desses garimpeiros achou e roubou
o emblema do carro com os dizeres "Clio". Nos outros 2 acidentes as
carretas tombaram, uma transportava garrafas e a outra côcos, que fizeram a
festa dos saqueadores. Até os agentes da PRF recolheram côcos.
Às 17:45 h já estava escurecendo, e eu
me sentia cansado, afinal, no dia de hoje, rodei 640 km durante 10 horas
de guidão! Entrei em Vitória da Conquista e arranjei um hotel muito pior que o
de ontem, e, ainda por cima, mais caro (R$ 40,00). Nem vou entrar em detalhes,
mas este não tem internet nem café da manhã, o vaso sanitário não tem tábua e a
higiene... bem, deixa prá lá, estamos na Bahia!
Curioso, mas está fazendo frio em Vitória da Conquista (BA), e eu não
trouxe sequer um agasalho. Já estou bem próximo do meu destino final, que é a
Chapada Diamantina. Amanhã espero chegar lá.
domingo, 7 de outubro de 2012
Na estrada!
Hoje ,dia de eleições municipais, levantei mais cedo que o normal, apesar de ter ido dormir tarde ontem.
Cumpri com meu dever cívico e votei para eleger o prefeito que governará a cidade do Rio de Janeiro durante os próximos 4 anos.
Ao voltar da votação coloquei toda a bagagem na XT 660 e às 10:00 h estava saindo do posto de gasolina próximo de casa para mais uma aventura, desta vez rumo à Chapada Diamantina, interior da Bahia.
O caminho natural é a BR 116, trecho conhecido como Rio-Bahia, e por ela segui. Subi a imponente serra dos órgãos com céu azul e sol forte, parando somente para almoçar em Além Paraíba, na divisa RJ/MG.
Continuei pela BR 116 no estado de Minas, onde o asfalto está em boas condições e a sinalização também. O traçado é bastante sinuoso, o que exige atenção e cuidado. Não havia muito movimento na estrada ,talvez por ser um domingo e também dia de eleição.
Hospedei-me em um verdadeiro muquifo: um hotel na beira da estrada com lençóis encardidos e toalha mal-cheirosa. O atrativo é o preço: a bagatela de R$ 25,00 o quarto com banheiro!
E assim foi o primeiro dia na estrada. Sem sustos, sobressaltos ou surpresas, como convém!
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Chapada Diamantina - próximo destino
Já estive na Chapada Diamantina em uma viagem de moto (Bandit 1200) em março de 2011, ou seja, há um ano e meio atrás. Na época usei como base a cidade de Rio de Contas, e fiquei bastante impressionado com o local e com as coisas que vi, pois não imaginava que no sertão do nordeste pudesse haver cidades a mais de 1.000 m de altitude e com clima bom (ameno). Além do mais, o casario e o clima bucólico de Rio de Contas me conquistaram.
Agora, estou voltando à Chapada Diamantina, com algumas diferenças: vou de XT 660 R e usarei como base uma das cidades, Andaraí ou Mucugê. Isto significa que vou "comendo belas bordas", pois a principal porta de entrada da Chapada é Lençóis, e ainda não é desta vez que lá ficarei. Escolhi as menores cidades como base para ter mais tempo de me dedicar a elas e seus arredores, além do que o passado histórico é mais marcante e presente nestes pequenos municípios. Em uma próxima viagem, fecharei o ciclo, hospedando-me em Lençóis e visitando as atrações que deixei de ver nas duas viagens anteriores.
Não será uma viagem longa, estimo o máximo de 12 dias para todo o percurso, pois tenho compromissos assumidos no Rio que impedem um tempo de viagem maior. Caso eu não decida esticar a viagem até Aracaju, serão cerca de 4.000 km.
A bagagem está dentro da mala desde que cancelei a viagem ao centro-oeste e nordeste do país, em razão da crise de coluna devido a uma hérnia de disco, a qual estou tratando e controlando com fisioterapia. Nem precisarei arrumar as malas, está tudo pronto! Só espero que não haja imprevistos onde seja necessário fazer força, como levantar a moto ou retirar uma roda, pois não sei se serei capaz de fazê-lo. Deus e meus anjos da guarda têm me ajudado, e, com certeza, não me abandonarão desta vez!
Instalei na moto alguns itens que, acredito, me darão maior conforto na viagem: parabrisa mais alto, um banco mais ergonômico e suportes para alforjes (acho que esses eu não utilizarei).
Previsão de partida: 8 de outubro, dia seguinte às eleições.
Agora, estou voltando à Chapada Diamantina, com algumas diferenças: vou de XT 660 R e usarei como base uma das cidades, Andaraí ou Mucugê. Isto significa que vou "comendo belas bordas", pois a principal porta de entrada da Chapada é Lençóis, e ainda não é desta vez que lá ficarei. Escolhi as menores cidades como base para ter mais tempo de me dedicar a elas e seus arredores, além do que o passado histórico é mais marcante e presente nestes pequenos municípios. Em uma próxima viagem, fecharei o ciclo, hospedando-me em Lençóis e visitando as atrações que deixei de ver nas duas viagens anteriores.
Não será uma viagem longa, estimo o máximo de 12 dias para todo o percurso, pois tenho compromissos assumidos no Rio que impedem um tempo de viagem maior. Caso eu não decida esticar a viagem até Aracaju, serão cerca de 4.000 km.
A bagagem está dentro da mala desde que cancelei a viagem ao centro-oeste e nordeste do país, em razão da crise de coluna devido a uma hérnia de disco, a qual estou tratando e controlando com fisioterapia. Nem precisarei arrumar as malas, está tudo pronto! Só espero que não haja imprevistos onde seja necessário fazer força, como levantar a moto ou retirar uma roda, pois não sei se serei capaz de fazê-lo. Deus e meus anjos da guarda têm me ajudado, e, com certeza, não me abandonarão desta vez!
Instalei na moto alguns itens que, acredito, me darão maior conforto na viagem: parabrisa mais alto, um banco mais ergonômico e suportes para alforjes (acho que esses eu não utilizarei).
Previsão de partida: 8 de outubro, dia seguinte às eleições.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Gramado - serra gaúcha
Eu, Almir e Júlio, que participamos da aventura em março 2012 na Argentina e Chile, aproveitamos o feriadão de 7 de setembro e decidimos nos encontrar em Gramado, na serra gaúcha, para relaxar e traçar o roteiro da próxima viagem ao exterior, que deverá ocorrer em fevereiro de 2013. Eles levaram seu amigo Ezio, que está retornando após 10 anos nos EUA. Ele (ainda) não anda de moto, mas vamos iniciá-lo nesta vida de aventureiro, tanto que traçamos uma pequena viagem de 4 dias através do litoral e serra catarinense para que ele possa testar sua habilidade. O único porém é que ele não sabe andar de moto e nem possui uma, mas isto é contornável e solucionável! Esta viagem deverá ocorrer em outubro ou novembro próximo.
Foram dias agradáveis, de muita gastronomia, passeios e visitas.
Podemos destacar as atrações principais visitadas: museu Harley Davidson, Museu de Cera, Museu de carros americanos antigos, um museu com carros modernos onde se alugam Ferraris, Lamborghinis, Porsches e Mustangs, visita à vinícola Miolo com degustação, passeio de trem maria fumaça entre Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Cardoso, fábrica de chocolate artesanal, loja de fábrica Tramontina e mais algumas lojas de produtos e artigos da região.
Não fomos de moto, pois o tempo disponível não permitiria, mas nessas horas a rapidez dos aviões tem sua utilidade.
Seguem algumas fotos.
Foram dias agradáveis, de muita gastronomia, passeios e visitas.
Podemos destacar as atrações principais visitadas: museu Harley Davidson, Museu de Cera, Museu de carros americanos antigos, um museu com carros modernos onde se alugam Ferraris, Lamborghinis, Porsches e Mustangs, visita à vinícola Miolo com degustação, passeio de trem maria fumaça entre Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Cardoso, fábrica de chocolate artesanal, loja de fábrica Tramontina e mais algumas lojas de produtos e artigos da região.
Não fomos de moto, pois o tempo disponível não permitiria, mas nessas horas a rapidez dos aviões tem sua utilidade.
Seguem algumas fotos.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
O Norte pode esperar!
Infelizmente, terei que postergar a viagem que estava programando, passando por Palmas e retornando pelo litoral do nordeste. Estou com a bagagem pronta e a moto preparada, mas o resultado da ressonância magnética que fiz da coluna não foi bom.
Eu precisarei fazer fisioterapia para acabar com as dores, e depois fazer alguns exercícios para reforçar a musculatura da cintura, para que a hérnia de disco não progrida e outras hérnias não se formem.
É uma pena, pois o mês de agosto é o último mês sem chuvas na região de Goiás e Tocantins, a partir de setembro o tempo não é mais tão firme, ocorrendo fortes pancadas de chuvas, que não impedem, mas atrapalham qualquer viagem.
Vou aproveitar e fazer um aquecimento com pequenas viagens e passeios pela região próxima ao Rio de Janeiro, na medida em que minha coluna vertebral permitir.
Eu precisarei fazer fisioterapia para acabar com as dores, e depois fazer alguns exercícios para reforçar a musculatura da cintura, para que a hérnia de disco não progrida e outras hérnias não se formem.
É uma pena, pois o mês de agosto é o último mês sem chuvas na região de Goiás e Tocantins, a partir de setembro o tempo não é mais tão firme, ocorrendo fortes pancadas de chuvas, que não impedem, mas atrapalham qualquer viagem.
Vou aproveitar e fazer um aquecimento com pequenas viagens e passeios pela região próxima ao Rio de Janeiro, na medida em que minha coluna vertebral permitir.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Viagem adiada
Decidi adiar a viagem ao Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Dois fortes
motivos me levaram a tomar esta decisão:
1 - Atendendo a conselhos de diversos amigos (sensatos, diga-se de
passagem), aguardarei o resultado da ressonância magnética que fiz da coluna.
Tenho sentido dores, que só não são maiores devido aos relaxantes musculares e
anti-inflamatórios que venho tomando. Não tenho condições de sequer retirar uma
roda da moto em caso de necessidade;
2 -Pedidos dos filhos para passar com eles o dia dos pais. Este talvez
seja o motivo mais importante.
Assim, em princípio, partirei após o dia dos pais (domingo próximo, 12
de agosto de 2012), a menos que haja uma
recomendação médica expressa em contrário.
A moto e toda a bagagem já estão prontas em Rio Claro, onde me encontro
no momento. Ninguém mais do que eu anseia por esta partida! Enquanto não vou,
sigo cuidando da minha pequena frota de velharias!
sábado, 4 de agosto de 2012
Dúvida
Eu deveria estar partindo amanhã para Rio Claro, onde se encontra a XT 660R, e de lá, de moto, para a viagem cujo primeiro destino é Palmas (TO), porém uma crise aguda de dor na região lombar da coluna na semana passada me atrasou. Após radiografar a coluna, nada foi encontrado.
Como a dor estava muito forte, impedindo-me de fazer até mesmo movimentos básicos, como caminhar, estou tomando alguns remédios para amenizá-la, enquanto é pesquisada a sua causa. Fiz um exame de ressonância magnética, que só fica pronto no fim da semana que se inicia amanhã. Como as dores estão mais suportáveis devido à medicação, pensei em seguir viagem assim mesmo, mas ao mesmo tempo me pergunto: e se a dor aumentar durante a viagem? e se eu precisar fazer algum esforço, como, por exemplo, levantar a moto ou retirar uma roda? e se eu não conseguir suportar o ritmo da viagem sobre a moto? É muito tempo na estrada, e como estarei sozinho, não terei com quem contar em caso de necessidade.
Assim, não partirei para Rio Claro amanhã, mas sim depois de amanhã, na segunda feira, adiando por um dia a saída. Caso eu não me sinta em condições, aguardarei o resultado da ressonância e a próxima consulta médica.
O mês de agosto é o limite para viajar para o centro oeste e para o sertão do nordeste; em setembro começam as chuvas. Não desisti, em hipótese alguma! Aguardem mais notícias.
Como a dor estava muito forte, impedindo-me de fazer até mesmo movimentos básicos, como caminhar, estou tomando alguns remédios para amenizá-la, enquanto é pesquisada a sua causa. Fiz um exame de ressonância magnética, que só fica pronto no fim da semana que se inicia amanhã. Como as dores estão mais suportáveis devido à medicação, pensei em seguir viagem assim mesmo, mas ao mesmo tempo me pergunto: e se a dor aumentar durante a viagem? e se eu precisar fazer algum esforço, como, por exemplo, levantar a moto ou retirar uma roda? e se eu não conseguir suportar o ritmo da viagem sobre a moto? É muito tempo na estrada, e como estarei sozinho, não terei com quem contar em caso de necessidade.
Assim, não partirei para Rio Claro amanhã, mas sim depois de amanhã, na segunda feira, adiando por um dia a saída. Caso eu não me sinta em condições, aguardarei o resultado da ressonância e a próxima consulta médica.
O mês de agosto é o limite para viajar para o centro oeste e para o sertão do nordeste; em setembro começam as chuvas. Não desisti, em hipótese alguma! Aguardem mais notícias.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Nova aventura - Descobrindo o Brasil
Uma nova viagem está se delineando, e deverá ocorrer no próximo mês de
agosto (dentro de alguns dias), com partida prevista para o dia 4 ou dia 5. Desta vez, nada de neve,
cordilheiras e países andinos. Pretendo dar um giro pelo Brasil, passando por
diversas regiões, climas e paisagens: serra, cerrado, planalto, sertão, agreste
e litoral. Irei com a XT 660 R, para avaliá-la melhor e verificar os itens de conforto e segurança que deverei providenciar para a viagem ao Noroeste da Argentina em fevereiro 2013.
A viagem será dividida em 3 etapas:
1 - Rio de Janeiro até Palmas (TO). Neste trecho, predomina o cerrado. A partir de Brasília, ao invés de seguir pelas BRs 080 e 153, irei pelas GO 118
e TO 050, passando pela Chapada dos Veadeiros e algumas cidades históricas.
Distância aproximada: 2.058 km.
2 - Palmas a João Pessoa (PB). Atravessarei uma região de sertão, seca e com poucos
recursos, passando pelos estados de Tocantins, Maranhão, Piauí, Pernambuco,
Ceará e Paraíba, alcançando o litoral em João Pessoa. Distância: 2.226 km.
3 - João Pessoa ao Rio de Janeiro. Retorno ao Rio através do litoral do nordeste,
passando por Recife, Maceió, Aracaju e (talvez) Salvador. Há muitas praias a
conhecer e cidades históricas a revisitar, como Penedo (AL) e Marechal Deodoro
(AL). Ainda não decidi se voltarei de Salvador ao Rio pela BR 101 ou BR 116,
talvez escolha a BR 101, que me possibilitará passar por Vitória. Distância:
2.772 km.
A quilometragem total aproximada, incluido alguns passeios e tours pelas
cidades será de 7.500 km.
Aguardem mais notícias. Tomem assento na garupa e vamos em frente!
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Ruínas de São João Marcos III
Existem diversos passeios curtos a partir de Rio Claro. Hoje, ao
levantar, os termômetros marcavam 8 ºC. É bem frio, mas eu queria dar uma
voltinha na velha Honda Cb 500 Four.
Esperei o sol esquentar e parti para as ruínas de São João Marcos,
cidade que já foi a sede do município, antes de ser totalmente destruída e
inundada nos anos 1940, com a finalidade de aumentar o reservatório de Ribeirão
das Lajes e garantir o fornecimento de água e energia elétrica para a cidade do
Rio de Janeiro. A cidade havia sido tombada como patrimônio histórico, mas foi
"destombada" por ato do então presidente-ditador Getúlio Vargas para
que pudesse transformar-se em uma represa. Os moradores foram todos retirados e
as construções demolidas, para que não retornassem. Todos perderam suas raízes
e referências.
A cidade, ou o que restou dela, fica a 23 km de Rio Claro, sendo 20 km
em uma estrada recém asfaltada, um verdadeiro tapete, e 3 km de terra, uma
estrada bem ruinzinha, onde carros mais baixos não passam sem raspar o fundo.
Trecho do acesso às ruínas de S.J. Marcos
Ponte na entrada da cidade
Rua da cidade
Ruínas da igreja matriz
Pórtico de entrada da igreja
Rua da cidade
Rua da cidade, com parte submersa
Teatro municipal (o que restou)
Trecho do acesso às ruínas de S.J. Marcos
Ponte na entrada da cidade
Rua da cidade
Ruínas da igreja matriz
Pórtico de entrada da igreja
Rua da cidade
Rua da cidade, com parte submersa
Teatro municipal (o que restou)
Uma visita às ruínas da cidade foi narrada no blog anterior
"Viagens e aventuras de moto", que tirei do ar. Não vou repetir o que
foi a cidade de São João Marcos e o que fizeram com ela, apenas me limitarei a
mostrar algumas fotos.
Quem quiser mais informações sobre a cidade inundada, como chegar e algo
sobre a sua história, deixe um comentário ao final da postagem.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Serra de Rio Claro II
Na postagem anterior, relatei que subi a serra em Rio Claro até o local
conhecido como Pedra do Rastro com a CG 125, aproveitando que deram uma
melhorada no caminho.
Na Pedra do Rastro a trilha bifurca: tomando-se o lado esquerdo, vai
sair no sertão dos Hortelãs, e de lá chega-se ao sertão do Prata. ambos sobre
as montanhas, isolados da civilização.
Novamente, peguei a valente CG ano 1982 disposto a chegar ao sertão dos
Hortelãs através da serra cujo caminho se inicia na minha propriedade. O primeiro
trecho até a Pedra do Rastro é bastante íngreme, mas a moto deu conta sem
reclamar. Devemos lembrar que é uma moto antiga e totalmente street, totalmente
fora de propósito para percorrer trilhas.
Após a Pedra do Rastro o caminho vai piorando: travessia de rios, pedras
e algum sobe-e-desce da trilha, mas ainda em condições razoáveis para ser
percorrida em tempo seco. Atravessei 3 cursos d'água, sendo que em um deles a
água chegou ao meio da moto. As subidas foram ficando cada vez mais íngremes, e
algumas eu só conseguia vencer queimando a embreagem e a roda dianteira
levantando. Um perigo, pois se eu caísse para trás rolaria a pirabeira embolado
com a moto.
Mais adiante, acabou o caminho melhorado com o auxílio de máquinas: a
trilha ficou estreita, pedregosa e cheia de perigos, como barrancos, valas e
degraus. Continuei seguindo, abrido porteiras e atravessando rios.
Em determinado ponto, após atravessar o 4º curso d'água, decidi desistir
e voltar, pois o caminho foi estreitando e as travessias de rios foram ficando
críticas para uma moto street antiga de 125 cilindradas Tive muita vontade de
me aventurar e seguir em frente, mas caso algo me acontecesse (tombo, enguiço)
não haveria qualquer pessoa para me ajudar. Eu já houvera subido muito,estava
acima dos cumes de diversas montanhas ao redor, e ainda havia um enorme morro a
vencer.
Tive muito trabalho para virar a moto sozinho no local onde estava, pois
a trilha era muito estreita, bem menor que o comprimento da moto. Consegui, com
alguma dificuldade, virá-la na direção
do retorno, e empreendi a enorme descida de volta. Só para ter uma idéia da
inclinação, a moto em 1ª marcha
necessitava ser freiada com os 2 freios para não ganhar velocidade. Até os
freios a tambor da pequena CG surpreenderam, pois não houve
fadiga, e olhe que desci freiando todo o tempo.
O caminho percorrido e o visual em torno são muito bonitos, a impressão
que se tem é que estamos em um local
totalmente isolado, sem qualquer civilização por perto em um raio de 500 km! O
ambiente é totalmente rural: cavalos, bois, morros, matas e nenhuma pessoa ao
longo de todo o percurso. Passei por algumas casas fechadas e currais
abandonados. Nada de gente! Curioso é que estamos praticamente dentro de Rio
Claro e a apenas 138 km do Rio. Como existem locais a serem descobertos, sendo alguns no quintal de nossa casa!
Tenho idéia de voltar, porém com uma moto mais adequada, para fazer o
caminho completo até o sertão dos Hortelãs.
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