terça-feira, 26 de julho de 2022

Tiradentes e Serra do Cipó

Viagem realizada entre 10/07/2022 e 15/07/2022 (6 dias).

Apesar de eu já conhecer e já haver ido mais de uma vez aos destinos desta viagem, as dificuldades para atravessar fronteiras e o rigor do inverno me levaram a planejar uma viagem local (dentro do Brasil), mas por estradas serranas, tendo como objetivo dois destinos: Tiradentes e Serra do Cipó. Terei a companhia do meu filho Thiago, mas partiremos de locais diferentes em horários diferentes; eu, saindo de Rio Claro pela manhã com a BMW R 1150 GS e seguindo por estradas secundárias sempre dentro da serra da Mantiqueira; ele, saindo do Rio por volta da hora do almoço e viajando com a XT 660R pela BR-040.

Nossa partida foi em um domingo, 10 de julho de 2022.

 
Moto pronta para a partida, com malas laterais e top case
 
O primeiro dia de viagem teve tempo bom, foi um percurso tranquilo pela Serra da Mantiqueira, passando por Quatis, Passa Vinte, Bom Jardim de Minas, Arantina, Andrelândia, São Vicente de Minas e São João del Rei. Boas estradas, belas paisagens e a companhia apenas da BMW roncando e vencendo os quilômetros.






 
Chegando em Tiradentes, dei uma volta pela cidade e fui ao Museu das Duas Rodas, onde apreciei muitos modelos raros e conheci o proprietário (Rômulo); batemos um longo papo, obviamente sobre motos clássicas. Thiago chegou à pousada quando eu ainda estava no museu. Saímos à noite e jantamos em um ótimo restaurante.



 
 
No dia seguinte (2o dia), pela manhã andamos bastante pela cidade, percorrendo ruas e becos e conhecendo igrejas e outras atrações. Após as 11 h, pegamos as motos e fomos até Bichinho, um povoado sem graça e sem estrutura cheio de lojas de móveis e decoração, acessado por uma estrada horrível calçada com pedras pontiagudas e irregulares. Na volta, paramos no Museu do Automóvel para uma visita, foi somente o que valeu do passeio a Bichinho: um acervo incrível de mais de 90 carros clássicos e raros, saí muito bem impressionado!
Almoçamos em Tiradentes e andamos mais de 2 horas pelas ruas da cidade, esgotando tudo o que havia para ver. 









 

 
No 3o dia de viagem fizemos um deslocamento de Tiradentes à Serra do Cipó. A BR-040 estava muito cheia, um verdadeiro caos! Para piorar, o pedal de marchas da moto do Thiago (XT 660R) soltou-se do eixo; quando fui apertá-lo, verifiquei que o parafuso estava quebrado. A solução foi soldá-lo em uma oficina para caminhões na altura de Nova Lima. 
                                           
Solda do pedal da XT 660R

 
Após o anel rodoviário de Belo Horizonte, o intenso trânsito da periferia de BH nos impedia de andar rápido, e ainda havia uma absurda quantidade de quebra-molas e pardais pelo caminho. Abastecemos e tomamos um café em Lagoa Santa e seguimos vencendo quebra-molas até a Serra do Cipó, onde chegamos bem, apenas cansados das terríveis estradas mineiras, seu trânsito e suas mazelas! Enquanto o Thiago entrava em uma reunião de trabalho pela internet na pousada, fui a pé até o centrinho da vila. Bem, chegamos ao nosso destino final, conforme planejado!


 

O 4o dia foi quase todo dedicado a conhecer e percorrer o Parque Nacional da Serra do Cipó. Dentro do parque alugamos 2 bicicletas, o que foi uma decisão acertada: pedalamos por mais de 20 quilômetros, o que levaríamos mais de 5 horas para fazer a pé. Fomos a cachoeiras, canions e apreciamos bastante o local. Voltei para o povoado de Serra do Cipó às 14 h, o Thiago chegou somente às 18 h, ficou percorrendo outras atrações do parque que eu já conhecia de uma viagem anterior.


                                   


 


 

No 5o dia, pela manhã fomos de moto até Santana do Riacho, a sede do município. A cidade não tem atrativos, mas a estrada, estreita e sinuosa, que corre no topo das montanhas, vale o passeio. Curtimos bastante o visual, tanto na ida como na volta, um verdadeiro colírio!

                            Armazém do Zeca - há mais de 100 anos funcionando!                         
 
À tarde, fomos ao complexo da Cachoeira Grande, onde há diversas quedas d´água e cachoeiras, sendo a maior delas ótima para banhos, e o Thiago não perdeu a oportunidade!




 

Hora de voltar: o 6o dia foi de de deslocamento e bem cansativo, devido à qualidade da BR-040 no trecho entre Belo Horizonte e Barbacena e devido também à distância percorrida. Em Três Rios despedi-me do Thiago, que seguiu para o Rio pela BR-040, enquanto eu ingressei na BR-393 até Barra do Piraí, de onde tomei a RJ-155 até Rio Claro. Para mim, foram exatos 600 km rodados neste dia até Rio Claro, onde cheguei à noite. Thiago chegou bem ao Rio também, apesar do congestionamento na Linha Vermelha.
                                    Café na estrada para reanimar!
 
                             Cada um toma o seu rumo: BR-040 x BR-393
 

Uma viagem curta e muito prazerosa! Aguardemos por outras!
 


segunda-feira, 16 de maio de 2022

Centro-Oeste

 Viagem ao Centro-Oeste do Brasil, realizada entre 3 e 12 de maio de 2022 (10 dias). O objetivo era visitar basicamente 3 cidades (Goiás, Pirenópolis e Caldas Novas), mas, na realidade, queríamos rodar de moto.

Assim, eu, Marcinho e Ferrari partimos de Rio Claro em uma terça-feira e percorremos neste primeiro dia 580 km, parando para pernoitar em Araraquara, interior de São Paulo. 





                              Hotel em Araraquara             
 

No dia seguinte, seguimos viagem passando por Barretos e Colômbia, adentrando o estado de MG por Planura, a partir de onde a estrada estava completamente deteriorada, com crateras e mais crateras; para piorar, começou a chover, mas continuamos na buraqueira driblando caminhões, carros e buracos. A trepidação afrouxou a buzina da moto do Ferrari, que entrou em curto, obrigando-nos a parar na chuva para o reparo necessário. A estrada só melhorou a partir de Frutal, quando entramos na BR-153, conhecida como Transbrasiliana. Quando paramos para abastecer em Frutal, o Ferrari recebeu um telefonema dizendo que sua irmã havia sido internada de emergência em um CTI, devido a uma parada cardíaca. Ele abortou a viagem e retornou para o Rio, enquanto eu e Marcinho seguimos nosso roteiro, uma vez que nada poderíamos fazer para ajudar. Continuamos até chegar a Hidrolândia, 30 km antes de Goiânia. Não queríamos cruzar a cidade de Goiânia cansados e à noite. Conseguimos um hotel simpático à beira da rodovia e dormimos por lá.




                                    

                                   Pôr do sol em Hidrolândia

 No terceiro dia chegamos a Goiás Velho, que é como é conhecida a cidade de Goiás. A grande dificuldade deste dia de viagem foi atravessar a cidade de Goiânia, com um trânsito denso e pesadíssimo, dezenas de sinais sem sincronismo e bastante calor. Levamos uma hora para cruzar a cidade, e chegamos à cidade de Goiás antes do almoço. Deixamos as motos e as nossas coisas na pousada e saímos a pé pela cidade, um local agradável e encantador. Almoçamos e continuamos nosso tour pela cidade, passando por todas as igrejas e visitando o museu do Palácio do Conde dos Arcos. Tomamos sorvetes e caminhamos bastante, aproveitando o dia ao máximo. 

                                            Mirante na estrada












 O dia seguinte (4o dia) passamos todo na cidade de Goiás, conhecendo mais a cidade e visitando todos os museus que lá existem, inclusive a famosa e icônica casa de Cora Coralina. Foi um dia intenso e proveitoso.

                                  Escadaria de acesso e igreja de Santa Bárbara       














Dormimos mais uma noite em Goiás e partimos para Pirenópolis, outra cidade histórica de Goiás, distante menos de 200 km de onde estávamos. Chegamos cedo e ganhamos a cidade a pé, subindo e descendo ladeiras e apreciando o belo casario preservado e as igrejas locais. Visitamos museus, almoçamos, tomamos sorvetes e andamos muito pelos recantos da cidade. Jantamos um delicioso pirarucu grelhado como fechamento do dia.

                                               Igreja do Bonfim - Pirenópolis




                                     







Passamos o dia seguinte em Pirenópolis;  primeiramente, visitamos o museu "Rodas do tempo", dedicado aos veículos de duas rodas, um considerável acervo de mais de 200 bicicletas e motocicletas, organizado em 5 galpões, com explicações sobre os modelos expostos; aproveitamos que tínhamos tempo e fomos visitar a cachoeira da Usina Velha a pé, uma caminhada de 9 km (ida e volta), que valeu a pena. Neste dia jantamos novamente um pirarucu grelhado no mesmo restaurante. Havíamos apreciado tanto o prato que repetimos a dose!

         










Hora de seguir em frente! Era uma segunda-feira e a pousada não serviu o café da manhã, embora houvesse cobrado por ele nas diárias. Tomamos café em uma padaria próxima, voltamos à pousada, pegamos as motos e fomos novamente para a estrada, com destino a Caldas Novas, distante 285 km.

Boas estradas, ótima viagem e chegamos em Caldas Novas, onde ficamos em um ótimo hotel com 7 piscinas, sendo 6 delas de águas quentes. Passamos o restante deste dia e o dia seguinte inteiro imersos em piscinas de água quente e comendo a deliciosa comida do hotel, com raras saídas à cidade!

         

                                      Monumento às águas, em Caldas Novas
       
                                            

                                      

                                      Igreja Matriz de Caldas Novas (N. Sra. das Dores)









Devidamente relaxados, era hora de iniciar a viagem de volta; partimos pela manhã e rodamos 630 km neste dia, até a cidade de Limeira (SP), onde pernoitamos. Foram somente estradas excelentes, o que faz a viagem render e não cansa demais.

   



                                   Pequena coleção de clássicas, algumas raras, em um posto/restaurante na estrada






                                      

                                  

                                    Hotel em Limeira

No dia seguinte, mais estradas boas e 530 km rodados; cheguei em Rio Claro às 14 h e o Marcinho chegou ao Rio às 15 h. Vale ressaltar que o retorno foi feito em velocidades entre 120 e 130 km/h com toda segurança, pois as estradas eram boas e sinalizadas.

                                        Última parada: almoço no Ovomaltine, na Dutra

                                                 Chegando em casa
                                               Quilometragem percorrida: 2.932 km!


Foi uma viagem leve e agradável; de minha parte tive a oportunidade de revisitar locais onde estive há 20 anos, com minha filha Clara na garupa, ela na época com 17 anos.

Infelizmente o Ferrari não pôde completar a viagem conosco, eu não saberia dizer como seria com ele, uma vez que fizemos muitas caminhadas pelas cidades visitadas e talvez ele não conseguisse acompanhar o nosso ritmo. Creio que sua ausência preencheu uma lacuna.

As motos

Seria injusto não falar de nossas fiéis companheiras de viagem, que,  em momento algum, falharam ou deixaram a desejar conosco. Elas foram impecáveis, enfrentando as estradas, a (pouca) chuva, os buracos, o calor, a velocidade e o funcionamento horas a fio sem reclamar!

GE - Triumph Tiger Explorer 1200 mod. 2014

Marcinho - Kawasaki Vulcan 650 ano 2017

Ferrari - Kawasaki Vulcan 650