segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Viagem adiada


Decidi adiar a viagem ao Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Dois fortes motivos me levaram a tomar esta decisão:
1 - Atendendo a conselhos de diversos amigos (sensatos, diga-se de passagem), aguardarei o resultado da ressonância magnética que fiz da coluna. Tenho sentido dores, que só não são maiores devido aos relaxantes musculares e anti-inflamatórios que venho tomando. Não tenho condições de sequer retirar uma roda da moto em caso de necessidade;
2 -Pedidos dos filhos para passar com eles o dia dos pais. Este talvez seja o motivo mais importante.
Assim, em princípio, partirei após o dia dos pais (domingo próximo, 12 de agosto de 2012),  a menos que haja uma recomendação médica expressa em contrário.
A moto e toda a bagagem já estão prontas em Rio Claro, onde me encontro no momento. Ninguém mais do que eu anseia por esta partida! Enquanto não vou, sigo cuidando da minha pequena frota de velharias!





sábado, 4 de agosto de 2012

Dúvida

Eu deveria estar partindo amanhã para Rio Claro, onde se encontra a XT 660R, e de lá, de moto,  para a viagem cujo primeiro destino é Palmas (TO), porém uma crise aguda de dor na região lombar da coluna  na semana passada me atrasou. Após radiografar a coluna, nada foi encontrado.

Como a dor estava muito forte, impedindo-me de fazer até mesmo movimentos básicos, como caminhar, estou tomando alguns remédios para amenizá-la, enquanto é pesquisada a sua causa. Fiz um exame de ressonância magnética, que só fica pronto no fim da semana que se inicia amanhã. Como as dores estão mais suportáveis devido à medicação, pensei em seguir viagem assim mesmo, mas ao mesmo tempo me pergunto: e se a dor aumentar durante a viagem? e se eu precisar fazer algum esforço, como, por exemplo, levantar a moto ou retirar uma roda? e se eu não conseguir suportar o ritmo da viagem sobre a moto? É muito tempo na estrada, e como estarei sozinho, não terei com quem contar em caso de necessidade.
Assim, não partirei para Rio Claro amanhã, mas sim depois de amanhã, na segunda feira, adiando por um dia a saída. Caso eu não me sinta em condições, aguardarei o resultado da ressonância e a próxima consulta médica.
O mês de agosto é o limite para viajar para o centro oeste e para o sertão do nordeste; em setembro começam as chuvas. Não desisti, em hipótese alguma! Aguardem mais notícias.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Nova aventura - Descobrindo o Brasil


Uma nova viagem está se delineando, e deverá ocorrer no próximo mês de agosto (dentro de alguns dias), com partida prevista para o dia 4 ou dia 5. Desta vez, nada de neve, cordilheiras e países andinos. Pretendo dar um giro pelo Brasil, passando por diversas regiões, climas e paisagens: serra, cerrado, planalto, sertão, agreste e litoral. Irei com a XT 660 R, para avaliá-la melhor e verificar os itens de conforto e segurança que deverei providenciar para a viagem ao Noroeste da Argentina em fevereiro 2013.



A viagem será dividida em 3 etapas:

1 - Rio de Janeiro até Palmas (TO). Neste trecho,  predomina o cerrado. A partir de Brasília, ao invés de seguir pelas BRs 080 e 153, irei pelas GO 118 e TO 050, passando pela Chapada dos Veadeiros e algumas cidades históricas. Distância aproximada: 2.058 km.
2 - Palmas a João Pessoa (PB). Atravessarei uma região de sertão, seca e com poucos recursos, passando pelos estados de Tocantins, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Ceará e Paraíba, alcançando o litoral em João Pessoa. Distância: 2.226 km.
3 - João Pessoa ao Rio de Janeiro. Retorno ao Rio através do litoral do nordeste, passando por Recife, Maceió, Aracaju e (talvez) Salvador. Há muitas praias a conhecer e cidades históricas a revisitar, como Penedo (AL) e Marechal Deodoro (AL). Ainda não decidi se voltarei de Salvador ao Rio pela BR 101 ou BR 116, talvez escolha a BR 101, que me possibilitará passar por Vitória. Distância: 2.772 km.

A quilometragem total aproximada, incluido alguns passeios e tours pelas cidades será de 7.500 km.
O tempo total estimado é de 22 dias.

Aguardem mais notícias. Tomem assento na garupa e vamos em frente!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ruínas de São João Marcos III


Existem diversos passeios curtos a partir de Rio Claro. Hoje, ao levantar, os termômetros marcavam 8 ºC. É bem frio, mas eu queria dar uma voltinha na velha Honda Cb 500 Four.
Esperei o sol esquentar e parti para as ruínas de São João Marcos, cidade que já foi a sede do município, antes de ser totalmente destruída e inundada nos anos 1940, com a finalidade de aumentar o reservatório de Ribeirão das Lajes e garantir o fornecimento de água e energia elétrica para a cidade do Rio de Janeiro. A cidade havia sido tombada como patrimônio histórico, mas foi "destombada" por ato do então presidente-ditador Getúlio Vargas para que pudesse transformar-se em uma represa. Os moradores foram todos retirados e as construções demolidas, para que não retornassem. Todos perderam suas raízes e referências.
A cidade, ou o que restou dela, fica a 23 km de Rio Claro, sendo 20 km em uma estrada recém asfaltada, um verdadeiro tapete, e 3 km de terra, uma estrada bem ruinzinha, onde carros mais baixos não passam sem raspar o fundo.
                                          Trecho do acesso às ruínas de S.J. Marcos

                                          Ponte na entrada da cidade
                   
 
                                          Rua da cidade                                  
   
                                          Ruínas da igreja matriz  

                                          Pórtico de entrada da igreja

                                          Rua da cidade
                                                       Rua da cidade, com parte submersa

                                          Teatro municipal (o que restou)

Uma visita às ruínas da cidade foi narrada no blog anterior "Viagens e aventuras de moto", que tirei do ar. Não vou repetir o que foi a cidade de São João Marcos e o que fizeram com ela, apenas me limitarei a mostrar algumas fotos.
Quem quiser mais informações sobre a cidade inundada, como chegar e algo sobre a sua história, deixe um comentário ao final da postagem.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Serra de Rio Claro II



Na postagem anterior, relatei que subi a serra em Rio Claro até o local conhecido como Pedra do Rastro com a CG 125, aproveitando que deram uma melhorada no caminho.

Na Pedra do Rastro a trilha bifurca: tomando-se o lado esquerdo, vai sair no sertão dos Hortelãs, e de lá chega-se ao sertão do Prata. ambos sobre as montanhas, isolados da civilização.
Novamente, peguei a valente CG ano 1982 disposto a chegar ao sertão dos Hortelãs através da serra cujo caminho se inicia na minha propriedade. O primeiro trecho até a Pedra do Rastro é bastante íngreme, mas a moto deu conta sem reclamar. Devemos lembrar que é uma moto antiga e totalmente street, totalmente fora de propósito para percorrer trilhas.

Após a Pedra do Rastro o caminho vai piorando: travessia de rios, pedras e algum sobe-e-desce da trilha, mas ainda em condições razoáveis para ser percorrida em tempo seco. Atravessei 3 cursos d'água, sendo que em um deles a água chegou ao meio da moto. As subidas foram ficando cada vez mais íngremes, e algumas eu só conseguia vencer queimando a embreagem e a roda dianteira levantando. Um perigo, pois se eu caísse para trás rolaria a pirabeira embolado com a moto.

Mais adiante, acabou o caminho melhorado com o auxílio de máquinas: a trilha ficou estreita, pedregosa e cheia de perigos, como barrancos, valas e degraus. Continuei seguindo, abrido porteiras e atravessando rios.

Em determinado ponto, após atravessar o 4º curso d'água, decidi desistir e voltar, pois o caminho foi estreitando e as travessias de rios foram ficando críticas para uma moto street antiga de 125 cilindradas Tive muita vontade de me aventurar e seguir em frente, mas caso algo me acontecesse (tombo, enguiço) não haveria qualquer pessoa para me ajudar. Eu já houvera subido muito,estava acima dos cumes de diversas montanhas ao redor, e ainda havia um enorme morro a vencer.


Tive muito trabalho para virar a moto sozinho no local onde estava, pois a trilha era muito estreita, bem menor que o comprimento da moto. Consegui, com alguma dificuldade,  virá-la na direção do retorno, e empreendi a enorme descida de volta. Só para ter uma idéia da inclinação,  a moto em 1ª marcha necessitava ser freiada com os 2 freios para não ganhar velocidade. Até os freios  a tambor  da pequena CG surpreenderam, pois não houve fadiga, e olhe que desci freiando todo o tempo.

O caminho percorrido e o visual em torno são muito bonitos, a impressão que se tem é que estamos  em um local totalmente isolado, sem qualquer civilização por perto em um raio de 500 km! O ambiente é totalmente rural: cavalos, bois, morros, matas e nenhuma pessoa ao longo de todo o percurso. Passei por algumas casas fechadas e currais abandonados. Nada de gente! Curioso é que estamos praticamente dentro de Rio Claro e a apenas 138 km do Rio. Como existem locais a serem descobertos,  sendo alguns no quintal de nossa casa!
Tenho idéia de voltar, porém com uma moto mais adequada, para fazer o caminho completo até o sertão dos Hortelãs.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Serra de Rio Claro


Estando em Rio Claro, costumo fazer alguns passeios pelas redondezas, sempre há coisas novas a descobrir, apesar de eu frequentar o local desde que nasci.
Há um caminho, que se inicia como uma servidão dentro da minha propriedade, que leva ao sertão e a alguns currais e fazendas localizados no alto das montanhas, e, seguindo-se este mesmo caminho é possível chegar-se ao sertão dos Hortelãs e sertão do Prata, e, por conseguinte, atingir-se o povado de Pouso Seco e a cidade de Bananal.
Este caminho, obviamente sem qualquer traço de pavimentação ou drenagem, só era possível ser percorrido a cavalo ou em motos preparadas para trilhas pesadas, inclusive com pneus especiais. Há algum tempo atrás, a prefeitura local passou um trator pelo caminho, tornando possível passar com motos "normais" ao longo de quase toda a sua extensão. Claro que motos tipo custom, superesportivas ou grandes nakeds estão descartadas, devido ao seu peso e à pequena altura do solo.

Assim, hoje pela manhã, peguei minha pequena e velhinha CG 125, com seus pneus street, e me aventurei a subir a trilha até o local conhecido como Pedra do Rastro. Achei que a moto não teria forças para vencer a forte inclinação, mas ela me surpreendeu. Eu poderia ter ido além, talvez até o sertão do Prata, 14 km morro acima, mas achei prudente retornar, pois não sabia o que encontraria pela frente, e qualquer emergência sozinho torna-se calamitosa, mas é certo que voltarei ao local outro dia para percorrer todo o caminho.

A vista é muito bacana, e a imensidão verde do alto das montanhas me agrada muito.
Apenas um momento triste: encontrei uma égua que acabara de cair de um barranco morta na beira do caminho. A coisa aconteceu minutos antes da minha passagem, pois ela ainda sangrava muito pelas narinas, e o sangue que corria como um riacho ladeira abaixo sequer havia coagulado, e ainda pingava das narinas da égua, que deve ter dado uma forte pancada com a cabeça ao cair,  fraturando o crânio. Uma pena, mas nada havia a fazer.

E assim desci o caminho que houvera vencido morro acima até chegar de volta em casa, com a convicção de que voltarei brevemente ao local, apesar de não ter intimidade com trilhas ou fora-de-estrada e de não ter a moto e as vestimentas adequadas. Nem por isso deixo de conhecer as belezas da natureza que se me apresentam!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Passeio agradável

Estava em Rio Claro, para onde fora com a nova XT 660 R, a fim de me familiarizar com ela.
Combinei com o Hélio no sábado (16/6/2012) à noite por telefone sobre ele pegar a Falcon e levá-la para o Rio. Ele pegou um ônibus às 6:00 h do domingo (dia seguinte - 17/6/2012) para Barra Mansa e eu fui buscá-lo de fusca na rodoviária daquela cidade do Sul Fluminense duas horas após.
Ao chegarmos a Rio Claro, pegamos as 2 motos (Falcon e XT 660) e saímos para dar uma volta, pois o Hélio não andava de moto há mais de 15 anos.

Seguimos pela recém-pavimentada estrada da Água Fria, que liga Rio Claro a Mangaratiba. A temperatura estava bastante agradável, e o céu aberto. Andamos entre pastos, fazendas, morros e rios até a entrada do parque ecológico de São João Marcos, para que ele sentisse a moto nas curvas, aclives e declives.


Retornamos ao sítio e nos preparamos para fazer a viagem de volta ao Rio.
Viemos de Rio Claro ao Rio com muita tranquilidade, a Dutra não estava  cheia e o tempo apresentava-se muito bom para pegar estrada, com sol, porém sem calor, coisa típica do inverno.
Foi um bom treino de ambientação para ambos: ele, com a Falcon e eu com a XT 660. Creio que ambos estamos prontos para as motos.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O último dia


Às 7:40 h estava entrando na BR 040 com destino ao Rio, após fechar a conta e tomar café no hotel Hebron, em Três Marias. Estava frio no cerrado, apesar do prenúncio de céu azul e dia quente.
Segui sem  pressa, e 3 horas depois da partida cheguei ao anel rodoviário de Belo Horizonte. O trânsito estava parado, com os caminhões soltando fumaça e invadindo as 3 pistas. Segui com cuidado pelo corredor entre os caminhões durante 40 minutos, até chegar ao início do trecho BH - Rio da BR 040. O anel de BH é um problema que demanda uma solução urgente, mas não vejo qualquer movimento neste sentido. Talvez um anel mais externo, como fizeram em São Paulo seja a solução, pois o atual acabou ficando muito próximo ao centro, com a expansão da cidade.
Quando saí do anel e achei que as coisas iriam melhorar, foi que vi o que era o inferno. O trecho entre Belo Horizonte e Conselheiro Lafayete da BR 040 é uma verdadeira selvageria: asfalto em péssimas condições, rodovia sem sinalização e sem acostamento, caminhões em alta velocidade, poeira das mineradoras, caçambas de caminhões soltando pedras e pó de minério, quebra molas, pardais e trânsito muito intenso, com a estrada sobrecarregada de caminhões. Esta situação só foi melhorar após 100 km de Belo Horizonte, mesmo assim a estrada continuou péssima e perigosa.
Mantive velocidade entre 110 e 120 km/h, estava difícil andar em segurança  mais rápido do que isso. O ronco do motor da Bandit foi me fazendo companhia e me mentendo calmo, como uma música para os ouvidos.
A partir de Juiz de Fora, a estrada é concessionada e duplicada, melhorando substancialmente, e permitindo andar um pouco mais rápido.
Na descida da serra de Petrópolis, outro congestionamento: o transporte de uma peça com 8 m de largura ocupava as duas pistas e metade de cada acostamento. O comprimento também era muito grande, a prancha que a transportava tinha mais de 40 eixos. Com o trânsito represado pela PRF, o conjunto descia a serra a 5 km/h, puxando uma enorme "procissão" atrás de si. Em uma curva, a carreta-prancha parou: quebrou-se um dos eixos, com a peça no meio da curva e no meio da pista!
A PRF liberou os carros que conseguissem passar (bendita moto!) e desci a serra sem qualquer carro à frente.
5 km adiante, ainda na serra, havia outro acidente: um caminhão houvera capotado e estava atravessado no meio da pista. Passei pelo acostamento e segui viagem, mas, com certeza, os carros levarão horas para descer a serra. Os caminhões e ônibus, esses nem poderão passar, somente o farão quando forem retirados da pista a carreta-prancha e o caminhão capotado. Coitados!
Com a estrada vazia, ficou uma beleza andar, mas não é que após o pedágio de Xerém a estrada ficou novamente cheia? De onde brotaram tantos carros, se a serra estava fechada há mais de meia hora? A estrada foi ficando cada vez mais cheia de carros, porém não havia caminhões. Até agora me pergunto de onde surgiram tão rapidamente! Pareciam ervas-daninhas, brotavam e se proliferavam!
Cheguei em casa às 17:10 h.
Foi uma ótima viagem, curta e proveitosa; não só pela viagem de moto em si, mas pelos locais que conheci e gostei tanto que pretendo voltar breve. O total percorrido foi pouco mais de 3.000 km.
A moto fez  média geral de 17 km/litro de gasolina, o que considero muito bom, considerando-se o conforto, a segurança e o desempenho que ela oferece. Não houve qualquer problema mecânico, nem mesmo um parafuso frouxo, mesmo a moto tendo andado em estradas de terra e alfaltos ruins.
Mais uma vez, fui acompanhado de perto por meus anjos da guarda, que, sob o comando do Divino, cuidaram de me trazer de volta são e salvo.
Até a próxima!

Guilherme Edel
Suzuki Bandit 1200 ano 2006
Junho 2012

domingo, 3 de junho de 2012

Retornando...

Todo retorno de viagem, principalmente quando o percurso é o mesmo da ida, tende a ser chato e sem graça. Curiosamente, desta vez acordei disposto a pegar a estrada, sem me importar que caminho iria fazer.
Depois de 230 km cheguei ao Distrito Federal, o qual levei 1 hora e meia para atravessar, pois a velocidade é controlada através de inúmeros "pardais. Ao sair do DF, o caos é total, com carros cruzando a pista o tempo todo, ciclistas, carros velhos, quebra-molas aos montes e muitos caminhões e maus motoristas. Bem pior que a periferia do Rio de Janeiro, é quase a Índia!
Passado esse trecho sem lei e ordem, a estrada voltou a ficar mais vazia, com predominância absoluta de caminhões, mas a quantidade não era demais.
Às 16:30 h cheguei a Três Marias. Não valia a pena seguir mais adiante, pois, segundo informações, não haveria boas acomodações para dormir em menos de 100 km. Entrei na cidade e fui diretamente para o Hotel Hebron, o mesmo que fiquei na ida.
Tomei um banho e saí pelas ruas. Para não perder o hábito, tomei um sorvete com tudo que tinha direito (e não posso comer!). Em Alto Paraíso, cheguei a tomar 3 taças de sorvete com salada de frutas no mesmo dia, não podia perder o ritmo!
                                          Luar sobre Três Marias


Amanhã, se tudo correr bem, devo chegar ao Rio ao anoitecer. A moto está uma maravilha, parece que a retirei da concessionária ontem. Não sente o peso dos 6 anos e 78.000 km bem rodados. Ao torcer o cabo, ela ultrapassa os 200 km/h com facilidade, e consegue manter altas velocidades sem esforço.
Apesar de haver abusado da velocidade em alguns trechos, mantive um ritmo mais tranqüilo que o da ida, a 120 km/h. A esta velocidade a moto fica econômica e eu me canso menos, devido à menor tensão. E ainda há uma razoável reserva de potência para ultrapassagens ou qualquer necessidade.

sábado, 2 de junho de 2012

Mais cachoeiras!

Mais um dia cheio de cachoeiras! Incrível a quantidade delas na Chapada dos Veadeiros, principalmente na região de Alto Paraíso. Quase não se vê rios. Vai-se andando pelas trilhas e de repente "aparece" uma fantástica cachoeira! Muito legal isto.
A primeira a ser visitada foi Almécegas I. Pega-se a estrada para o povoado de São Jorge, entra-se na fazenda São Bento e anda-se em uma terrível estrada de terra de 6 km, com subidas e descidas íngremes, muitas pedras soltas e areia fofa nos trechos planos. Havia 2 "mata-burros" no caminho com as aberturas no sentido longitudinal, um desafio e grande perigo para as motos.
                                          E agora?

Após a estrada de terra, estacionei a moto e segui por uma trilha de alguns quilômetros, íngreme e pedregosa. Chega-se à cachoeira em seu topo, uma coisa maravilhosa, com grande altura e bom volume de água.

Desci por uma trilha ainda pior até a base da cachoeira, onde há um imenso e profundo poço. Tomei um banho delicioso naquela água gelada, nadei muito.
                                           Almécegas I 

Retornei pela mesma trilha até onde havia deixado a moto, e tomei o caminho da cachoeira Almécegas II. Estrada difícil, mas após estacionar a trilha era mais fácil que a primeira. Tirei algumas fotos mas não tomei banho. O poço da cachoeira é mais ensolarado, havia algumas pessoas aproveitando o sol e as águas limpas.

Voltei ao estacionamento, peguei a moto e fiz toda a estradinha de volta, com muito cuidado, até a entrada da fazenda São Bento. Ainda havia uma cachoeira a visitar, a São Bento, que é uma queda d'água pequena com um enorme poço ensolarado. Excelente para banho, e a trilha é de apenas 300 m em bom estado atravessando a fazenda, onde fui ameaçado por 6 gansos.
Retornei a Alto Paraíso para almoçar.
À tarde, tomei a estrada para São Jorge e andei 22 km, até o local chamado Jardim de Maytreia. Na verdade é um local de onde se tem uma bela vista de um trecho da chapada, com sua flora exuberante e morros ao fundo, um cenário de pintura ou cartão postal.
                                          Jardim de Maytreia
                                          
Aliás, a estrada que liga Alto Paraíso a São Jorge é uma boa amostra do que é a  Chapada dos Veadeiros, pois passa junto a morros, planícies e ondulações, mostrando o belo relevo e a intensa e variada flora da chapada. Nesta época do ano as quaresmeiras estão floridas, acrescentando um tom lilás à paisagem. Muito belo!
Na volta a Alto Paraíso mandei lavar a moto, pois estava toda grudada de óleo misturado com a poeira das estradas de terra por onde passei. Está pronta para o retorno!
Será necessário voltar, pois não conheci 10% das atrações do local. Há canions, águas termais, sertões e muitas outras coisas a serem vistas, além de algumas dezenas de rios, poços e cachoeiras. Talvez seja melhor ficar hospedado no povoado de São Jorge, pois a maioria das atrações que deixei de visitar ficam ao seu redor. Nesta viagem, procurei cobrir as atrações que ficam em torno da cidade de Alto Paraíso, e São Jorge fica a 37 km de Alto Paraíso, sendo que um trecho da estrada é de terra. Até que a Bandit se saiu muito bem nas estradas por onde andou, mesmo não tendo sido projetada para isto. É uma moto para asfalto bom, mas sua robustez e resistência mostram que ela pode se aventurar em locais que não são para ela, mas é preciso ter  cuidado.
Voltarei com certeza!


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Cachoeiras e mais cachoeiras!

Esperei servirem o café da manhã na pousada para poder sair explorando as cercanias de Alto Paraíso.
Peguei a rodovia GO 118 em direção ao estado do Tocantins, até uma saída de terra, que leva à cachoeira dos Cristais. Após 3 km em uma estradinha de terra que não foi feita para a Bandit, chega-se ao início da trilha para a cachoeira. Na verdade, são 8 saltos e poços em um desnível de 92 m e extensão de 800 m. Cada salto é diferente do outro, e todos formam poços onde é possível tomar banho. O rio é de águas límpidas e cristalinas, um espetáculo da natureza e um convite ao banho.


Após conhecer os 8 saltos, retornei ao ponto de origem e entrei em outra trilha, que leva à cachoeira da Água Fria. São 2 km (4 km ida e volta) dentro do cerrado, o caminho é irregular e pedregoso, mas a vista das montanhas ao redor durante a caminhada vale. Chega-se à cachoeira da Água Fria por cima, é uma queda de mais de 100 m, dá até frio na barriga chegar na borda e olhar para baixo.


Retornei pela mesma trilha da ida, peguei a moto e segui pela GO 118 até o pico do Pouso Alto, ponto culminante da região, com 1.675 m de altitude. Venta bastante e faz até um pouco de frio, apesar do céu azul e o sol a pino.

Retornei a Alto Paraíso, onde almocei um peixe à pururuca em em restaurante bem charmoso.
Uma coisa que me chamou a atenção desde que cheguei aqui e que preciso falar é sobre a qualidade do atendimento em todos os locais por onde passei: restaurantes, sorveteria, pousada, atrações, lojas, supermercados e padarias. Sempre atencioso, cortês e simpático, por pessoas alegres e de bem com a vida. Nunca vi algo parecido, sentimo-nos como um rei!


Bem, voltando aos passeios, após o almoço fui ao conjunto de saltos e poços para banho chamado de "Lokinhas". A estrada de terra para chegar é uma verdadeira trilha, tive receio de levar um tombo com a Bandit, que é totalmente inadequada para este tipo de caminho: areia solta, pedras soltas, degraus na pista, subidas e descidas muito íngremes, trechos em cima de lajes de pedra e por aí vai. Andei com muito cuidado e tive sorte.

São 2 rios de águas transparentes que formam uma seqüencia de 7 poços grandes com pequenas quedas d'água, percorridos em 2 trilhas de 1 km cada, dentro da mata. Não resisiti, tirei a roupa, coloquei a sunga e tomei banho no maior dos poços. Não havia ninguém no local, deu para dar umas braçadas na água. O poço era muito fundo, devia ter de 3m a 4m de profundidade. Uma delícia!

Retornei e começou a chuviscar, meu medo era a  estrada de terra de 5 km ficar escorregadia demais, mas não houve problema, voltei com todo cuidado, sem tombos!
Novamente em Alto Paraíso, tomei uma salada de frutas com sorvete, que ninguém é de ferro. Já foram 3 desde ontem, é tão bom que vicia!
Conheci um inglês que está viajando por toda a América do Sul com um caminhão com um pedaço de carroceria de ônibus em cima. Uma aberração, mas diferente e interessante. Ele despachou o "monstro" da Inglaterra até o Equador e já percorreu Equador, Colômbia, Peru, Chile e Argentina. Agora está conhecendo o Brasil. Como é que ele descobriu e veio parar em Alto Paraíso?