domingo, 9 de maio de 2021

Passeio intenso!

 A idéia era fazer um bate-e-volta a Aparecida do Norte ontem, um sábado, mas acabamos fazendo um longo passeio de um dia, onde enfrentamos diversos tipos de climas, estradas e paisagens.

Marquei encontro com o Maurício em um posto da Dutra em Piraí. Na última hora, o Henrique resolveu ir junto; por conta disto, acabei indo com a Bonneville e ele com a Sahara. Após 40 km de curvas e alguma friagem, chegamos ao ponto de encontro. Cerca de 20 min depois, o Maurício chegou vindo do Rio.




Seguimos pela Dutra, parando apenas para abastecer, indo diretamente para Aparecida do Norte, onde ingressamos na cidade e nos dirigimos à basílica. Após estacionar as motos, fizemos um tour pela área da igreja, visitando os pontos principais. Como já era tarde e estávamos com fome, voltamos à Dutra no sentido São Paulo para almoçar no antigo Arco-Iris, onde hoje há um Frango Assado.







Após o almoço, retornamos até Guaratinguetá e ingressamos na SP-171, que passa por Cunha e vai até Parati. Estrada agradável e cheia de curvas, com uma grande serra e cachoeiras às suas margens. A temperatura foi caindo e ficou muito frio, com uma paisagem exótica ao redor, o que nos fazia sentir que estávamos em algum lugar da Europa. Na divisa SP/RJ entramos em um nevoeiro muito denso, na verdade era uma nuvem que estacionara no topo das montanhas. 
                                   Almoço no Arco-Iris
                                   SP-171 - Frio, serras e curvas

                                             Cunha ao fundo
                                     As motos guerreiras

                                     Cachoeira à beira da estrada



Descemos a serra dentro da nuvem, encharcados, com a pista molhada e eu com o pneu traseiro da Bonnie careca, tomando muito cuidado nas curvas para não derrapar. Após vencer o grande desnível da serra, saímos da nuvem e pegamos a Rio-Santos, sem entrar em Parati. Paramos a 50 km antes de Angra para abastecer as motos e tomar café, quando escureceu. Na hora de sair, caiu a chuva! À noite, com chuva, foi bem difícil e tenso percorrer a Rio-Santos cheia de carros nos dois sentidos. Não conseguíamos andar a mais de 60 km/h, devido à falta de visibilidade.




Chegamos à RJ-155 e a chuva diminuiu. Subimos a serra, atravessamos os três temíveis túneis com pavimento de paralelepípedos molhados e esburacados, passamos por Lídice e chegamos em Rio Claro às 7:40 h. Foi um passeio de 445 km  (partindo de Rio Claro), bastante intenso, quando andamos em estradas duplicadas, pistas simples, curvas e serras e enfrentamos temperaturas moderadas, calor, frio, chuva e noite. O Maurício, que partiu do Rio de Janeiro, percorreu 663 km no fim de semana.

domingo, 2 de maio de 2021

Um passeio agradável


 No dia 1º de maio, sábado, feriado dedicado ao dia do trabalho, combinamos fazer um passeio de aproximadamente 400 quilômetros. O Talhadeira queria colocar sua nova Tiger 900 na estrada, e Marcinho e eu já estávamos sentido falta de passeios mais longos, com mais estradas.

O Talhadeira chegou em Rio Claro de moto na véspera, à noite. Fizemos um "queijos e vinhos" e ficamos conversando e bebendo vinho até a meia-noite, quando achamos que já era hora de dormir, afinal, no dia seguinte chegariam pela manhã o Marcinho e o Ferrari, que aderiu de última hora ao passeio, logo que soube do mesmo.

Às 9 h do sábado, 1º de maio, Marcinho e Ferrari chegaram. Eu não os via desde a nossa viagem às Serras do Sul, no final do ano passado, foi muito bom tê-los reencontrado. Após tomarmos um café todos juntos, partimos para a antiga Rio-São Paulo por volta das 10 h. 

                                    Partida de Rio Claro


                                    Início do trecho da antiga Rio-SP



Em Bananal, mudamos os planos: tomamos a SP-247, que leva ao alto da Serra da Bocaina, local conhecido como Sertão da Bocaina. É uma serra longa e extremamente íngreme, com muitas curvas fechadíssimas, mas de uma beleza ímpar. A paisagem é tipicamente européia, com pinheiros, ciprestes e araucárias, e a temperatura vai caindo à medida em que vamos subindo. Após chegar ao topo e percorrer um pequeno trecho sem asfalto, chegamos ao restaurante Chez Bruna, local gostoso e charmoso, onde almoçamos a deliciosa comida de lá com direito a trutas grelhadas, pinhão e outras delícias, após as entradas da casa, que incluem pão de batata-doce e diversos patês, entre eles o de truta. Havia muitos motociclistas na estrada; no restaurante havia mais de 30, todos almoçando ao ar livre com suas indefectíveis motos reluzentes estacionadas na porta.

                                   Mirante na serra da SP-247
                                   No topo

                                   Valente GS, com 22 anos de idade!
                                  Chez Bruna, no Sertão da Bocaina - muitos motociclistas

Descemos a serra após o almoço e, a partir de Bananal, continuamos na SP-68 em direção a Areias, fazendo curvas e mais curvas e subindo e descendo morros, em um asfalto em muito bom estado, afinal, estávamos no estado de São Paulo! Passamos por Formoso, Arapeí e São José do Barreiro, chegando a Areias. Devido ao avançado da hora, não seguimos para Silveiras, mas entramos na estrada que faz a ligação entre Areias e Queluz. Mais curvas deliciosas e chegamos a Queluz, onde ingressamos na Dutra.

                                   Represa do Funil

Andamos em bom ritmo na Dutra ao cair da tarde, chegando à cantina Ovomaltine ao anoitecer. Obviamente, tomamos um Ovomaltine cada e voltamos à estrada já de noite. Após pouco mais de uma hora de pilotagem noturna chegamos em Rio Claro. Pizzas e mais vinho encerraram este dia agradável, cheio de estradas, motos e companhias agradáveis.

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Após uma noite de sono reparador, no dia seguinte, domingo, fizemos uma pequena caminhada na serra atrás de casa e fomos almoçar uma deliciosa picanha na "Picanha do Japa", onde havia  diversos grupos de motociclistas almoçando como parte de seus passeios dominicais. Meus amigos decidiram voltar ao Rio pela Serra do Piloto (RJ-149), e eu fui até um trecho da estrada com eles, onde nos despedimos esperando por outro fds como este!

terça-feira, 27 de abril de 2021

A bíblia das BMW R 1100 e R 1150.

 Para quem tem uma R 1100 GS ou R 1150 GS, recomendo o manual abaixo, apesar de existir muita coisa na internet sobre a manutenção destas motos. São 778 páginas ilustradas e com  passo a passo para a desmontagem, reparo e montagem de todos os sistemas da moto. Indispensável para quem pretende manter sua moto em boas condições fazendo diversos serviços que custariam caro ou não seriam realizados com o capricho e a atenção que só o dono pode dispensar.

É importado da Inglaterra. Não é barato, mas O QUE é barato em se tratando de  BMW?


 

Um pouco de frio para esquentar: Campos do Jordão

 

Um bom passeio para esquentar os motores e começar a acelerar enquanto a pandemia não acaba ou é dominada é ir a Campos do Jordão. Havia combinado com os amigos Marco e Andrey, de São Paulo, um bate-e-volta no feriado de 21 de abril; o Marco não pôde ir devido a problemas e compromissos profissionais, mas eu e Andrey já estávamos prontos e não desistimos. O Andrey, que recentemente trocara a BMW G 650 GS por uma F 700 GS, convidou seu amigo André (Fazer 250), assim fechamos o passeio e a equipe.


Marcamos como ponto de encontro a rodovia SP-123 logo após a Carvalho Pinto cruzar a Dutra. Saí cedo de Rio Claro com a BMW R 1150 GS, parei para abastecer e tomar café em Aparecida e cheguei ao ponto de encontro quase meia hora antes do horário combinado.

                                   Parada para um café em Aparecida
                                   Aguardando os companheiros no ponto de encontro

Após a chegada de Andrey e André iniciamos a subida da serra que leva a Campos do Jordão; a temperatura era amena e tempo estava bom, um dia de céu azul. Ao chegar na cidade, estacionamos as motos e percorremos as ruas centrais a pé. Os bares e restaurantes estavam funcionando no sistema de delivery, e só nos restou comer um Pastelão do Maluf como almoço! Sentamos em um banco na praça e encaramos os imensos pastéis como três farofeiros esfomeados. A temperatura era de 17 graus.



                                   

                   
     

Andamos mais um pouco a pé, pegamos as motos e tomamos o caminho de volta. Descemos a serra e nos despedimos na chegada à Dutra e à Carvalho Pinto. Ingressei na Dutra e eles na Carvalho Pinto. Cheguei em Rio Claro à noite, creio que pouco mais de uma hora após eles haverem chegado a São Paulo.

                                    Descendo a serra



De minha parte, foi um bom teste e um reconhecimento da BMW na estrada. A moto de 22 anos mostrou muita disposição e foi segura e firme tanto nas curvas como na serra. Nos trechos mais rápidos da Dutra andou e acelerou bem sem qualquer engasgo ou falha, como se fosse uma moto muito mais nova. No trecho noturno, seus faróis, acrescidos dos auxiliares, clarearam com segurança a estrada. O Andrey também estava bastante satisfeito com sua nova moto.

Rodei perto de 700 km, foi um dia e um passeio muito agradável, em boa companhia. Um bom aquecimento para as viagens que vêm pela frente.


sexta-feira, 26 de março de 2021

A família aumentou!


 Os mecânicos, mesmo os mais especializados, não estão conseguindo diagnosticar e sanar a pane no sistema eletrônico da Tex; ao mesmo tempo, estão surgindo oportunidades de viagens e eu não quero ficar de fora, assim, decidi comprar uma moto que possa acompanhar as outras aventureiras em viagens e passeios. Tinha que ser uma moto potente, não muito cara e que consiga manter 120 km/h na estrada com boa reserva de potência. 

Tentei comprar uma moto zero km, mas não existem à venda para pronta entrega; há que entrar em uma fila e ainda pagar ágio. Tô fora! Apelei para as usadas, mas estão custando mais caro que as novas! Depois de muito pesquisar e procurar, encontrei uma BMW R 1150 GS com 22 anos de uso, mas bem próxima das condições que eu idealizava e precisava.

                                             Ida a São Paulo de ônibus para buscar a moto

                                              O ônibus enguiçou, foi preciso trocar, na estrada!


Fui a São Paulo e fechei negócio. Uma semana depois fui buscá-la. Fiz uma viagem de 380 km até Rio Claro um pouco tensa, pois não conhecia a moto e ela ainda apresentava alguns problemas que aumentaram a minha insegurança: 

- a lanterna traseira não funcionava;

- a buzina não funcionava;

- o espelho direito estava frouxo;

- o nível do óleo estava abaixo do mínimo;

- luzes do ABS acesas.

Eu não havia levado nenhuma ferramenta e a cidade de São Paulo encontava-se em lockdown; não consegui comer nem beber sequer água: bares, restaurantes e lanchonetes estavam fechados.

                                    Restaurante na viagem: vazio!
                                    Não poderia faltar um Ovomaltine!


Apesar de tudo, fiz uma boa viagem, e, no caminho, fui me acostumando com o jeito e o modo de pilotar da moto.

Uma vez em Rio Claro, iniciei uma manutenção cuidadosa, trocando e reparando os componentes necessários. Troquei óleo, velas, buzina, apertei parafusos e abraçadeiras e fui entendendo pouco a pouco desta marca que era estranha para mim.

                                    Já em Rio Claro com a R 1150 GS


                                                Cuidando da GS: manutenção cuidadosa


E assim, logo estarei com a GS pronta para encarar as estradas e as aventuras! Enquanto isso não acontece, vou me distraindo procurando entender mais sobre a moto que é referência como aventureira ao redor do mundo.