quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Patagônia 2019 - Dia 8 - Chos Malal a Junin de los Andes



Estávamos todos realmente muito cansados pelo extenuante dia de ontem, tanto que dormi profundamente sem acordar à noite até as 7 h. Ninguém acordou cedo hoje!
A temperatura era de 5 graus às 7 h;  fazia 7 graus quando saímos do hotel, às 10 h. Enfrentamos fila para abastecimento das motos no único posto de Chos Malal.
                                 Fila para abastecimento em Chos Malal

Voltamos à RN 40 e só fomos parar para novo abastecimento em Las Lajas, 150 km adiante, onde conhecemos um grupo de motociclistas que moravam no Ushuaia e estavam voltando para casa, após férias de verão em localidades mais quentes! Estavam em 2 V-Strom e uma Tiger 800, eles passaram por nós em Malargue. Também conhecemos mais um motociclista viajante, o Bóris, um chileno que morou 4 anos em São Paulo e falava um português perfeito. Ele estava vindo do Chile pelo Paso Pino Hachado em uma Tiger 800 e se dirigia a Zapala. Viajamos juntos até Zapala, onde entramos na cidade e ele nos conduziu a um posto de combustível. Forneceu-nos o nome de um mecânico da BMW em Concepción, onde deveremos fazer a revisão de 10.000 km da BMW do Vilson.


                                  Com Bóris, o chileno paulistano

Mais alguns km de Ruta 40 com suas paisagens exóticas e chegamos a Junin de los Andes; parecia que havíamos mudado de continente e houvéramos entrado em uma cidade suíça. Hospedamo-nos no Hotel Alejandro I, o mesmo onde fiquei em minha viagem anterior à Patagônia. Negociamos um bom preço e nos demos este luxo de presente, afinal, precisamos estar descansados e ter uma boa noite de sono para encarar frio e vento por muitos quilômetros sobre as motos.






Saímos para dar uma volta a pé pela cidade e fomos até a Costaneira, local agradável e muito bonito, um calçadão à beira do límpido e caudaloso rio que banha a cidade. Caminhamos pela costaneira antes de entrar em um restaurante para jantar pizzas e hambúrgueres.
Voltamos caminhando para o hotel às 9:30 h, sob temperatura de 6 graus, sentindo frio.

Patagônia 2019 - Dia 7 - San Rafael a Chos Malal - um dia difícil!

Quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Saímos cedo da pousada e fomos tomar café em um posto de combustível a 2 km. Estava bem frio, faziam 5,5 graus. Eu nem tinha idéia de que em San Rafael as temperaturas eram tão baixas.
Sentamos nas motos e seguimos pela RN 144 em direção a Malargue, mas nosso destino previsto de hoje era Chos Malal. O frio de 6 graus aliado ao vento de 120 km/h estava difícil de suportar, mas tínhamos que ir em frente. Mais adiante na estrada, tanto na Cuesta de los Terneros quanto nas outras elevações e serras que tivemos que vencer, a temperatura chegava a 2 graus.

Entramos na RN 40, a mítica Ruta 40, em El Sosneado, onde paramos para aliviar o
                                 El Sosneado - parada na RN 40 com 5 graus!



Malargue

frio e tomar um café quente para aquecer o corpo.

O rípio

Abastecemos em Malargue e conhecemos alguns grupos de motociclistas. Conversamos e cada qual seguiu seu caminho. Entre Malargue e Chos Malal, na Ruta 40,  há um trecho de rípio que já atravessei no ano passado quando da minha viagem solo à Patagônia. Terminado o asfalto, são 90 km de um dos piores trechos que já percorri de moto: rípio solto, costelas e outros perigos, muito difícil não levar um tombo, pois as pedras na pista se movem e a moto perde a direção. Percorrer estes 90 km consumiram 4 horas e sugaram nossa energia, mas conseguimos vencer. Muito tenso e cansativo.
Após o trecho em rípio, o asfalto voltou, e com ele a chuva e o frio. 




As paisagens são maravilhosas, montanhas, vulcões, lagunas, morros nevados, alguns rios, uma cena de cartão postal. Demos sorte em não pegar chuva nem vento no pior trecho, nem sei como nos sairíamos se tal ocorresse!






Chegamos em Chos Malal às 20 h, e tivemos alguma dificuldade para encontrar acomodação, mas ficamos em um ótimo hotel, estávamos precisando. Foram 535 km, mas ficamos por mais de 12 horas na estrada, sobre as motos. Foi um trecho difícil, que exigiu muito de nós. Estávamos exaustos.
Eu e Ricardo ainda tivemos ânimo para sair e jantar, o que nos custou uma caminhada razoável. O Vilson preferiu ficar no hotel por conta da dor no pé devido a uma pancada. Lavamos sanduíche e refrigerante para ele.
Dormi profundamente, na verdade desmaiei de cansaço à noite!

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Patagônia 2019 - Dia 6 - Gral. Villegas a San Rafael


Após uma noite de sono em Gral. Villegas, pegamos novamente a estrada. A temperatura era de 8 graus, estava bastante frio com garoa fina, mas tínhamos que seguir. A estrada era a RN-188, vazia e reta, o que aumenta o rendimento e a velocidade média. 


Paramos para abastecer e almoçar em Gral. Alvear, 400 km após a partida, após precisar reduzir a velocidade para não ficar sem combustível.



Foi um dia bastante frio na estrada, a temperatura não passou dos 10 graus e as diversas pancadas de chuva que pegamos contribuíram para aumentar a sensação de frio, mas foi uma viagem tranquila, sem sustos por boas estradas.
Rodamos até San Rafael, onde nos hospedamos em uma cabana (chalé) para os 3. Compramos sanduíches em um posto para o jantar e enfrentamos o frio da noite!



Poderíamos ter seguido mais, mas a previsão de baixa temperatura em Malargue (-1 grau às 19 h e -4 graus na madrugada) nos fez escolher San Rafael para pernoitar e esperar por temperaturas mais amenas durante o dia de amanhã.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Patagônia 2019 - Dia 5 - Rosario del Tala a Gral. Villegas - um dia complicado!


Como o hotel não tinha café da manhã, saímos às 7 h e fomos para o posto mais próximo na rodovia para tomar um café com leite e 2 medias-lunas cada. Estava bem frio, 10 graus.
Após o café pegamos a estrada. Passamos por Nogoyá e atravessamos um grande alagadiço com muitos braços de rio formados pelo delta do rio Paraná, uma região muito bonita, com muitas pontes e uma estrada com 60 quilômetros de extensão atravessando o que poderia ser chamado de pântano. O vento fortíssimo (calculo mais de 80 km/h) e o frio de 10,5 graus impediram qualquer parada para registrar em fotos a beleza do lugar.
Ricardo e Vilson sumiram na frente e Espin e eu ficamos para trás.  Em um momento ultrapassei o Espin e segui lutando contra o vento por 60 km até chegar à ponte onde há uma estação de pedágio. Aguardei o Espin, que não tinha dinheiro argentino, para pagar o seu pedágio. Ele demorou mas apareceu, bastante transtornado pelo forte vento lateral que havia enfrentado naquele trecho.
Como supúnhamos que Ricardo e Vilson estavam na nossa frente, continuamos em nossa rota. Na circunvalação de Rosário, um trecho complicado e com muito trânsito, o Espin anunciou-me que desistiria da viagem e retornaria a partir dali. Não consegui convencê-lo a continuar conosco. Despedimo-nos e eu segui em frente pela circunvalação. Ele apenas falou que dormiria por ali e amanhã iniciaria o retorno ao Brasil.

Sem comunicação com Ricardo e Vilson, parei em um posto e enviei-lhes uma mensagem relatando a desistência do Espin e informei a rota que eu seguiria. Fui pela RN-33 até Firmat, onde, em um posto deixei mensagem para eles e ouvi a mensagem que me deixaram. Segui em velocidade reduzida para que me alcançassem, pois estavam atrás de mim. Mais adiante, ainda na RN-33, parei em um outro posto entre Venado Tuerto e Rufino e os aguardei, até que, finalmente, nos reencontramos. Ninguém entendeu a atitude e a decisão do Espin.
                                 Na praça de pedágio, onde esperei e reencontrei o Espin


                                  And then there were three...

Seguimos até Gral. Villegas, onde nos hospedamos em um hotel muito bom, em 3 quartos individuais. Todos tomamos um bom banho quente, pois o frio de hoje na estrada castigou, estava em nossos ossos!


Saímos para jantar um churrasco delicioso em um restaurante em frente ao hotel. Tomamos vinho e cervejas, estávamos merecendo! Até o momento, não conseguimos aceitar e entender a atitude do Espin, mas seguiremos nossa viagem conforme planejada. Temos que admitir que a ausência do Espin preencheu uma lacuna!
                                 Ótimo jantar em Gral. Villegas

Pouco mais de 500 km hoje, com todos os reveses e dificuldades pelas quais passamos. E vamos em frente!

domingo, 13 de outubro de 2019

Patagônia 2019 - Dia 4 - Atravessando o Uruguai e chegando à Argentina


Saímos do Brasil, cruzamos o Uruguai e fomos dormir na Argentina!
Dia de muita chuva e vento.
                                 Mesetas no Uruguai
Pela manhã, rolou um stress devido ao atraso na partida, mas conseguimos sair do hotel em Santana do Livramento às 8:20 h, apesar de todos nós termos tomado o café às 7 h.
Sob chuva forte fomos fazer a imigração para ingressar com as motos no Uruguai, e nos desencontramos na cidade de Rivera. Após tudo resolvido, tomamos o rumo de Tacuarembó sob chuva forte e muito vento.
Em Tacuarembó mudamos de estrada em direção a Paysandú, mas não reabastecemos as motos. Afinal, havíamos rodado pouco mais de 100 km e pensávamos encontrar um posto de combustível no caminho.



Não havia postos; após rodar 250 km verificamos que o combustível das motos não seria suficiente para chegar até Paysandú. Reduzimos a velocidade para 80 km/h, com a chuva caindo impiedosa sobe nós, mas mesmo assim o combustível não daria. Como sempre, os céus mandaram a solução: havia um senhor que vendia gasolina e compramos 5 litros cada, o suficiente para chegar a um posto, na conta!

Contornamos Paysandú, fizemos a imigração para sair do Uruguai e entrar na Argentina e cruzamos a ponte internacional que une os dois países.
Já na Argentina, pegamos a RN 135, depois a RN 14 (autopista) até chegarmos à RP 39, uma estrada vazia e em boas condições, apenas a sinalização  horizontal não existia mais, mas durante o dia e com o movimento mínimo de veículos deu para trafegar bem. Nossa meta era Nogoyá, mas decidimos parar em Rosario del Tala, uma pequena cidade, pois foi um dia com chuva, falta de combustível, 2 fronteiras e situações cansativas. Apesar de todos os fatores, rodamos mais de 500 km.



O hotel em Rosario del Tala é simples demais, quase um muquifo, mas não tínhamos muita escolha. Nem café da manhã oferece. Hoje é um domingo e tudo está fechado na cidade, não há nem o que comer. Compramos algumas coisas em um mercado para o jantar, amanhã tomaremos o café onde conseguirmos!





sábado, 12 de outubro de 2019

Patagônia 2019 - Dia 3 - Atlântida Sul a Santana do Livramento


Tomamos café da manhã com as sobras do lanche de ontem. Não havíamos comprado leite, apenas cervejas e sucos, então o nosso café teve que utilizar os ingredientes existentes.
Carregamos as motos e antes das 8 h estávamos saindo do portão do condomínio. O dia prometia ser de calor: céu azul sem uma nuvem sequer. Seguimos pela Estrada do Mar até Osório e ingressamos na Free Way que liga Osório a Porto Alegre.  Percorremos os pouco mais de 100 km até Porto Alegre, atravessamos a ponte sobre o rio Guaíba e continuamos na BR-290, que é toda em mão dupla (pista simples) até Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Os primeiros 100 km da estrada foram horríveis, com imenso volume de tráfego, muitos caminhões e velocidade lenta. A partir de Pântano Grande o trânsito melhorou e pudemos andar bem.

Fizemos uma parada aos 200 km rodados e outra aos 400 km, sendo esta última para almoçar. O calor estava muito forte, apesar do anúncio da chegada de uma frente fria e chuva à noite. No último trecho, após o almoço, o vento ficou ainda mais forte, com rajadas jogando as motos na pista contrária. Ainda assim, continuamos em ritmo forte até chegar em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, às 16 h. Foram 600 km rodados sob condições cansativas, mas demos conta do recado.
Fomos direto para o hotel onde costumo ficar e conseguimos nos hospedar.
A cidade faz  fronteira seca com o Uruguai, onde a cidade que compartilha uma avenida e uma praça com Santana do Livramento chama-se Rivera, na verdade um imenso Duty Free a céu aberto, com centenas de lojas e diversos shopping centers voltados para o consumo de brasileiros. Nada me interessava, mas houve algumas compras dos colegas.
                                           Fronteira seca Brasil-Uruguai: Praça compartilhada
                                 Auto-retrato em uma loja
Após uma pequena volta de reconhecimento a pé, retornamos ao hotel para jantar e dormir. A previsão de chuva forte para  amanhã desanima, mas não vou sofrer por antecipação.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Patagônia 2019 - Dia 2 - Itajaí (SC) a Atlântida Sul (RS)


Pegamos a estrada (BR 101) bastante sobrecarregada, veículos em excesso. Para piorar havia vários trechos em obras, o que causava enormes congestionamentos, obrigando-nos a circular pelo acostamento. Mesmo assim, mantivermos uma velocidade de cerca de 130 km/h. Após 230 km rodados fizemos a primeira parada, em Tubarão, para abastecer as motos e tomar água, pois o calor estava forte.


Após Tubarão, a estrada ficou um pouco mais vazia e pudemos andar bem. Ingressamos no estado do Rio Grande do Sul e, na altura de Torres, seguimos pela Estrada do Mar, ao invés da BR 101. Chegamos em Atlântida Sul, no litoral do RS, e fomos para condomínio onde a irmã do Vilson possui uma casa que nos ofereceu; diga-se de passagem, é um condomínio maravilhoso e uma casa maravilhosa! Mesmo sem conhecê-la Rute, agradeço a gentileza: a casa e o local são incríveis!


Descarregamos as motos, tomamos banho e saímos para comprar pães, frios, sucos e cervejas para o lanche da noite e café da manhã. Em seguida demos um passeio a pé pelo condomínio, que fica à beira-mar.
Foi um bom dia na estrada, que terminou em um local muito agradável! Ficamos conversando, comendo sanduíches e hidratando-nos para compensar o calor da estrada!
Hoje rodamos pouco mais de 400 km.




                                 Anoitecer em Atlântida Sul