Acordamos com a chuva batendo no telhado da pousada. Apesar de termos visto o céu aberto à noite, pela manhã o tempo estava tão fechado e chovia tanto que parecia que não iria parar tão cedo. Estamos muito ao sul do continente, as mudanças no tempo e na temperatura são muito bruscas e inesperadas.
Pegamos um ônibus para ir tomar café na cidade, e, ao saltar, deixei cair minha carteira com todos os pesos chilenos e mais 200 dólares no banco do ônibus. Logo notei, mas ele se afastava na chuva; tentei correr atrás, mas em vão! O prejuízo foi de mais de R$ 1.500,00. Ainda bem que eu não portava documentos ou cartões de crédito. Tomamos imediatamente outro ônibus e retornamos à pousada para confirmar que a carteira não houvera ficado lá; não estava, infelizmente, eu a perdi mesmo!
Voltamos de ônibus para a cidade, sempre sob chuva forte, tomamos nosso café da manhã e retornamos, novamente de ônibus, para a pousada.
Arrumamos a bagagem do Tiago em 3 volumes e fomos para o aeroporto de Puerto Mont de ônibus, devido à chuva e ao frio que não indicavam a moto como o melhor transporte! Pegamos um ônibus até o terminal de buses de Puerto Mont, e, de lá, outro para o aeroporto, que fica a 20 km da cidade.
O Tiago fez o check in e despedimo-nos rapidamente, pois o ônibus que me levaria ao terminal de Puerto Mont já estava saindo, peguei o último lugar.
Ele foi uma ótima companhia nesses últimos 15 dias intensos e de descobertas, vou sentir falta! Que faça uma ótima viagem de retorno e tenha recordações marcantes de sua primeira aventura de moto, principalmente por ter sido em uma garupa! Não é para qualquer um!
Em Puerto Mont tomei o micro-ônibus para Puerto Varas e cheguei à pousada às 17:40 h, quando o tempo abriu e o sol mostrou sua cara! Que tempo mais louco, este! Não pude resistir: saí e caminhei pela orla do lago Llanquihue, que, com o sol, assume sua coloração azul e fica lindo, parecendo um oceano a banhar a cidade!
Lago Llanquihue, em frente à pousada
Mais tarde, quando saí para jantar, o céu limpou um pouco mais e vi que havia 2 vulcões totalmente nevados em frente à pousada, do outro lado do lago, uma paisagem de cartão postal! Estava sem a câmera, mas não resisti e tirei uma foto com o celular!
Decididamente, não vale a pena insistir em continuar a viagem através da ilha de Chilloé e da Carretera Austral. Este era o meu projeto inicial, mas, com as chuvas, será impossível apreciar qualquer beleza, e a pilotagem, principalmente no rípio da Carretera, será de alto risco. Assim, declino de seguir até Quellon, onde a esta hora eu estaria viajando no ferry boat com destino a Chaitén. Já havia reservado e pago essa travessia e também o hotel em Chaitén, pois chegaria por volta de meia-noite. Mais um prejuízo de R$ 800,00, mas meu prazer de viajar e minha segurança valem mais que isto!
Assim, amanhã inicio a longa jornada de retorno ao Rio de Janeiro, de onde parti há 15 dias e já rodei 6.400 km! Considero cumprida a missão "Chile de norte a sul". Quem sabe algum dia retorno e percorro o que faltou?
Acompanhem, a viagem não acabou!
sábado, 11 de março de 2017
sexta-feira, 10 de março de 2017
Chile norte a sul - 14º dia - Pucón a Puerto Varas
Desanimador!
Ao acordar, só vimos chuva, tempo fechado e frio, menos de 10 ºC. Preparamos nosso café e partimos debaixo de chuva com 4 camadas de roupa: 2ª pele, agasalho, casaco e capa de chuva, era difícil até se movimentar! Com a chuva e o frio o capacete embaçava, tornando difícil e perigosa a pilotagem no trecho entre Pucón e Villarica. Após Villarica o trânsito diminuiu e com a velocidade maior o embaçamento foi diminuindo e pudemos andar melhor.
Chegamos à ruta 5 e tomamos a direção sul. A chuva cessou e um mormaço com tímidas aparições de sol esporádicas se estabeleceu, permitindo andar em maiores velocidades.
Em Osorno fizemos um desvio de 44 km: tomamos a estrada que leva ao Paso Cardenal Samoré para visitar o museu Studebaker, onde estive há exatos 20 anos. O museu cresceu, agora tem outros carros americanos e europeus além da maior coleção de Studebakers fora dos EUA. Fantástico! Há também coleções de máquinas e materiais fotográficos, mais de cem modelos diferentes de todas as épocas. Objetos e equipamentos antigos de diversas categorias completam o acervo, tudo muito organizado, bem restaurado e interessante.
Após a visita ao museu, almoçamos no restaurante situado dentro do complexo. Foi a melhor refeição de toda a viagem, servida pelo próprio proprietário do restaurante, com direito a entradas deliciosas e uma comida maravilhosa! E com um visual europeu como brinde!
Restaurante anexo ao museu
Estacionamento do museu do automóvel antigo
Retornamos à ruta 5 e, mais adiante, entramos na cidade de Frutillar, uma pérola alemã na patagônia chilena. A cidade fica às margens do lago Llanquihue, é super charmosa e agradável. Quando íamos tomar um chocolate quente acompanhado de uma apfelstrudel, a chuva chegou! Abortamos o lanche, corremos para a moto e fomos embora da cidade, sem colocar as capas de chuva.
Escola em Frutillar
Barbas de 14 dias de estrada!
Seguimos com chuva até Puerto Varas, onde enfrentamos um grande congestionamento no acesso e dentro da cidade, sob chuva. Não conseguíamos achar o hotel que reservamos, e a chuva aumentou muito, encharcando-nos totalmente, inclusive as roupas para o frio!
Encontramos o hotel e nos instalamos, parece até piada: na hora em que chegamos ao quarto, a grande chuva cessou, mas o estrago já estava feito! O hotel é muito simples, quase uma boca-de-porco, mas é o nosso porto por hoje!
Hotel em Puerto Varas
Após um merecido banho, fomos a pé até o centro da cidade, uma longa caminhada pela margem do lago Llanquihue, cerca de 3 quilômetros.
No caminho, conhecemos e visitamos um museu incrível, muito louco, pertencente ao artista e pintor Pablo Fierro, a quem conhecemos pessoalmente. O museu é aberto ao público e não cobra ingresso, mas não dá para descrev^-lo! Uma coisa meio de sonho, meio psicodélica, misturada a desenhos, pinturas, objetos antigos, coleções diversas e mil outras coisas!
Vejam o que encontrei no caminho para o centro de Puerto Varas!
GE e Pablo Fierro
Um dos ambientes do museu
Lago Llanquihue
Ganhando no cassino
Puerto Varas
Luar sobre o lago Llanquihue
No centro da cidade, fomos ao cassino e perdemos algum tempo jogando a título de diversão. Ganhei 3.000 pesos chilenos no caça níqueis e parei de jogar!
Jantamos na cidade e retornamos a pé pela orla do lago. Fazia 11 graus, e uma lua quase cheia iluminava e refletia sua luz.
Apesar do tempo fechado e das chuvas no início e no fim do dia de viagem, foi um dia proveitoso, soubemos extrair o máximo dele!
Ao acordar, só vimos chuva, tempo fechado e frio, menos de 10 ºC. Preparamos nosso café e partimos debaixo de chuva com 4 camadas de roupa: 2ª pele, agasalho, casaco e capa de chuva, era difícil até se movimentar! Com a chuva e o frio o capacete embaçava, tornando difícil e perigosa a pilotagem no trecho entre Pucón e Villarica. Após Villarica o trânsito diminuiu e com a velocidade maior o embaçamento foi diminuindo e pudemos andar melhor.
Chegamos à ruta 5 e tomamos a direção sul. A chuva cessou e um mormaço com tímidas aparições de sol esporádicas se estabeleceu, permitindo andar em maiores velocidades.
Em Osorno fizemos um desvio de 44 km: tomamos a estrada que leva ao Paso Cardenal Samoré para visitar o museu Studebaker, onde estive há exatos 20 anos. O museu cresceu, agora tem outros carros americanos e europeus além da maior coleção de Studebakers fora dos EUA. Fantástico! Há também coleções de máquinas e materiais fotográficos, mais de cem modelos diferentes de todas as épocas. Objetos e equipamentos antigos de diversas categorias completam o acervo, tudo muito organizado, bem restaurado e interessante.
Após a visita ao museu, almoçamos no restaurante situado dentro do complexo. Foi a melhor refeição de toda a viagem, servida pelo próprio proprietário do restaurante, com direito a entradas deliciosas e uma comida maravilhosa! E com um visual europeu como brinde!
Restaurante anexo ao museu
Estacionamento do museu do automóvel antigo
Retornamos à ruta 5 e, mais adiante, entramos na cidade de Frutillar, uma pérola alemã na patagônia chilena. A cidade fica às margens do lago Llanquihue, é super charmosa e agradável. Quando íamos tomar um chocolate quente acompanhado de uma apfelstrudel, a chuva chegou! Abortamos o lanche, corremos para a moto e fomos embora da cidade, sem colocar as capas de chuva.
Escola em Frutillar
Barbas de 14 dias de estrada!
Seguimos com chuva até Puerto Varas, onde enfrentamos um grande congestionamento no acesso e dentro da cidade, sob chuva. Não conseguíamos achar o hotel que reservamos, e a chuva aumentou muito, encharcando-nos totalmente, inclusive as roupas para o frio!
Encontramos o hotel e nos instalamos, parece até piada: na hora em que chegamos ao quarto, a grande chuva cessou, mas o estrago já estava feito! O hotel é muito simples, quase uma boca-de-porco, mas é o nosso porto por hoje!
Hotel em Puerto Varas
Após um merecido banho, fomos a pé até o centro da cidade, uma longa caminhada pela margem do lago Llanquihue, cerca de 3 quilômetros.
No caminho, conhecemos e visitamos um museu incrível, muito louco, pertencente ao artista e pintor Pablo Fierro, a quem conhecemos pessoalmente. O museu é aberto ao público e não cobra ingresso, mas não dá para descrev^-lo! Uma coisa meio de sonho, meio psicodélica, misturada a desenhos, pinturas, objetos antigos, coleções diversas e mil outras coisas!
Vejam o que encontrei no caminho para o centro de Puerto Varas!
GE e Pablo Fierro
Um dos ambientes do museu
Lago Llanquihue
Ganhando no cassino
Puerto Varas
No centro da cidade, fomos ao cassino e perdemos algum tempo jogando a título de diversão. Ganhei 3.000 pesos chilenos no caça níqueis e parei de jogar!
Jantamos na cidade e retornamos a pé pela orla do lago. Fazia 11 graus, e uma lua quase cheia iluminava e refletia sua luz.
Apesar do tempo fechado e das chuvas no início e no fim do dia de viagem, foi um dia proveitoso, soubemos extrair o máximo dele!
quinta-feira, 9 de março de 2017
Chile norte a sul - 13º dia - Pucón com (muita) chuva!
Hoje o dia amanheceu pior do que ontem: mais chuva e mais
frio, estava impossível sair do hotel!
Em uma das raras estiagens da chuva, conseguimos sair e
caminhar pelas ruas. Passamos pela Plaza de Armas, fomos à beira do lago Villarrica
e andamos pelas ruas laterais, fora do eixo principal da cidade. Passamos em um
brechó e compramos roupas usadas de boa qualidade: eu, um agasalho Columbia e o
Tiago um North Face, ambos muito baratos, uma pechincha. O dono anterior do meu
casaco era maior que eu e devia possuir um cachorro, pois a roupa era de um
tamanho maior que o meu e estava cheia de pelos de cão!
Pucón e o lago Villarrica
Às margens do lago Villarrica
Rua da cidade
Plaza de armas de Pucón
Chile, mesmo com chuva!
Mercado de artesanato - muito interessante
O frio estava incomodando, mesmo vestindo toda a roupa que
possuía e mais o casaco que comprei; a chuva volta e meia aumentava e nos
obrigava a buscar abrigo sob alguma marquise
ou em alguma loja. Assim foi o dia inteiro, a temperatura estacionou em torno
dos 10 ºC e a chuva piorou o cenário!
Estou avaliando se vale o sacrifício prosseguir a viagem
para o sul a partir de Puerto Mont, pois com chuva e frio não é possível fazer
nada, não se aproveita a viagem, não se vê as coisas bonitas e tudo fica mais
difícil. Ao invés de ser um prazer, a viagem de moto torna-se um sofrimento. O
frio é contornável e até aceitável, mas com chuva incessante é impossível.
Pegar chuva em um trecho é normal, mas chuva direto por 6 ou 7 dias com frio
intenso, é impossível ou masoquismo! A previsão é de chuvas para os próximos 7
dias por onde passarei. Reservei e já paguei a barcaça para a travessia
Quellon-Chaiten e o hotel em Chaiten; se desistir, perderei tudo que já paguei, mas vou avaliar e decidir o que farei.
Vamos viajando! Que eu tome as decisões corretas!
Chile norte a sul - 12º dia - Pucón com chuva!
Quarta feira, 8 de março de 2017
O tempo amanheceu horrível em Pucón: chovendo, neblina baixa e frio de 8 ºC. Não era possível fazer nada! Preparamos nosso próprio café da manhã na pousada (é um hostal, possui cozinha comunitária) e esperamos que a chuva estiasse. Como isto não aconteceu, saímos para as ruas às 10:45 h. Caminhamos na chuva, fizemos câmbio de dinheiro e descobrimos uma excursão pelos arredores de Pucón que sairia às 14:30 h. Almoçamos na cidade, compramos uma toalha, voltamos ao hotel para pegar os calções de banho e retornamos ao centro de Pucón a tempo de pegar a excursão.
O tempo amanheceu horrível em Pucón: chovendo, neblina baixa e frio de 8 ºC. Não era possível fazer nada! Preparamos nosso próprio café da manhã na pousada (é um hostal, possui cozinha comunitária) e esperamos que a chuva estiasse. Como isto não aconteceu, saímos para as ruas às 10:45 h. Caminhamos na chuva, fizemos câmbio de dinheiro e descobrimos uma excursão pelos arredores de Pucón que sairia às 14:30 h. Almoçamos na cidade, compramos uma toalha, voltamos ao hotel para pegar os calções de banho e retornamos ao centro de Pucón a tempo de pegar a excursão.
Sempre com chuva e frio, primeiro fomos aos saltos de
Mariman. Percorremos uma trilha aberta na mata e observamos 2 cachoeiras no rio
Trancura. Bonitas demais, pena não haver
sol para dar mais cor e contrastes.
Nossa pousada
Nas ruas de Pucón, com chuva
Nossa pousada
Nas ruas de Pucón, com chuva
Em seguida, fomos ao Poço Azul e aos Olhos de Caburgua,
também 2 cachoeiras com poços dentro da mata, formados pelo rio Caburgua.
Curioso como apesar do tempo fechadíssimo, com chuva e sem sol, o Poço Azul
ainda assim conseguia mostrar sua coloração.
Depois, fomos até o lago Caburgua, um local bem bacana, que
o tempo ruim deixou sem graça.
Poço Azul - azul, apesar do tempo fechado e da chuva!
Ojos del Caburgua
Lago Caburgua
Poço Azul - azul, apesar do tempo fechado e da chuva!
Ojos del Caburgua
Lago Caburgua
Enfim, fechando o dia, passamos duas horas em um complexo de
águas termais, onde, apesar do frio de 10 ºC, ficamos bastante aquecidos dentro
das piscinas de águas escaldantes, acima de 40 ºC. Foi relaxante passar o tempo
dentro da água quente, vendo a chuva cair gelada!
Das termas, retornamos a Pucón, chegando quase às 20 h. Jantamos
um sanduíche no Subway, fizemos algumas compras para o café de amanhã e nos
recolhemos à pousada para descansar. Conversamos bastante com um casal de
argentinos hospedado do hostal, que está viajando desde outubro pelo sul da
América do Sul. Eles pretendem continuar através do Brasil e dos demais países.
A chuva continua, e a temperatura deve estar em torno de 8
ºC. O tempo está fechado ao redor, nem se vê o vulcão Villa Rica, que reina soberano
sobre a cidade. Uma pena, pois Pucón é muito linda com sol, com o lago, sua orla,
o casario e as montanhas que a cercam, inclusive o vulcão Villa Rica.
quarta-feira, 8 de março de 2017
Chile norte a sul - 11º dia - Chillán a Pucon
Terça-feira, 7 de março de 2017
Após conversar bastante com o proprietário da loja vizinha ao hotel em Chillan, que possui uma Honda Sabre 750 há 20 anos, saímos às 9:30 h com temperatura de 13 ºC . Pegamos a estrada que leva a Concepcion, no litoral, sinuosa com aclives e declives, que cruza uma floresta de ciprestes durante toda a sua extensão de cerca de 130 km.
Estrada Chillan - Concepcion - boa e agradável
Rumamos para Lota, nossa intenção era conhecer a mina Chiflon del Diablo, a única mina do mundo sob o oceano Pacífico com ventilação natural.
Trata-se de uma mina de carvão que iniciou suas atividades em 1855 e foi desativada em 1997,
As pessoas que trabalham servindo de guias para os visitantes são antigos mineiros, em sua maioria filhos e netos de mineiros. Descemos 25 m em uma pequena gaiola e percorremos 500 m sob o oceano. É uma coisa impressionante e indescritível, consegui me sentir na posição dos mineiros que passaram suas vidas enfurnados naquele buraco para garantir sua sobrevivência. Se apagarmos a lanterna do capacete, a escuridão é total e absoluta, chega a ser aterrorizante, e, em nenhum momento se consegue ficar em pé, as galerias mais altas têm cerca de 1,40 m, e em algumas temos que andar agachados, a altura não supera os 80 cm. Há uma sessão, chamada comporta 12, onde trabalhavam meninos de 8 anos de idade. Desumano. porém impressionante!
Saindo da mina
Pulperia - as fichas recebidas como pagamento eram trocadas por comida
A partir de Lota andamos por diversas estradas secundárias. com muitas curvas. Entramos em Curanilahue para abastecer e aproveitamos para almoçar em um pequeno restaurante de comida caseira. pois já eram 14 h. Local simples. mas era o que havia. eu, que detesto aves, encarei metade de um frango assado!
Almoço em Curanilahue
Seguimos por estradas secundárias muito sinuosas e que não permitiam altas velocidades, porém eram ricas em vegetação a apresentavam alguns lagos, bem diferente do deserto que cruzamos durante alguns dias!
Paisagens agradáveis
Chegamos de volta à ruta 5 em Temuco, quase às 19;00 h, logo escureceria e ainda estávamos longe do nosso destino. Tomamos café em um posto e seguimos em ritmo forte, pois não queríamos viajar à noite.
Passamos por Villarica e chegamos a Pucón, nosso destino planejado para hoje, às 21 h.
Ficamos em um hostel pertencente a franceses, bem transado e agradável, mas o quarto é com cama de casal! Era o que havia, por hoje está bom, amanhã resolveremos isto!
Às 22:00 h jantamos um sanduíche no Subway, completamente exaustos, mas satisfeitos com o dia intenso e proveitoso.
A moto tem se mostrado uma guerreira incansável. Nada de errado aconteceu, nem sequer uma lâmpada queimada ou um parafuso frouxo, apenas está imunda! Só fazemos colocar gasolina e exigir dela desempenho, confiabilidade e segurança. E ela corresponde!
Após conversar bastante com o proprietário da loja vizinha ao hotel em Chillan, que possui uma Honda Sabre 750 há 20 anos, saímos às 9:30 h com temperatura de 13 ºC . Pegamos a estrada que leva a Concepcion, no litoral, sinuosa com aclives e declives, que cruza uma floresta de ciprestes durante toda a sua extensão de cerca de 130 km.
Estrada Chillan - Concepcion - boa e agradável
Rumamos para Lota, nossa intenção era conhecer a mina Chiflon del Diablo, a única mina do mundo sob o oceano Pacífico com ventilação natural.
Trata-se de uma mina de carvão que iniciou suas atividades em 1855 e foi desativada em 1997,
As pessoas que trabalham servindo de guias para os visitantes são antigos mineiros, em sua maioria filhos e netos de mineiros. Descemos 25 m em uma pequena gaiola e percorremos 500 m sob o oceano. É uma coisa impressionante e indescritível, consegui me sentir na posição dos mineiros que passaram suas vidas enfurnados naquele buraco para garantir sua sobrevivência. Se apagarmos a lanterna do capacete, a escuridão é total e absoluta, chega a ser aterrorizante, e, em nenhum momento se consegue ficar em pé, as galerias mais altas têm cerca de 1,40 m, e em algumas temos que andar agachados, a altura não supera os 80 cm. Há uma sessão, chamada comporta 12, onde trabalhavam meninos de 8 anos de idade. Desumano. porém impressionante!
Saindo da mina
Pulperia - as fichas recebidas como pagamento eram trocadas por comida
A partir de Lota andamos por diversas estradas secundárias. com muitas curvas. Entramos em Curanilahue para abastecer e aproveitamos para almoçar em um pequeno restaurante de comida caseira. pois já eram 14 h. Local simples. mas era o que havia. eu, que detesto aves, encarei metade de um frango assado!
Almoço em Curanilahue
Seguimos por estradas secundárias muito sinuosas e que não permitiam altas velocidades, porém eram ricas em vegetação a apresentavam alguns lagos, bem diferente do deserto que cruzamos durante alguns dias!
Paisagens agradáveis
Chegamos de volta à ruta 5 em Temuco, quase às 19;00 h, logo escureceria e ainda estávamos longe do nosso destino. Tomamos café em um posto e seguimos em ritmo forte, pois não queríamos viajar à noite.
Passamos por Villarica e chegamos a Pucón, nosso destino planejado para hoje, às 21 h.
Ficamos em um hostel pertencente a franceses, bem transado e agradável, mas o quarto é com cama de casal! Era o que havia, por hoje está bom, amanhã resolveremos isto!
Às 22:00 h jantamos um sanduíche no Subway, completamente exaustos, mas satisfeitos com o dia intenso e proveitoso.
A moto tem se mostrado uma guerreira incansável. Nada de errado aconteceu, nem sequer uma lâmpada queimada ou um parafuso frouxo, apenas está imunda! Só fazemos colocar gasolina e exigir dela desempenho, confiabilidade e segurança. E ela corresponde!
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