domingo, 24 de setembro de 2017

7º dia - Foz do Iguaçu a Curitiba

Ao contrário de ontem, hoje a viagem foi muito tranquila e rendeu bem. Rodamos 633 km em 10 horas, o dobro da quilometragem de ontem praticamente no mesmo tempo.
Estradas vazias, asfalto em ótimas condições, rodovias seguras e temperaturas civilizadas, sem o stress de poder ser parado a qualquer momento por policiais corruptos! O único porém foi a quantidade e o valor dos pedágios: são 9 postos de cobrança, com preços variando entre R$ 7,40 e R$ 6,10. Isso para motos! Para carros é o dobro do valor, uma pequena fortuna por 600 km!
Não há muito o que falar deste deslocamento, apenas que andamos bem e que não passamos por qualquer susto ou situação não prevista. Ao entrar em Curitiba, uma cidade grande, utilizamos o GPS do Espin, que nos conduziu até um hotel bacana no centro.
                                  Preparando para partir, em Foz do Iguaçu

sábado, 23 de setembro de 2017

6º dia - De volta ao Brasil (Foz do Iguaçu)

Saímos do hotel em Assunção às 7:30 h. É necessário andar mais de 20 km dentro da cidade até chegar na estrada. Achávamos que o trânsito estaria livre por ser um sábado, mas nos enganamos: pegamos um tremendo congestionamento que não permitia nem a passagem de motos entre os carros! Perdemos exatamente 1 hora presos no colossal engarrafamento.
A estrada estava cheia, muitos carros, caminhões, motoboys e pedestres para todo lado. Seguimos com cuidado e atenção, não só devido à estrada, mas principalmente para evitar cair nas garras de policiais corruptos! Passamos por muitos postos de controle sem que fôssemos parados, e fomos avançando lentamente, a viagem não rendia.
Almoçamos em um restaurante de beira de estrada e continuamos em nosso ritmo, sem chuva e com calor.

                                    Na estrada

                                              Almoço em Caaguazu
Ao chegar em Ciudad del Este, um monstruoso engarrafamento no meio de um calor sufocante nos aguardava: ônibus, carros, mototaxis, pedestres, tudo completamente parado. Fomos forçando passagem e chegamos à aduana paraguaia depois 1 hora no calor e no trânsito. Fizemos os trâmites de saída do Paraguai e atravessamos a ponte a amizade, que une Brasil e Paraguai, ingressando no Brasil.
Após a travessia, em Foz do Iguaçu, tratamos de conseguir hotel e nos instalamos. Eram 16:20 h, estávamos esgotados pela tensão, pelo calor e pelos engarrafamentos, sem contar o desgaste de viajar em uma estrada de 3º mundo.
                                           Congestionamento em Ciudad del Este


                                                      Congestionamento em Ciudad del Este
                                           Hotel em Foz do Iguaçu

Rodamos 345 km em quase 9 horas de viagem, quando já fiz o dobro e não cheguei tão cansado.
Era nossa intenção ir ao Paraguai fazer algumas compras, mas nenhum de nós tinha disposição para tal. Saímos então para jantar no shopping Cataratas e retornamos ao hotel para descansar de um dia extenuante.
                                   Jantar no shopping Cataratas

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

5º dia - mais um dia em Assunção

Houve uma brusca e inesperada mudança no tempo: após o calor dos últimos dias, o tempo amanheceu fechado e frio! Dos 37 ºC de ontem, a temperatura caiu para 18 ºC!
Saí para caminhar e tive que voltar ao hotel e trocar a bermuda por uma calça comprida!
Andei por horas pelas ruas e avenidas à procura de algo interessante para ver e fotografar e não encontrei! A cidade é toda plana, não há relevo ou ao menos uma região mais bonita. Tudo é mal cuidado e há lixo espalhado por toda parte. O trânsito é pesado e caótico e a educação não é um atributo dos motoristas. As calçadas estão deterioradas e repletas de camelôs. Policiais armados com escopetas nas calçadas e esquinas. Não há algo que possa atrair turistas, nem o preço das coisas (roupas, eletrodomésticos, eletrônicos) é baixo. O que me assusta é que se não tomarmos medidas urgentes. caminhamos para algo parecido.
Fotografei alguns prédios públicos que se destacavam entre os demais (são os únicos em melhor estado), e, no mais, andei e andei...




                                        Favelas: presença constante na América do Sul

Enquanto eu andava pelas ruas de Assunção, Ricardo e Espin foram de moto até a avenida Costanera tirar algumas fotos.
Na hora do almoço, Cristian e sua namorada Helen vieram de moto ao hotel e saímos juntos para almoçar. Cristian e seu irmão Rodrigo foram de uma gentileza incrível, algum dia teremos que retribuir a atenção e o apoio que nos deram.


                                  Ricardo, GE, Espin, Helen e Cristian - selfie by Cristian

Mais tarde, enquanto Espin descansava no hotel, eu e Ricardo saímos a pé e fizemos um lanche no famoso Bolsi, um dos locais mais recomendados por todos os guias de turismo. O local é agradável e charmoso, comemos empanadas e tomamos café com leite.
Finalmente, à noite, jantamos uma pizza próximo ao hotel e nos recolhemos para encarar um dia de estrada amanhã, com previsão de chuva!





                                            Lanche no famoso Bolsi - selfie by Ricardo

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

4º dia - Assunção


Após o café da manhã, Rodrigo, irmão do Cristian, passou no nosso hotel e levou-nos de carro para um tour por Assunção. Ambos têm sido muito gentis e prestativos conosco.
Passamos pelos pontos principais da cidade e fomos ao ponto mais alto, um morro de onde se avista Assunção e cidades vizinhas, e também tem-se uma idéia de como o rio Paraguai a contorna. Trata-se do Cerro Lambaré, com 136 m de altura.
Ao nos deixar de volta no hotel, eu estava enjoado, mas acho que foi por circular de carro no trânsito da cidade.

                                 Palácio de Governo

                                  Na escadaria do Cerro Lambaré: Espin, Ricardo, Rodrigo e GE



                                  Estátua de um Guarani
                                           Rio Paraguai

Almoçamos, eu, Ricardo e Espin em um restaurante a quilo próximo ao hotel, uma comida boa, honesta e barata. Por falar em preços, nada é exatamente caro em Assunção, com pouco dinheiro um turista brasileiro pode conhecer a cidade em 3 dias sem abalar seu orçamento!
                                  Panteão dos heróis da pátria, no centro da cidade

Após o almoço, enquanto meus companheiros descansavam, dei um passeio a pé por algumas ruas do centro e fui até a avenida costaneira, onde também caminhei um pouco à margem do rio Paraguai. Garimpei alguns prédios e construções interessantes em maio ao emaranhado de prédios cuja construção foi feita em épocas diferentes, deixando o centro como um grande caldeirão de estilos e formas.




À noite, nosso anfitrião Rodrigo, juntamente com sua namorada Lilian, vieram nos buscar no hotel e nos levaram a uma pizzaria afastada do centro. Pizza, cervejas e muita conversa boa, já era quase meia-noite quando nos deixaram de volta no hotel.

3º dia - Chegamos a Assunção

Como sabíamos que a Migraciones só abria às 9:30 h (no horário do Paraguai 8:30 h), tomamos café com calma e amarramos a bagagem nas motos sem pressa.
Partimos de Guaíra às 9:00 h (horário do Brasil). Cruzamos a cidade e atravessamos a ponte de 3.600 m de comprimento sobre o rio Paraná. Atravessamos a fronteira para o Paraguai e chegamos a Salto del Guairá, a cidade é um imenso shopping center, com todos os tipos de lojas e artigos, porém mais organizado e mais agradável que Ciudad del Este. Há 3 pontos de para se fazer a Imigração, distribuídos pela cidade. O calor já estava forte, após providenciarmos os necessários vistos de entrada e trocarmos dinheiro em uma casa de câmbio, tomamos o rumo de Assunção.
                                            Preparando para a partida
Havíamos sido alertados sobre policiais corruptos ao longo da rodovia, mas passamos por mais de 10 barreiras policiais sem que fôssemos incomodados.
Paramos para almoçar em um ponto a meio caminho entre Salto del Guairá e Assunção. Não há restaurantes com boa aparência à beira da estrada, o local onde almoçamos era o que tinha melhor apresentação.
A estrada não apresenta qualquer relevo ou acidente geográfico que possa classificá-la como bonita ou agradável: não há rios, matas, cachoeiras, montanhas, nada além da estrada! O asfalto e as condições são boas, mas fica por aí!






Emboscada
Diversas pessoas experientes haviam nos alertado para evitar passar por uma cidade chamada Emboscada, mas, baseados na viagem tranquila que houvéramos feito até a hora do almoço, decidimos que poderíamos fazer o caminho por Emboscada sem problemas, pois economizaríamos alguns quilômetros naquele calor horroroso.
Durante um abastecimento, o frentista nos alertou para 3 barreiras policiais adiante na estrada, particularmente traiçoieras e com policiais corruptos, orientando-nos para não fazer ultrapassagens ousadas ou exceder a velocidade permitida.
Ao nos aproximar de Emboscada, passamos por 2 blitzes sem que fôssemos parados, mas na terceira... os policiais pareciam abutres diante de carcaças de animais: corriam para todos os lados para parar o maior número de carros possível! Correram em nossa direção e nos mandaram parar, eram mais de 10 policiais na operação. Pediram documentos, examinaram  visto de entrada, documento da moto, carteiras de identidade e até seguro e vacina pediram ao Ricardo. Não havia qualquer coisa errada, possuíamos toda a documentação necessária e as motos estavam perfeitas. Depois de algum tempo sob um sol de 39 ºC, nos liberaram sem qualquer propina, afinal, nada havia de errado!
                                    Calor de 39 ºC!
                                           Rumo a Emboscada!!

Mais adiante atravessamos a cidade de Límpio, um caos no trânsito e congestionamento no trecho que cruza a cidade.
Chegamos a Assunção ao anoitecer. Paramos em um posto, tomamos água e pedimos informações sobre o melhor caminho a percorrer até o hotel que houvéramos reservado, no centro.
O trânsito era pesado e caótico. Conseguimos chegar ao hotel, eu estava muito enjoado, tomei um banho frio mas não melhorei. O Cristian  havia nos convidado para um "assado à moda paraguaia" em sua casa, mas eu não estava bem e não tinha condições de ir. Vieram buscar o Ricardo e o Espin, uma grande gentileza do Cristian e seu irmão.
Vomitei muito, algo que comi não me fez bem, fui dormir cedo. Espero, após uma noite de sono em jejum, estar pronto para conhecer a cidade!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

2º dia - Chegamos a Guaíra, na fronteira!

Após tomar o café da manhã no hotel, partimos de Cornélio Procópio às 8:30 h, já sob calor.
Passamos por Londrina e depois Maringá, seguindo em direção a Guaíra.

Após Maringá os pedágios acabaram, mas o asfalto estava detonado, com muitas falhas e imperfeições, o que castigou a suspensão das motos e nosso corpo. Com muito calor, quebra-molas, lombadas, caminhões, radares e estrada ruim, passamos  por Cianorte, onde o asfalto melhorou, mas as demais mazelas continuaram,  tudo sob um calor abrasador de 38 ºC.
Já eram 13 h quando paramos em Umuarama para almoçar em um container da rede Madero, sob um sol a pino!


Chegamos em Guaíra às 16 h, conseguimos um bom hotel com preço razoável e nos hospedamos.
Após um merecido banho, saí a pé para dar uma pequena volta pela cidade, e fiquei muito bem impressionado: ruas largas e arborizadas e construções de bom gosto. Fui ao centro náutico da cidade, um espaço público bem cuidado e bonito, situado às margens do rio Paraná, que mais se parece com um braço de mar.



                                    Rio Paraná - ao fundo, a ponte que une PR e MS.

                                 Centro Náutico

A cidade me lembra Campo Grande, aliás, a todo instante eu tinha a impressão de estar no Mato Grosso do Sul!
Guaíra fica na divisa PR-MS e na fronteira Brasil- Paraguai, às margens do rio Paraná.
Hoje rodamos pouco mais de 400 km, mas o cansaço foi muito maior do que os mais de 800 km rodados ontem. A vigem não rende nas estradas paranaenses, sempre afirmo isto, e meus companheiros constataram a veracidade desta afirmação.
Através de mensagens, o Cristian, nosso parceiro paraguaio nesta viagem informou que teve um problema com sua moto (teve que desmontar o cardã) e não poderá vir nos encontrar, mas vai nos esperar em Assunção com um assado paraguaio preparado por ele.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Viagem a Assunção - 1º dia - Rio Claro a Cornélio Procópio

Eram exatamente 6:00 h quando saí de Rio Claro. A temperatura era de 14 ºC, mas o céu azul, apesar da névoa, anunciava que o dia seria quente.
Este é um trajeto que já fiz inúmeras vezes, fica até difícil falar sobre algo novo ou diferente! A Dutra estava bastante cheia, mas o trânsito fluía bem. Minha primeira parada foi em Aparecida, para tomar café e retirar o forro térmico do casaco, pois a temperatura já batia 31 ºC duas após minha partida.
A travessia de São Paulo foi tensa e cansativa: peguei 22 km de congestionamento na marginal do Tietê, e as motos não podem andar na pista central (expressa). Foram exatos 50 min para percorrer esses 22 km até chegar à rodovia Castelo Branco.
Almocei na Quinta do Marquês, alta gastronomia a quilo no km 54 da Castelo, e continuei em frente. A temperatura estacionou nos 34 ºC.

                                           Café da manhã em Aparecida (SP) 

                                    Almoço na Quinta do Marquês

                                          Abastecimento na Castelo Branco, em Pardinho

Após o término da Castelo, parei para um café no Graal Casa do Kafé, um local muito bacana e bem transado em Santa Cruz do Rio Pardo e ingressei no Paraná, o estado dos pedágios caros e paraíso dos quebra-molas, sem falar dos radares em profusão. A viagem não rende no Paraná, já falei isso diversas vezes em viagens anteriores, mas não adianta reclamar: é pagar os pedágios e frear nos quebra-molas e "pardais"!
                                     Casa do Kafé, Santa Cruz do Rio Pardo


Andei bem, e às 17 h cheguei ao hotel combinado, em Cornélio Procópio. Tomei um banho, troquei de roupa e logo o Ricardo bateu à minha porta. Ele e Espin, que serão meus companheiros nessa viagem, haviam chegado de Santos duas horas antes, de Super Ténéré 1200 e V-Strom 650, respectivamente.
Sentamos em uma mesa na recepção, pedimos cervejas e encomendamos uma pizza. Ficamos conversando e trocando experiências até as 22 h, quando decidimos dormir e descansar para mais um dia de estrada amanhã.
Foi um dia leve e uma viagem tranquila, tirando o caos de São Paulo!