Estive hoje à tarde visitando o Bike Show que está acontecendo no centro de convenções Riocentro- Rio de Janeiro. É uma tentativa de aquecer o mercado motociclístico do Rio, mas o evento não é páreo para os que acontecem em São Paulo.
Poderia ficar tecendo comentários e impressões sobre o Salão, mas seria perda de tempo. Dá para resumir em algumas linhas:
- foi bem melhor e maior do que o do ano passado;
- notei a falta da Yamaha;
- nos stands da Honda, Suzuki (Del Nero Rio) e BMW havia poucos vendedores, que não pareciam muito interessados em atender o público. Na Suzuki, por exemplo, quase tive que agarrar a laço um representante, e o mesmo se mostrou desinteressado e despreparado. Creio que sua função era consultar tabelas e dar preços de lista, o que pode ser obtido em qualquer revista especializada ou revenda;
- a Kasinski investiu em um bom stand e em um DJ motociclista, que caprichou nos rocks temáticos;
- quantidade satisfatória de lojas de acessórios e equipamentos;
- estacionamento bem organizado e gratuito para motos.
Comprei alforjes para a Falcon e uma pochete de perna, que serão úteis em minha próxima viagem; apesar de eu não gostar de alforjes e malas laterais, vou precisar de mais espaço.
Assisti parte da apresentação de uma banda. Os caras não tocavam mal, mas também nada acrescentavam à mesmice das bandas que atuam em encontros de motos.
Enfim, o melhor do Bike Show (vamos chamar de Salão) foi o fato de eu ter ido e voltado de moto, no caso, de Falcon. Apesar de estar frio e eu ter pego chuva na ida e na volta, andar de moto é sempre bom. Foram cerca de 100 km (ida e volta) sob chuva fraca.
Vamos aguarda a edição de 2013 do evento!
sábado, 28 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Norte Fluminense
No dia 19 de janeiro, véspera do feriado de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, estava em Rio Claro, de Falcon. Toquei para o Rio ainda pela manhã. Chegando, peguei uma muda de roupas, coloquei no bauleto da Bandit, troquei de moto (Falcon por Bandit) e saí do Rio às 16:00 h com destino a Gruçaí, um distrito de São João da Barra (a cidade do famoso Conhaque de Alcatrão), no Norte Fluminense, de Bandit. Eu já houvera estado lá de moto anteriormente, em 2 ocasiões.
Peguei a ponte Rio-Niterói completamente congestionada, devido ao feriadão. As 4 faixas de rolamento estavam totalmente ocupadas por carros que andavam em velocidade inferior a 10 km/h. Estava difícil passar de moto nos corredores, pois a faixas estreitas deixam pouco espaço, e os atuais SUV possuem espelhos altos e proeminentes, dificultando a passagem. Levei 50 minutos (de moto!) para cruzar os 14 km da Ponte. Quem estava de carro, seguramente levou mais de 2 horas.
Após a travessia, a estrada (BR 101) que leva ao Norte Fluminense também estava bem sobrecarregada. Foi difícil passar dos 90 km/h na Niterói-Manilha, apesar da pista dupla, tamanho o volume de veículos.
Fui seguindo viagem e a tarde avançando. Após Rio Bonito, a pista fica simples e as coisas complicam, pois com o grande volume de veículos nos 2 sentidos, é difícil fazer uma ultrapassagem segura. Diversas vezes fui obrigado a me jogar no acostamento, por conta de veículos na pista contrária (geralmente caminhões) entrarem na minha pista durante as ultrapassagens. Forcei um pouco mais o ritmo da viagem, pois queria chegar com tempo claro ao menos em Campos. Apesar das dificuldades e da estrada cheia, fui ultrapassando e ganhando os quilômetros, tentando manter ao menos a velocidade de 110 km/h, o que estava difícil. Quando era possível, acelerava mais para compensar os trechos lentos.
Tem escurecido mais tarde, pois estamos em horário de verão, mas ainda assim, quando cheguei em Campos às 20:00 h, já era noite e estava escuro. Estava rodando há 4 horas, em meio a um trânsito intenso e com muito caminhões, decidi parar em um Mac Donald's e fazer um lanche, descansando um pouco antes da próxima etapa da viagem. Lembrem-se que eu ainda viajei de Rio Claro ao Rio de Falcon pela manhã!Um rapaz com uma Titan 150 se ofereceu para me guiar dentro da cidade de Campos e na estrada até Gruçaí. Segui-o dentro da cidade, passando a mais de 80 km/h nos diversos "pardais", mas não podia me afastar dele. Chegando à estrada que liga Campos a São João da Barra (e a Gruçaí), com noite alta, o rapaz andou a mais de 100 km/h na pequena Titan com a namorada na garupa. sem óculos ou viseira. Não sei como ele coneguia. Acompanhei-o durante mais de meia hora, até que ele me deixou na porta do SESC, um grande hotel/resort, onde me hospedei.
O SESC é a maior atração de Gruçaí, uma verdadeira cidade, com diversos prédios e pavilhões, bares, restaurantes, piscinas, esportes e até uma ferrovia de 6.500 metros, percorrida por um trem de época, com diversas estações no percurso. Há atividades esportivas, teatro, atividades culturais, música ao vivo e tudo o que se possa imaginar, tudo por menos de R$90,00 a diária.
Apesar de tudo isso, na manhã do dia seguinte queria ir à praia, e fui a pé, tendo caminhado no total mais de 3 km. Passei a manhã na praia.
Na volta da praia, usei a piscina do hotel, almocei no próprio hotel e descansei um pouco à tarde.
Às 17:00 h saí de moto, indo até a lagoa de Gruçaí e de lá até Atafona pela orla, um passeio muito agradável. O mar continua ameaçando e destruindo Atafona, só que agora está depositando montes de areia nas casas que destruiu. Atafona merece uma visita mais detalhada para que se possa ver, analisar e entender o que está acontecendo. O mar, juntamente com a foz do rio Paraíba do Sul, estão gradativamente destruindo o povoado, literalmente "comendo" as avenidas litorâneas e destruindo as casas e demais construções.
À noite, no hotel, ainda havia música ao vivo, com músicas italianas, espanholas, boleros e até bossa nova. Não era grande coisa, mas serviu para dar sono!No 3º dia, 21 de janeiro, um sábado, parti de Gruçaí com destino ao Rio às 9:00 h, pois tinha ensaio da banda à tarde. A estrada estava cheia, mas nada que se comparasse com a ida. Deu para andar bem, principalmente depois de Rio Bonito, quando a pista torna-se dupla. Fiz apenas uma lanche na estrada, em Casimiro de Abreu. Cheguei em casa às13:20 h.
Foram 5 horas de viagem na ida e 4:20 h de viagem na volta. Vale ressaltar que estava muito calor, tanto que na ida e na volta não uttilizei casaco de cordura ou qualquer outra proteção, viajei apenas de camiseta. Com o sol e o calor, era impossível fazer diferente!Uma boa viagem, dias agradáveis e um bom aquecimento para a grande viagem que vem pela frente.

domingo, 1 de janeiro de 2012
Bolívia e Argentina - Mudança de data
Decidi adiar a viagem para Bolívia e Norte da Argentina. Será realizada em abril 2012, e não agora em janeiro ou fevereiro.
Há 2 motivos: o principal é a quantidade de chuvas que caem na região no verão, o que tira a graça de qualquer viagem, ainda mais considerando que haverá estradas de terra, grandes altitudes e diversos rios a cruzar sem pontes. Em abril chove menos, mas, em compensação, as temperaturas serão bem mais baixas. Não há como escapar: é chuva ou frio! Escolhi um pouco dos dois, porém sem extremos. E talvez eu tenha uma companhia para esta empreitada, o que é bom, dado o traçado desafiador dos caminhos a serem percorridos. Aguardem notícias a respeito, neste blog. O segundo motivo é o acúmulo de coisas a resolver neste início de ano, o que envove a minha presença aqui pelo Rio de Janeiro.
Acho que fiz a escolha correta.
Devo empreender alguma viagem em janeiro ou fevereiro. Também manterei todos atualizados sobre isto. Ainda estou avaliando regiões, climas e roteiros.
Há 2 motivos: o principal é a quantidade de chuvas que caem na região no verão, o que tira a graça de qualquer viagem, ainda mais considerando que haverá estradas de terra, grandes altitudes e diversos rios a cruzar sem pontes. Em abril chove menos, mas, em compensação, as temperaturas serão bem mais baixas. Não há como escapar: é chuva ou frio! Escolhi um pouco dos dois, porém sem extremos. E talvez eu tenha uma companhia para esta empreitada, o que é bom, dado o traçado desafiador dos caminhos a serem percorridos. Aguardem notícias a respeito, neste blog. O segundo motivo é o acúmulo de coisas a resolver neste início de ano, o que envove a minha presença aqui pelo Rio de Janeiro.
Acho que fiz a escolha correta.
Devo empreender alguma viagem em janeiro ou fevereiro. Também manterei todos atualizados sobre isto. Ainda estou avaliando regiões, climas e roteiros.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Alguns dados sobre cidades
Segue uma tabela com os dados sobre algumas cidades nas quais pretendo passar na viagem à Argentina e aos altiplanos bolivianos. As grandes altitudes estarão presentes nas partes mais interessantes, que são a Quebrada de Humahuaca (Argentina) e a parte mais alta da Bolívia (que inclui Uyuni, Potosi e Sucre).
Ainda falta trocar o pneu dianteiro e a relação de transmissão da Falcon antes da partida. Não levarei alforjes ou malas laterias na moto, apenas o bauleto e uma mochila amarrada sobre o banco, para não deixar a moto excessivamente larga e com menos estabilidade em terrenos ruins.
Ainda falta trocar o pneu dianteiro e a relação de transmissão da Falcon antes da partida. Não levarei alforjes ou malas laterias na moto, apenas o bauleto e uma mochila amarrada sobre o banco, para não deixar a moto excessivamente larga e com menos estabilidade em terrenos ruins.
Dados sobre algumas cidades do percurso:
Cidade | População | Altitude (msnm) | Observações |
Sucre | 230.000 | 2.800 | Conjunto arquitetônico |
Potosi | 164.000 | 4.090 | Minas de prata e conj. arquitetônico |
Uyuni | 21.400 | 3.670 | Salar de Uyuni |
Iruya | 2.780 | Encravada nas montanhas | |
La Quiaca | 14.751 | 3.442 | Fronteira Ar/Bol |
Santa Cruz de La Sierra | 1.756.926 | 416 | 2.102.998 hab na grande Santa Cruz |
Villazón | 31.600 | 3407 | Fronteira Ar/Bol |
Resistência | 360.000 | 50 | Capital do Chaco Às margens do rio Paraná |
Corumbá | 105.000 | 118 | Pantanal MS |
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Nova viagem - roteiro na Bolívia
O trecho boliviano da nova viagem é o que exigirá mais de mim e da moto, devido às condições das estradas e às altitudes alcançadas, grande parte do tempo superiores a 4.000 msnm em locais inóspitos e desabitados. Também não tenho dúvidas que encontarei uma beleza única, rústica, selvagem e praticamente intocada. Acredito que todo o sacrifício valerá a pena. Vamos ver!
Vejam no mapa o percurso dentro do território boliviano.
Vejam no mapa o percurso dentro do território boliviano.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Nova viagem à vista!
Estou planejando uma viagem de 8.000 km com duração de 20 dias, para conhecer as belezas e paisagens rústicas dos altiplanos bolivianos.
Sairei do Rio de Janeiro com destino a Foz do Iguaçu, onde se encerra a 1ª etapa da viagem, dentro do Brasil.
Entrarei na Argentina por Foz e seguirei pela ruta 12 até Resistência. A partir daí cruzarei o Chaco pela ruta 16 até Salta, e de lá para San Salvador de Jujuy. A partir de Jujuy, pela ruta 9 atravessarei toda a Quebrada de Humahuaca com sua beleza agreste e montanhas multicoloridas, chegando a La Quiaca, na fronteira com a Bolívia, onde termina a 2ª etapa, que é a travessia da Argentina.
A 3ª etapa da viagem é bem dura e exigirá muito de mim: após cruzar a fronteira com a Bolívia, a partir de Villazón seguirei por uma estrada de terra em péssimas condições até Uyuni, onde se inicia o salar de mesmo nome. Cabe ressaltar que as altitudes serão em torno de 4.000 msnm, o que torna o trecho muito frio e perigoso. De Uyuni irei a Potosi por estrada também sem pavimento e a grandes altitudes. Potosi é a cidade mais alta do mundo, onde no inverno as temperaturas são em torno de 25 °C negativos! De Potosi irei a Sucre e de Sucre a Santa Cruz de la Sierra. A partir de Santa Cruz o calor é infernal, e passarei por San Jose de Chiquitos e Roboré até alcançar a fronteira com o Brasil em Puerto Suárez/Corumbá.
A 4ª e última etapa será percorrer os 1.900 km que separam Corumbá do Rio de Janeiro, passando por Campo Grande, Três Lagoas, Lins, Bauru e São Paulo.
Não dá para ir de Bandit devido aos trechos radicais em serra sem pavimento (e sem pontes) dentro da Bolívia. Pretendo ir de Falcon, que apesar de pouco potente é mais adequada aos trechos ruins. Difícil será cruzar mais de 7.000 km de asfalto em velocidades baixas, em torno de 100/110 km/h, que é a velocidade de cruzeiro dela. Devagar e sempre! Já troquei o pneu traseiro e vou deixá-la em ponto de bala para a longa jornada. Afinal, se já fui até Machu Pichu com ela, levando ainda meu sobrinho Gabriel na garupa, creio que resistirei! Mandarei notícias!
Sairei do Rio de Janeiro com destino a Foz do Iguaçu, onde se encerra a 1ª etapa da viagem, dentro do Brasil.
Entrarei na Argentina por Foz e seguirei pela ruta 12 até Resistência. A partir daí cruzarei o Chaco pela ruta 16 até Salta, e de lá para San Salvador de Jujuy. A partir de Jujuy, pela ruta 9 atravessarei toda a Quebrada de Humahuaca com sua beleza agreste e montanhas multicoloridas, chegando a La Quiaca, na fronteira com a Bolívia, onde termina a 2ª etapa, que é a travessia da Argentina.
A 3ª etapa da viagem é bem dura e exigirá muito de mim: após cruzar a fronteira com a Bolívia, a partir de Villazón seguirei por uma estrada de terra em péssimas condições até Uyuni, onde se inicia o salar de mesmo nome. Cabe ressaltar que as altitudes serão em torno de 4.000 msnm, o que torna o trecho muito frio e perigoso. De Uyuni irei a Potosi por estrada também sem pavimento e a grandes altitudes. Potosi é a cidade mais alta do mundo, onde no inverno as temperaturas são em torno de 25 °C negativos! De Potosi irei a Sucre e de Sucre a Santa Cruz de la Sierra. A partir de Santa Cruz o calor é infernal, e passarei por San Jose de Chiquitos e Roboré até alcançar a fronteira com o Brasil em Puerto Suárez/Corumbá.
A 4ª e última etapa será percorrer os 1.900 km que separam Corumbá do Rio de Janeiro, passando por Campo Grande, Três Lagoas, Lins, Bauru e São Paulo.
Não dá para ir de Bandit devido aos trechos radicais em serra sem pavimento (e sem pontes) dentro da Bolívia. Pretendo ir de Falcon, que apesar de pouco potente é mais adequada aos trechos ruins. Difícil será cruzar mais de 7.000 km de asfalto em velocidades baixas, em torno de 100/110 km/h, que é a velocidade de cruzeiro dela. Devagar e sempre! Já troquei o pneu traseiro e vou deixá-la em ponto de bala para a longa jornada. Afinal, se já fui até Machu Pichu com ela, levando ainda meu sobrinho Gabriel na garupa, creio que resistirei! Mandarei notícias!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Uruguai no inverno
Entre os dias 12 e 20 de setembro de 2011 fiz uma viagem do Rio a Montevidéu (ida e volta). Creio que deve ter sido minha 7ª ou 8ª viagem ao Uruguai. É uma viagem tranquila e sem surpresas, mas sempre agradável. As estradas e paisagens do sul do Brasil são agradáveis; o Uruguai, por sua vez, apresenta boas estradas, cidades calmas e um povo hospitaleiro, o que é um convite a voltar sempre.
Tinha intenção de permanecer por mais tempo em Montevidéu, mas acabei fazendo um bate-volta de 9 dias.
Saí de casa, no Rio, com chuva, que se dissipou nos primeiros 100 km da via Dutra. Com tempo frio, cruzei São Paulo e entrei na rod. Régis Bittencourt com destino a Curitiba. A temperatura melhorou após a descida da terrível serra do Cafezal, tornando a cair novamente após a subida da serra do Azeite, assim permanecendo.
Contornei Curitiba já à noite, com temperatura baixa, e continuei até Joinvile, onde pernoitei em um hotel à beira da estrada por R$ 32,00. Nesse primeiro dia rodei 965 km.
No dia seguinte, sob um nevoeiro denso e bastante frio, continuei no sentido Sul, passando por Florianópolis e diversas cidades do belo litoral catarinense. O nevoeiro dissipou-se 70 km depois, descobrindo um céu azul e um sol brilhante. Entrei em Torres (RS) para rever a cidade, que havia visitado há exatos 30 anos. Andei pelas praias e subi o morro do Farol, de onde se avista boa parte da cidade, inclusive as famosas falésias que são o cartão postal do local.
Ao chegar a Osório, segui pela Estrada do Inferno, que corre pela estreita faixa de terra (na verdade é um istmo) entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico. É uma reta de mais de 300 km, com fazendas, plantações e alagadiços às suas margens.
Dormi em Mostardas, sob um frio de 8 °C, em uma pousada bem bacana. Usei 4 cobertores para me aquecer.
Após uma boa noite se sono, novamente na estrada, segui até São José do Norte, onde a estrada do inferno termina. De lá, é necessário tomar uma balsa para atravessar a lagoa dos Patos até Rio Grande. Aguardei a balsa por 2 horas, mais 45 min de travessia e já estava na BR 471, que atravessa a estação ecológica do Taim e segue em direção a Chuí, cidade mais meridional do Brasil. Mais 300 km de retas intermináveis!
Cheguei em Chuí ao cair da tarde e hospedei-me no hotel Bertelli, muito bom. Estava sentindo bastante frio devido à estrada, e como o hotel possuía piscina aquecida, fiquei 45 min imerso nas águas quentes até aquecer o corpo e recuperar-me do frio.
Fui a pé até o lado Uruguaio da fronteira para jantar e comprar algumas coisas de que necessitava: um casaco, meias de lã e um par de luvas térmicas.
Na manhã seguinte, troquei o óleo da moto, saquei dinheiro uruguaio (pesos) em um caixa eletrônico, e ingressei no Uruguai.
As estradas planas e vazias do país nosso vizinho são excelentes! Parei na fortaleza Santa Teresa, apreciei o local e tirei algumas fotos. Segui pela ruta 9 até Rocha, onde almocei em um restaurante bem transado junto à estada.Cheguei em Montevidéu por volta das 16:00 h, e tive muita dificuldade para conseguir hotel, quase todos estavam lotados. Só consegui um quarto por 1 noite no hotel Alvear. Hospedei-me, deixei a moto na garagem e percorri a pé diversas ruas do centro à procura de um hotel para as próximas 2 noites. No dia seguinte pela manhã decidi ir embora: não estava disposto a mudar de hotel. Dei um pequeno passeio a pé pelo centro e pela Rambla, e às 10:00 h parti de volta ao Brasil. Não fiquei nem 24 horas na cidade!
Retornei pela Rambla, peguei a ruta Interbalneária e depois a ruta 9. Almocei em Rocha, entrei no Brasil por Chuí e fui até Santa Vitória do Palmar, onde pernoitei. Em Santa Vitória, fui de moto até o antigo porto para ver o por do sol na lagoa Mirim, mas as pesadas nuvens de chuva não permitiram. Ventava e estava frio (9°C).
Pela manhã, saí de Santa Vitória com chuva. Durante todo o dia a chuva se alternou com tempo seco, mas o frio e o vento foram constantes. Passei por Pelotas, Porto Alegre e segui pela Free Way até Osório e continuei pelo litoral até Tubarão (SC), onde dormi em um ótimo hotel por R$ 30,00 com direito a um bom café da manhã. Incrível!
O dia seguinte também foi todo de estrada, pernoitei em Juquitiba, a 60 km de São Paulo, onde parei bem cansado após a subida da serra do Cafezal, na Régis Bittencourt, no meio de caminhões e ônibus. No posto onde ficava o hotel em que dormi havia um restaurante que funciona durante as 24 horas do dia, e lá mesmo jantei.
Logo cedo no dia seguinte tomei café e parti. Cheguei em Diadema, na FASFSP, pela manhã. Deixei a moto na oficina para uma revisão e troca da relação de transmissão, e almocei com Ricardo e Pedro. À noite saboreamos uma costela ao bafo preparada pelo Ricardo e ficamos conversando na fábrica. Dormi em um hotel em São Bernardo, foram R$ 50,00 por um quarto sem janelas!
Passei a manhã do dia seguinte na fábrica de Diadema com Ricardo e equipe. Almoçamos juntos. A moto ficou pronta às 13:00 h, foram trocados a relação, velas, óleo, filtro, foram regulados e limpos os carburadores e as válvulas foram ajustadas. Peguei a moto e fui pelo rodoanel até a rod. Trabalhadores, de onde tomei o rumo do Rio.
Cheguei em Rio Claro (RJ) ao anoitecer, ficando por lá mesmo. É o meu refúgio!
Considero a viagem encerrada em Rio Claro, onde fiquei por mais 3dias antes de retornar ao Rio de Janeiro.
Viagem rápida, porém agradável, sem qualquer susto ou problema. Classifico-a como um passeio a Montevidéu, e recomendo àqueles que não têm experiência, pois é um trajeto fácil e sem perigos.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O (re) início
Acho que reiniciar é mais difícil do que iniciar! Após 4 anos postando viagens de moto e coisas afins no blog "Viagens e Aventuras de Moto", resolvi tirá-lo do ar, e agora estou retornando, iniciando uma nova série de relatos sobre viagens de moto e algumas coisas que gosto de fazer. Fui muito cobrado por amigos, parentes e até por simples conhecidos para que voltasse a relatar as viagens que faço pelo Brasil, pelas Américas e pelo mundo em geral, principalmente aquelas realizadas de forma aventureira e de moto, que aliás são as que mais aprecio, pois me desafiam e me dão imenso prazer e realização.
Vou procurar, na medida do possível, ilustrar com algumas fotos os locais mais interessantes que for conhecendo nas minhas aventuras pelo mundo. O blog não será pretexto para postar fotos com comentários fúteis, mas, antes de tudo, quero relatar experiências vividas e complementar com fotos.
Como no blog anterior, espero ajudar àqueles que se aventuram pelas estradas, mas não tenho a menor intenção de ser conselheiro ou consultor de viajantes, meu desejo é tão somente contar o que passei, para que sirva de inspiração ou de aviso aos que pretendem encarar longas (e também curtas) distâncias a bordo de uma moto.
Bem vindos novamente!
Guilherme Edel
Vou procurar, na medida do possível, ilustrar com algumas fotos os locais mais interessantes que for conhecendo nas minhas aventuras pelo mundo. O blog não será pretexto para postar fotos com comentários fúteis, mas, antes de tudo, quero relatar experiências vividas e complementar com fotos.
Como no blog anterior, espero ajudar àqueles que se aventuram pelas estradas, mas não tenho a menor intenção de ser conselheiro ou consultor de viajantes, meu desejo é tão somente contar o que passei, para que sirva de inspiração ou de aviso aos que pretendem encarar longas (e também curtas) distâncias a bordo de uma moto.
Bem vindos novamente!
Guilherme Edel
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