quinta-feira, 14 de junho de 2018

Argentina 2018 II Humahuaca a Cel. Moldes


A temperatura era de 1 grau às 7 h da manhã no quarto sem calefação e sem janela do hotel onde dormimos em Humahuaca. Fomos tomar café na praça sentindo muito frio. Aguardamos a temperatura subir, e às 10:00 h saímos com 6,5 ºC.
                                 Quarto sem janelas: uma verdadeira catacumba!
Começamos a descer a Quebrada de Humahuaca e a temperatura foi caindo e estacionou em 3 ºC durante um bom tempo. Na região próxima a Purmamarca a temperatura caiu para 1 ºC e assim permaneceu por tempo suficiente para literalmente nos congelar dos pés à cabeça.



                                  Rua 9, na Qubrada de Humahuaca

O tempo estava fechado e o frio não deu trégua. Após passar por Salta paramos em um posto para tomar café quente e criar coragem para poder seguir adiante. Entramos na ruta 68 e fomos seguindo, apesar do tempo carrancudo e do frio.

                                 Almoço na estrada, em Gral. Guemes

Em Cel. Moldes encontramos um hotel bacana, localizado em um casarão antigo no coração da cidade e nos hospedamos para passar a noite, ainda por volta das 16 h. Não seria interessante continuar viajando até Cafayate, porque passaríamos na Quebrada das Conchas, que é o trecho mais bacana do percurso,  já quase ao anoitecer, e com tempo fechado e frio não desfrutaríamos da beleza do local.
              
                                   Hotel em Cel. Moldes

                                   Área interna do hotel
Deixamos a bagagem no hotel e fomos de moto conhecer o Dique Cabra Corral, situado a 5 km de Cel. Moldes, considerado a melhor área para esportes náuticos de toda a Argentina. Mesmo com tempo fechado deu para ver que a represa é um local muito bonito freqüentado por turistas de todo o país. Há inúmeras mesas de concreto, churrasqueiras e pias para limpeza de peixes, de uso gratuito pelos freqüentadores. Há também muitos barcos que fazem passeios pelo lago.

                                   Dique Cabra Corral

Jantamos em um restaurante próximo ao hotel, porque o frio desencorajava qualquer caminhada maior!

Argentina 2018 II Quebrada de Humahuaca


Quando partimos de Salta, a temperatura era de  3 ºC. Sentimos frio, mas não podíamos deixar de seguir viagem em direção à Quebrada de Humahuaca. Mais ou menos uma hora e meia após a partida, já tendo rodado 120 km, paramos para abastecer a moto e tomar um café, na altura de S.S. de Jujuy. Essa parada nos aqueceu o corpo e nos deu mais ânimo para seguir, apesar do frio. Iniciamos a subida da Quebrada de Humahuaca e fomos curtindo as imensas montanhas que ladeavam o vale por onde corre o rio Grande e a ruta 9.
                                     Café na estrada
                                 Início da Quebrada de Humahuaca, com o rio Grande correndo no vale

Fizemos um pequeno desvio e fomos para a cidade de Purmamarca, uma pérola encravada entre montanhas de todas as cores, um típico povoado  de origem indígena a 2.200 m de altitude. Eu já conhecia o local de viagens anteriores, mas o Tiago ficou maravilhado com o espetáculo que a natureza criou ao redor. Na praça principal os moradores locais vendem suas mercadorias num show de cores que compete com as cores dos morros que circundam a cidade. Almoçamos em Purmamarca a um preço irrisório, uma comida boa, honesta e bem servida, com sobremesa e couvert por 12 reais!





                                    Igreja de Purmamarca


                                 Local onde almoçamos, em Purmamarca

Seguimos viagem pela Quebrada de Humahuaca, através da ruta 9, parando na Posta de Hornillos, um antigo ponto de pouso de viajantes que foi transformado em um museu da alta montanha, com objetos, documentos, relatos e a história do local ao longo de mais de 500 anos, desde a época dos Incas. Um mergulho na cultura regional, merece ser visitado.

                                  Museu Posta de Hornillos


Mais adiante, passamos por Maimará e Tilcara, sempre com as imponentes montanhas nos acompanhando. Chegamos a Humahuaca e decidimos pernoitar na cidade. Inicialmente, conseguimos uma pousada (sem calefação!) e saímos para explorar a pé a cidade, que nos apaixonou. É uma pequena cidade localizada no meio da Quebrada, a 3.000 m de altitude, de clima frio, mas linda e muito agradável. Subimos a pé até um mirante de onde se avista toda a região. Ao descer, caminhamos pelo centro da cidade, que tem uma praça central muito bacana e também um suntuoso monumento à independência, com enormes esculturas, localizado no alto de uma colina atrás da igreja. Sob o monumento há um museu interpretativo sobre a independência da Argentina, mostrando a importância de Humahuaca e das cidades da região naquela época sua e sua participação nas lutas que levaram o país a se libertar dos espanhóis.

                                Hotel em Humahuaca - quartos sem aquecimento e sem janelas
                                 Humahuaca
                                   Mirante em Humahuaca

                                    Humahuaca vista do mirante


                                   Antigo cabildo, hoje sede da prefeitura de Humahuaca
                                     Catedral

                                   Monumento à independência

                                  Torre de Fátima


Por fim, após fazer um lanche, retornamos à pousada sentindo frio. Ao sair para comer algo a título de jantar, a temperatura era de 5 graus, um frio que incomodou e nos fez voltar à pousada imediatamente após comer.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Argentina 2018 II Cachi

                                  Igreja de Cachi

Este 7º dia de viagem foi dedicado a conhecer a pequena cidade de Cachi e  a incrível estrada  até ela.
No caminho há que se vencer a imponente Cuesta del Obispo, em rípio, onde a estrada atinge a altitude de 3.450 msnm, na localidade conhecida como Pedra del Molino. A vista do local é deslumbrante, a natureza caprichou nas montanhas e vales que se avista. A temperatura era próxima de zero graus no topo. Alguns rios estavam congelados.







Descendo em direção a Cachi atravessa-se o Parque Nacional los Cardones, uma enorme área de preservação dos cardones e da vida animal local.






Finalmente, chega-se a Cachi, 160 km depois de Salta, uma pequena e charmosa vila de 2.500 habitantes a 2.280 msnm. Almoçamos por lá e andamos pelas ruas da cidade, passando por casas bem preservadas.
A igreja tem o seu teto todo feito com madeira de cardones. Hoje sua extração e utilização é proibida. Os cardones crescem à razão de 1 cm/ano. Como há alguns com cerca de 5 metros de altura, presume-se que tenham 500 anos.





Retornamos a Salta e chegamos às 18 h, a tempo de fazer um lanche em uma confeitaria. Foi um passeio de 320 km que consumiu 11 horas.
O jantar foi no restaurante Doña Salta, tradicional, com ambiente sofisticado que oferece boa comida a preços justos. Nosso jantar foi regado a vinho Torrontés, parqa comemorar meu aniversário!
Saímos do restaurante com 5 graus de temperatura, quase congelamos na caminhada até o hotel.
Amanhã é esperado um dia mais frio, justo quando pretendemos percorrer a Quebrada de Humahuaca.
                                 No hotel, preparando-se para sair para jantar com 5 ºC!