sexta-feira, 21 de maio de 2021

Brasil Central - Dia 3 - Catalão a Alto Paraíso de Goiás


 Partimos de Catalão às 8:30 h,  prevíamos chegar a Alto Paraíso ainda hoje e sabíamos que a distância a ser percorrida era de 506 km. A temperatura já era alta pela manhã, ao contrário do que ocorrera na véspera, quando sentimos muito frio nas primeiras horas de viagem. Mas estamos agora em Goiás!



Em Cristalina fizemos nossa primeira parada, quando abastecemos as motos e tomamos café com pão na chapa. Voltando à estrada, saímos da BR-050 e ingressamos na GO-436, que passa por fora de Brasília, evitando o trânsito sobrecarregado da capital federal e os inúmeros "pardais" e radares instalados em suas vias. O asfalto das estradas do DF estão em mal estado e as vias são todas de mão dupla, mas vale a pena o desvio. Cruzar Brasília, só em último caso.

                                   Ingressando no DF


Ingressamos na GO-118 e paramos em um restaurante à beira da estrada em São Gabriel; como já eram 13:30 h, comemos o restolho da comida, ou seja, o que sobrou no restaurante, pois o dono não repõe se não há a possibilidade de entrar clientes. Eram restos de linguiça e carne de porco, jiló, arroz e feijão, mas deu para enganar o estômago!

                                   Almoço em uma "Boca-de-Porco" na estrada

                                    São João da Aliança - sorvete para refrescar!


Chegamos em Alto Paraíso após andar em ritmo forte em uma estrada boa com tempo bom. Percorrendo estes caminhos agora com a BMW é que me dou conta de quão heróica e valente foi a Sahara na viagem de três meses atrás, quando fez o mesmo percurso com louvor, apesar de sua idade e de sua pequena potência.

Tivemos dificuldade para encontrar acomodação em Alto Paraíso, pois não havíamos reservado e a cidade estava lotada e com limitações de ocupação devido à pandemia. Após rodarmos de pousada em pousada por algum tempo, encontramos o nosso "lar" em Alto Paraíso. Deixamos as bagagens fomos dar uma volta pela cidade. Fizemos um lanche simples e rápido em uma loja muito bem transada de produtos naturais e voltamos para a pousada, pois o Marco precisa trabalhar on line das 20 h às 24 h.


                                   Anoitecer em Alto Paraíso
                                   Lanche


Eu, após tomar banho e colocar uma roupa leve, fui a um mercado próximo para comprar biscoitos e amendoim, que foram o meu jantar.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Brasil Central - Dia 2 - Porto Ferreira (SP) a Catalão (GO)

 Neste nosso segundo dia de viagem rodamos 470 km em boas estradas e com o tempo bom. Ao partir de Porto Ferreira a temperatura era de 14 graus, o que nos fez sentir frio durante algum tempo, até que o sol mostrasse a sua força. Rodamos sempre na faixa dos 120 km/h e paramos pouco, apenas para abastecer, tomar café ou almoçar. Estivemos sempre na BR-050, que no estado de São Paulo se chama Via Anhanguera (SP-330). O único inconveniente foi a quantidade enorme de pedágios onde tivemos que parar, alguns com fila grande de carros, o que nos fazia perder muito tempo.

                                     Graal Trevo, em Ribeirão Preto




Saímos do estado de São Paulo, cruzamos o trângulo mineiro e ingressamos em Goiás. Chegamos em Catalão às 15 h; abastecemos as motos e fizemos um lanche. Poderíamos ter seguido adiante, mas a próxima cidade com estrutura para pernoite era Cristalina, a quase 200 km de distância, o que significaria mais 3 horas de viagem, no mínimo. Decidimos, então, nos instalar e pernoitar em Catalão. Havia um hotel Ibis próximo ao posto e ficamos por lá, muito bem instalados.



                                   Hotel em Catalão
                              Igreja em Catalão. Alguma semelhança com a catalã Sagrada Família????!!!


À noite, saímos para comer um rodízio de pizzas e encerramos mais um dia muito tranqüilo e agradável nas estradas.



quarta-feira, 19 de maio de 2021

Brasil Central - dia 1 - Rio Claro a Porto Ferreira (SP)

 Viagem cujo destino final pretende ser a Serra das Mesas (ou Chapada das Mesas), localizada no estado do Maranhão. Decidi chamá-la de Brasil Central, pois a idéia é percorrer justamente o centro do 
Brasil.

  
Moto pronta para a partida, em Rio Claro

Este primeiro dia na estrada foi muito tranquilo: tempo bom, com frio pela manhã e céu totalmente aberto à tarde. Saí de Rio Claro com a BMW às 7:15 h da manhã e só fiz duas paradas, uma em Aparecida e outra já em Atibaia, onde almocei e abasteci a moto. Às 14 h cheguei ao ponto de encontro que houvera combinado com o Marco, que veio de São Paulo com sua Versys 1000. Era um posto entre Limeira e Americana, na Anhanguera.

                                   Aparecida: café e combustível

                                   Almoço na rod. D. Pedro I, altura de Atibaia

A partir deste ponto seguimos juntos e paramos 17 km adiante, no Graal Castelo, pois o Marco não havia almoçado. Voltamos à estrada (Anhangüera) após ele haver almoçado e andamos bem até Porto Ferreira, nosso destino previsto de hoje. Ao chegar ao hotel, eu havia rodado 540 km com a velha BMW, uma delícia de viagem! Após deixarmos as coisas no hotel, saímos para dar uma volta de reconhecimento pela cidade. Em uma estação ferroviária desativada comemos pastéis com caldo de cana em um quiosque, e em seguida fomos até o centro, onde ergue-se imponente a igreja matriz.


                                  As motos na garagem do hotel. Entre elas, uma "intrusa"!




                                  Praça principal de Porto Ferreira


Compramos um lanche em uma padaria para comer no hotel a título de jantar e retornamos.

domingo, 16 de maio de 2021

São Luiz do Paraitinga. Totalmente reconstruída!

                                                                                                                    Foto: Henrique
 

O passeio deste sábado foi a São Luiz do Paraitinga, uma cidade agradável e bonita que foi totalmente arrasada pela grande enchente do rio Paraitinga ocorrida em 2010, mas que foi aos poucos reconstruída e hoje está mais bela do que antes. Difícil ver as imagens da destruição, quando até a igreja Matriz ruiu, e acreditar que em tão pouco tempo a cidade renasceu e exibe todo o seu esplendor, mesmo durante a pandemia, que por conta de decretos e proibições insanas causou mais estragos ao comércio e à vida da cidade do que a terrível enchente. 

                                      Cena triste: Cidade inundada em jan 2010 - Igreja em ruínas

Saímos, eu e Henrique, de Rio Claro por volta das 8 h. Percorremos a RJ-155 até Barra Mansa e seguimos pela Dutra até Taubaté, onde ingressamos na rodovia Osvaldo Cruz (SP-125) até São Luiz do Paraitinga. Estávamos com a BMW e com a Bandit, respectivamente, o que nos permitiu andar em ritmo forte e não perder tempo nas ultrapassagens.

                                   Partida de Rio Claro
                                   Café na Dutra
                                    Chegando em São Luiz do Paraitinga

                                  Praça principal: estacionando as motos


A cidade tem todo o  casario do centro histórico preservado, e o contraste das cores das casas dá um toque alegre ao local. Estacionamos as motos e caminhamos a pé por algumas ruas, circulando entre igrejas, casas, comércios, ruas, ladeiras, pontes e praças, admirando o conjunto arquitetônico de meados do século XIX totalmente reconstruído e restaurado. 

                                   Igreja Matriz





                                    O Divino: presente nas casas e em toda parte.

                                    Mercado Municipal
                                   Mercado Municipal - pátio interno. Reconstruído
                                    Vila para idosos

                                   Casa de Osvaldo Cruz, o filho mais ilustre de Paraitinga, transformada em museu
                                   GE e Osvaldo Cruz, ambos de máscara! Cuidados contra a Covid-19.
                                    Flores e cores.

Por conta da pandemia, havia restrições de lotação nos restaurantes, acabamos almoçando em uma boca-de-porco para evitar filas. Depois de tomar um sorvete como sobremesa em uma pequena praça, voltamos às motos e iniciamos o caminho de volta através da SP-153, pequena estrada que passa por Lagoinha.
                                  Restaurante onde almoçamos - uma "Boca-de Porco"!
                                    Sorvetes como sobremesa!
                                    O retorno



Já na Dutra, paramos no Clube dos 500 para abastecer quando começou uma chuva fina. Colocamos as capas e seguimos em boa velocidade, ao anoitecer. Já à noite, uma parada na Cantina Ovomaltine (como não poderia deixar de acontecer) e tocamos em frente até Rio Claro, com os faróis das motos iluminando a estrada com competência. 

                                   Cantina Ovomaltine

Ao chegar, às 7:20 h, havia pizzas nos aguardando na casa de minha irmã. Levamos duas garrafas de vinho para acompanhar e assim terminamos mais um dia muito agradável!

Rodamos 492 km em cerca de 11h e tudo deu certo, não poderia ser melhor. As motos foram impecáveis, tanto de dia como de noite, enfrentaram tanto as velocidades elevadas da Dutra como a grande seqüencia de curvas das estradas estaduais e ainda fizeram bonito no trecho noturno. Maravilha!

                                     Lama da estrada.